Sunday, July 20, 2008

Junho foi e Julho já está quase...

Não sei porque cargas d'água eu, de vez em quando, meto na cabeça que tenho que me mover. Que fazer e acontecer. Que algo está mal e que tenho que fazer aquilo que faço melhor: RESOLVER.

Em Junho, então, DECIDI que haviam muitas pendências e que tinha que fazer alguma coisa. Enumerei tarefas, planeei datas e métodos. Fiz um plano de actividades, exactamente como fiz com os testes de droga e os ratinhos em Fevereiro e Março...
MAS o problema é que, (como apontou muito bem o Wanderson) quando o problema envolve mais que uma pessoa, já tem variáveis a mais e condições que fogem ao nosso controle...

E assim foi com a Task#2, a apresentação do meu trabalho, a Task#3 que era a resolução do visto, as Tasks#5 e #6 que são a comissão tutorial e a alteração do projecto... bem como as Tasks #1 e #4, que, apesar de tudo ter corrido como o planeado, tratam-se de coisas que não são e sim, vão sendo...

e cá estou eu, mais uma vez, de frente para a realidade de que as coisas (ao contrário das experiências com os ratinhos) não se definem, começam e acabam quando eu decido que é hora de RESOLVER.

...locked up inside of my loops...

Friday, July 11, 2008

Not Yet

Ah e tal, ok: fui ontem tratar do visto.


Não foi nem preciso me aborrecer. Disse calmamente que não achava justo pagar a multa e 1+1 são 2, a senhora do SEF conferiu e viu que estava tudo em ordem. Fiquei muito feliz.


Pois é, mas como não há doce sem acre, é a Casa da Moeda que emite o cartão de residência (que deve ser muito bonito e colorido, por sinal...) e isso demora, em média, 2 meses. Fantástico.


Mais dois meses com um recibinho (que dessa vez é branco!)... nada de Brasil... nada de Escócia.

Monday, July 07, 2008

Micróbio da Sociedade

Eu sou um micróbio da sociedade.

Tenho um relatório de actividades referente ao primeiro ano do meu doutoramento para entregar aos membros da minha comissão tutorial. Já vou a meio do segundo ano, e nada de entregar o relatório. Hoje passei pelo Coruja, que estava triunfante em relembrar-me deste facto. Ri-me sem jeito. Sou assim: relapsa... fazer o quê??

Recebi, finalmente a resposta do SEF quanto ao meu pedido da autorização de residência. Deferido. Pois, mas, para além da taxa do visto, tenho que pagar também uma multa por não tratar das coisas atempadamente. Uma multa porque o recibinho azul caducou......... Sou assim, já sabemos...

Venho pro laboratório e, não há ratos, não a Puedro... passo o dia todo sem fazer um caralho, pensando na hora de sair e ir pra esplanada. Está sol e calor. Dia de esplanada!

E acreditem, é só por má vontade que eu não trato das prendas e da organização de eventos............ porque, além de relapsa, sou assim: horrível!

Tuesday, July 01, 2008

Gígi

Ao debatermos o porquê do trabalho, os parasitas e as experiências falhadas serem capazes de exercer tamanho impacto no nosso humor.....


"Existem coisas piores na vida... mas a nossa vida é isto, pá..."

Sunday, June 22, 2008

a pedra

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.




Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.



Drummond

Tuesday, June 17, 2008

Wednesday, June 04, 2008

Eu sou o máximo, eu sei...

...a respeito da falta de continuidade dos projectos, no blog do Marco Aurélio.......


"Verdade é que as coisas, tal como o futebol, acabam quando terminam."


Há dias em que até eu me surpreendo com minha capacidade de ser palerma!

Chegou o Verão!!!!


At last....

Até o Destak diz que agora vai!!!
E todos nós queremos acreditar!


Mas pena que a meteorologia tem sido tão fiável quanto o horóscopo!

Tuesday, May 27, 2008

Chove??

Não, não. Faz sol!

E assim passam os dias de primavera em Lisboa: na dança indecisa das nuvens...


-mais uma para o annoyance-

Wednesday, May 21, 2008

Era uma vez o Gazela...

... que, entre outras estórias lendárias, um belo dia, disse a seguinte frase:



"Ainda está para nascer o filha duma puta que nunca há de nascer na puta da vida dele."



Fantástico.

Thursday, May 15, 2008

Puta que pariu pros medicamentos na alfândega!!

Daquele em que a vida é só annoyance...

Uma pessoa vive até os 28 anos para alguma coisa... e se há uma coisa que aprendi é que a vida não tem graça se não acontece nada. (um dia ainda conto aqui a lenda dos cães da pradaria...)

E o que dá movimento, e consequentemente, piada à minha vida é o annoyance constante. Que fique claro: annoyance não é, de forma alguma, sinónimo de problema. Problema tira o sono, faz chorar, subverte a realidade e o futuro. Fode o dia... o mês, o ano!
Annoyance não. Só irrita e gasta o tempo.
Não bastasse o meu telemóvel que só recebe mensagens da TMN, da Ford, do Jumbo, da Sacoor Brothers (a Natália diz que eu vivo uma vida dupla. Normalmente sou assim, com polainas às riscas. Nos fins de semana em que ela não está em Lisboa, eu visto-me com camisa de botão cor de rosa bebê, calça jeans clara e sapatinho moccasin...), no laboratório tenho que pensar em preencher formulários para a Direcção Geral de Veterinária, ler papers sobre mosquitos, lavar gaiolas de mosquitos (ao som de "Quando eu te falei em amor" e D. Rosinha a buzinar-me quanto detergente se põe na água), escrever no site do CMDT, publicar as fotos do meu aniversário no Malária Delirium, comprar uns headphones novos porque os meus foram com o caralho, analisar sequências, pensar em encomendas que nunca mais chegam e em verbas que nunca mais são atribuídas, a impressora que não imprime, a internet que é lenta, o computador que é do século passado, quando há merda não há balde, quando há balde não há merda, e quando há merda e balde é hora do café (que sabe a merda).................... boooooooooring!!!

Mas tudo isso é só annoyance. E o tempo escorre por entre os dedos.

Para o comentador(a) anonimo(a): outra coisa que já se deve saber antes de chegar aos 28: SEMPRE existe alguma coisa para reclamar!!!

Wednesday, April 23, 2008

Baygon, baygon, barata com sabão!!


Ontem comecei.... comecei, não! começamos!

De novo:


Ontem eu e Gisela começamos uma experiência com a mosquitada.


(e lá vamos nós às definições...)

Gisela é a pobre alminha que (finalmente) chegou para me resgatar da vida workaholic e dividir comigo as tarefas árduas da rataria e afins... e com o bônus de que ela é fixe!!! E jeitosa! Sempre bom passar o bastão (ou parte dele) para gente competente!

e a mosquitada... bem, tenho que fazer um cruzamento genético bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla haplodiplobionte bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla troca de material genético bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla blabla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla ......... e os parasitas vão ser resistentes a duas drogas diferentes, o que, em suma, vai ser o máximo.

Mas trabalhar com mosquitos é muito melhor que trabalhar com ratos! Porque, na vida real, os moquitos proliferam muito bem na água podre... já no insectário, tuuuuuuuuuuuuuuuuudo tem que ser muito bem controladinho! mas, como quando há merda não há balde e quando há balde não há merda............................ enfim, a vida é um desafio.......

Viva a Gisela, as latas de Baygon e os ventiladores!!



Sunday, April 06, 2008

A maçã

Uma vez, há muito tempo (psicológico) atrás, no meio da minha inocência de pessoa de 22 anos, eu cheguei à brilhante conclusão, somando a+b, de que a vida da ciência é um sacerdócio. No meio das minhas utopias, achava que não era certo tirar um doutorado ou mestrado pelo dinheiro da bolsa. Deveria ser um trabalho feito com dedicação total, abnegação, perseverança. E depois, não valia a pena. Mais valia trabalhar numa loja, ganhar o mesmo e no fim do dia não ter que pensar mais naquilo. Foi nesse momento em que eu desisti. Porque me conheço. Sei que não sou uma pessoa de sacrifícios. Ou até sou, se a meta estiver logo ali, bem a minha frente, piscando em neon roxo e verde.

Passou algum tempo e eu descobri exactamente o porquê de eu ser sim talhada para essa vida: preciso de um trabalho intelectualmente activo e desafiador. No qual eu tenha a noção de que construo qualquer coisa, e de que, depois de tanto trabalho, irei chegar a algum lugar. Mesmo que veja, claro como a água, que estou apenas tentando adicionar um tijolo a uma parede duma catedral que talvez eu mesma nunca veja construída. Não sei sequer a dimensão ou o aspecto final, mas sei que estará lá. E que fiz a minha parte.

Quem corre por gosto, realmente não se cansa. Ou pelo menos, não deveria. Essa é a diferença. Não há sacrifício, sai naturalmente. E é por isso que eu continuo feliz (apesar das poucas horas de sono). Isto é o que eu faço. É o que eu amo. Mesmo com a rataria aos sábados e domingos. Ininterruptamente desde Janeiro, quando me despedi em grande da vida Paris Hilton......

E cá estou eu, seleccionando parasitas resistentes. My pride and joy. Aquilo que me move: lâminas positivas mesmo em presença de droga!


...mas eu queria poder ir à Veneza no feriado de 25 de Abril... :-(

Wednesday, April 02, 2008

28-03-2008

(aqui vai esta foto porque pensei non-stop no meu paizinho que, ao ver esta combinação chocante, diria: que escrotidão!! hihi)

No dia 28 fiz 28 anos. Tanto 28 que até tenho medo da sombra ameaçadora de Saturno... Mas para já, ainda nem sequer vi a ponte... por isso, ainda não a atravessarei.

Fiz uma festa que, na semana passada, me custou tempo, energia e serviu, acima de tudo, para dar outra motivação aos dias que, por aqui pelas terras lusas, já ficam cada vez mais longos.
A festa correu muuuito bem. Parece que foi mesmo um sucesso. Eu, pelo menos, diverti-me. Muito. Mas eu era o DJ e isso explica tudo.

Mas o que se diz quando se faz aniversário e a idade não pesa? Realmente, 28 parece-me um número já grande... nunca parei para imaginar como seria estar aqui, quando, nos idos dos meus 13 anos, idealizava a vida adulta. Pensava nos 18. Nos 20 e poucos. Nunca pensei nos 20 e muitos... também, estava tão longe... Eu e os planos a longo prazo.

A verdade é que, com essa idade, meu pai tinha uma esposa e uma filha de 1 ano. Eu sou estudante e vivo numa casa com móveis que não combinam... Outros tempos, bla bla bla.

Whatever. Ainda acho graça aos cabelos brancos que se multiplicam. Acho-os irônicos. Assim como achei irônico quando aquele garoto de rua (que tinha a minha idade, ou talvez, um ano a menos, que fosse) chamou-me "tia". Porque eu não sou uma senhora. Não sou um adulto já perto dos 30. Eu sou...... eu.

Tuesday, April 01, 2008

Adele

Fantástico. Merece ser visto e revisto. Muitas vezes!!

Thursday, March 20, 2008

A não-fase

Existem alguns conceitos fundamentais a serem introduzidos/relembrados antes de eu começar este post...

O primeiro deles é o do não-lugar. Este é um do Pedro da Natália (engraçado referir uma pessoa com uma personalidade tão marcada utilizando outra como referência...). O não-lugar consiste nas estações do metro, no metro propriamente dito, em todos os similares (trem, ônibus, etc etc) e ainda no meio da rua, ou em qualquer lugar que seja apenas um caminho ou meio de transição para outro. Ninguém marca de encontrar ninguém nesses lugares, ninguém está lá simplesmente. Passam por lá, de passagem. (desculpem o pleonasmo....).

O segundo é a situação aeroporto. Aquela descrita pela minha querida e saudosa Vivian Rumjanek como sendo toda e qualquer situação onde o tempo que se tem é demasiado curto para se fazer o que quer que seja, mas também muito grande para simplesmente esperarmos enquanto ele passa.

Por último, vem o conceito da não-história introduzido no meu vocabulário pelo Zé, também conhecido como Vicentinho. A não-história é todo e qualquer conto, fábula, estória... que, ao invés de contar com um desfecho interessante, absurdo, fantástico ou, pelo menos, relevante, tem sim, um final. Sem qualquer adjetivo que o complemente. Um final que não torna a história digna de ser passada adiante.

Posto isso, agora finalmente começar a dizer aquilo que pretendia.

Depois de uma conversa ontem com minha sister, soulmate and counter-part Alcira, acho que já cheguei à conclusão do que significam esses dias... é a não-fase. Onde a maior parte do tempo é passado em situações aeroporto, dentro de não-lugares, culminando em looooongas não-histórias. Porque ninguém conta algo como: saí de casa, apanhei os transportes, cheguei ao laboratório, fiz o meu trabalho, saí quando terminei, apanhei os transportes, cheguei em casa, jantei e dormi. Alguém morreu? O biotério explodiu?? O metro passou por cima de alguma velhinha?? Não, não, não.

Então, quando as pessoas perguntam como foi meu dia, eu só respondo: Tudo bem.
E sorrio. Genuinamente.

Monday, March 10, 2008

Your call is on hold. Please, hold the line.

E esta é da Naná!!

"Há dias que podiam ser apenas minutos."

Cabe de tantas formas diferentes, que nem sei se é justo......

Sunday, February 24, 2008

Áries com ascendente em Peixes... Fuck me sideways!!

Vivo eu, na minha vidinha Meg Ryan, discípula de Julia Roberts e Bridget Jones, por mais machona que eu queira ser... e até seja.

Mas bonito bonito é quando me apanho a chorar ouvindo "Naaaaaaaaaaa na na na-na-na-naaaah, hey Jude!!" no show do Paul Mc Cartney (no qual chorei do início ao fim), ou repetindo a frase mais psicologia Marrie Claire de todos os tempos: "People put you down enough, you start to believe it. The bad stuff is easier to believe. You ever notice that?" Sabedoria Pretty Woman.
Nem sei ao certo onde vou com essa conversa (a maior parte das minhas conversas ultimamente não vão a lugar nenhum!). Mas penso nisso desde que falei com a Al no Skype, justamente sobre isso.

Acho muita graça nessa coisa toda muito dual, quase barroca, que eu tenho de ser tão prática, moderrrrna, século XXII (!!) e ainda assim, deitar na cama pensando em borboletas a voarem no campo florido. Saber que tudo é um sonho irrealizável, porque a realidade é o que tenho hoje, mas ainda assim sorrir, imaginando como seria bonito se isso ou aquilo acontecesse.

Hoje o mood é este. Ouvir In my life, Do me a favour e Put your records on... Estou me tornando uma chata (ainda mais chata!!) com a merda da auto-crítica, da auto-análise, da auto-explicação e da auto-ridicularização.

Tudo tem sempre um parêntese.
E eu tenho sono.

Monday, February 18, 2008

Conjunção Astral

Há já um tempo, descobri que TPM e lua cheia era uma combinação explosiva, que sempre me deixava num estado ou deplorável ou insuportável de sequer olhar, quanto mais aturar.

Hoje, confirmei mais uma vez que tudo pode sempre ser pior. Inclusive as minhas ondas hormonais. E tudo graças à conjunção perfeita de todos os factores possíveis...

Fica aqui uma lista de coisas que eu odeio, mas vale lembrar que amanhã será como se nada tivesse acontecido.............

Mentruação, cólica, chuva, acordar muito cedo, sair de casa tarde, trânsito
chuva dentro de casa, chapinhar na água já às 7:30h,
carregar peso, cólica, chuva, pés molhados, frio na rua, calor nos transportes,
laboratório vazio às 11h,
não há papel, não há éter, não há kleenex, não há bateria no telemóvel,
ratos, lâminas, e-mail do Pedro às 13 que eu só respondi às 18h,
chuva, noite ao meio-dia, cólicas,
chuva, supermercado, carregar peso, gente estúpida, só ter dois braços....

quem merece?????????????? quero virar ostra.
... E SEM PÉROLA!!!!

Monday, February 11, 2008

sim, mas... não

Os dias têm sido muito estranhos ultimamente. Têm passado incrivelmente rápido, e estado tão cheios, que parece que uma semana já foi há meses! Não tenho tempo para nada... esfrego o olho e já é meia-noite... acordo cedo e durmo às 2h da manhã e mesmo assim, nunca há tempo para tudo........

Ao mesmo tempo, tenho a sensação de que nada acontece, que tudo é um grande vazio... olho para o dia e não sei onde foi que as horas se esvaíram, onde foi que os minutos me escorregaram por entre os dedos. Onde ou quando...

e depois, acontecem daquelas coisas que servem para por a vida em perspectiva... aquelas, tipo morte ou nascimento. Aquelas coisas da sala de jantar que reduzem tudo ao mais primário, que, no final das contas, é aquilo que somos... moléculas a colidirem aleatoriamente num fluido. Aquilo que TODOS nós odiamos ser, mesmo que sem essa consciência. Queremos mais, queremos a glória. Queremos algo que não existe. Algo que torne todo este acaso numa grande coerência, numa grande simetria.

"Freedom is just another word for nothing left to lose"

Monday, February 04, 2008

Carnaval é sabedoria



Hoje, graças ao desfile de Viradouro, acabei de descobrir que existe uma Confederação Brasileira de Desportos no Gelo...

E eu que tive que aturar meu paizinho a rir-se de mim quando disse-lhe, nos idos de 1980 e poucos, que queria ser patinadora de gelo....................

Sunday, February 03, 2008

Sabedoria de Tio

Mais uma daquelas célebres frases do meu Tio Beto:



"Passarinho que acompanha morcego amanhece de cabeça para baixo!"






Beautiful!

Thursday, January 24, 2008

Dr. Cox

Eu (in)explicavelmente tenho essa predileção pelos vilões das histórias.

Consigo lembrar desde os tempos remotos do Pentágono em que eu tinha aquela coisa pelo Loureiro, que era supostamente o professor mais carrasco do Universo (pelo menos do nosso universozinho de adolescente...).

Depois disso, sempre pude ver essa predileção pelos "maus" nas novelas (a Maria Regina e o Olavo são exemplos clássicos), nos filmes (a Mulher-Gato no Batman, o T-1000, no Terminator), nas séries de TV (o Sawyer, no Lost e o Sylar, no Heroes) e ainda na vida real (prefiro abster-me de citar exemplos....).

Agora minha paixão nova é pelo Dr Cox, aquele do Scrubs...

Sunday, January 20, 2008

...e se pensar aproximasse (parte 2)

Parece que tudo o que tenho feito ultimamente é pensar para ver se me aproximo... Ver se tenho mensagens no e-mail, se tenho mensagens no telefone, se tenho mensagens telepáticas de quem não vai escrever.

Nunca fui uma pessoa nostálgica. Platônica, talvez, mas nostálgica não. E nunca me perdi em pensamentos do que poderia/deveria ter sido e não foi. Sempre falei aquilo que me veio à mente, e ocultei aquilo que achava por bem não dizer. E raramente senti que me tinha enganado na escolha. Mas agora, enquanto lia um e-mail do meu primo Rodrigo, apanhei-me a pensar no porque de, durante o tempo em que vivemos na mesma cidade, não termos compartilhado mais da companhia um do outro... Tento acalentar a consciência com a idéia da diferença de idades que, antes era tão gritante, e que agora se dilui. E que, num futuro (próximo ou não) voltaremos a nos encontrar e conviveremos.

Sou assim, com esperanças, que muitas vezes sei serem vãs. Mas, nas quais acredito, não como uma promessa, mas como um sonho bom de sonhar. Aqueles que, quando acordamos, deixam-nos um sorriso no rosto durante boa parte do dia, e aquela sensação de que está tudo bem...

Wednesday, January 16, 2008

Espelho

Hoje estava no metro e vi uma menina que era a minha teenager counterpart. A garota devia ter por volta de 18 anos, tinha o cabelo preto esticado caído na cara, trazia uma gargantilha de picos, camiseta verde e calças jeans rabiscadas. Usava ainda uns braceletes. Olhei para ela e vi o meu reflexo, só que mais acentuado (afinal, eu sou uma senhora) e pensei "Ah, então é assim..." Ela vinha sentada junto com uma amiga, a partilhar os headphones e cantando Garbage: "I think I'm paranoid, and complicated"
Sentei-me de frente para ela, tenatando conter o meu sorriso de empatia. Tinha medo que parecesse invasiva ou simplesmente parva. Por isso, tentei fingir que não estava a prestar atenção.
Foi mesmo uma sensação engraçada... mas mais engraçado do que isso é pensar que, quando tinha a idade dela, eu não era assim. Ou era, mas não queria ser... Na verdade, eu era mais como aquela menina que, em Monte Alegre, ficou a olhar para mim e para a Natália como quem toma notas de como se comportar quando crescer...

Tuesday, January 15, 2008

hushhhhhh, little baby

Tanto por dizer e nada é dito. Mas também quem é que precisa de palavras?? Aquelas que se usam para preencher o vazio do desconforto, do erro, da clareza da manhã seguinte... Não! Aqui não há necessidade de dizer. Tudo o que já foi dito e que seria repetido e ouvido 100 vezes com o gozo da primeira. Mas não é preciso... e fica por dizer. Porque não há erro. Só clareza.

Feita de adamantium... sim. Mas só por fora!

E dizer adeus como quem diz até amanhã.





Quem será o astrólogo do meu paizinho???????

Wednesday, January 09, 2008

A única coisa a fazer é tocar um tango argentino

Hoje tive mais uma daquelas conversas cruciais que as pessoas têm com os orientadores...

Tenho uma meta a cumprir até agosto. Eu e as metas, sabe como é... E esta (não vou estar aqui com pormenores técnicos, afinal, isto não é um blog sobre ciência...), implicará na superpopulação de ratos, na abolição dos fins de semana e na extinção da minha existência neste planeta como ser humano.

Tem que ser, tem que ser....

Sunday, January 06, 2008

Quem merece ser eu?? (às avessas)

Andava eu aqui na minha vida cientista, já pensando (aproveitando as ditas resoluções de Ano Novo) em começar a juntar uns trocos para a próxima viagem ao Brasil, quando descobri que a FCT depositou $$ a mais na minha conta....

Fui lá, muito honestamente, perguntar se não se tratava de algum engano.... "Não senhora! o $$ é seu!" - disse-me o Careca (que é um Sr de olhos muito grandes e azuis que satisfaz as nossas dúvidas na sede da FCT em Lisboa). E qual não foi o meu espanto? E qual não foi a minha alegria?? Queria até dar um beijo ao Careca, que, por sua vez, manteve-se impávido e sereno...

Sim, o $$ está destinado a estranjas como eu, que vieram de fora da Europa, doutorarem-se cá. $$ para voltar e visitar a família, os amigos, o cachorro, o papagaio e o periquito! Quando eu quiser... SE quiser......

boas notícias!!

será que meu paizinho (ou o astrólogo do meu paizinho) tinha razão??

Não existem muitos exemplos das vantagens de ser brazuca (dentro e fora do Brasil)... um viva à FCT e ao Estado Português!

Thursday, January 03, 2008

Uma pausa

E 2008 começou. Não sei se o ano vai ser bom, mas sei que 2007 acabou muito bem, obrigada!

Viajei, na semana entre o Natal e o Ano Novo, e saí do universo que me rodeava e que me atormentava por já ser sempre a mesma coisa. É verdade que quando saímos e voltamos, os problemas estão exactamente onde os deixamos, mas sempre serve para dar uma relaxada, analisar com calma, ou ainda, com sorte, quebrar o paradigma. Neste caso, acho que foi um pouco de tudo. Ultimamente, 100% do que faço e dos que conheço, pertencem ao instituto, e quando as coisas começaram a me chatear no instituto, chatearam-me 100% da vida... Foi muito bom estar com gente diferente (e muito interessante), numa outra cidade, vivendo a "vida Paris Hilton" por uma semana inteira. Comer como se não houvesse amanhã, beber como se não houvesse ressaca...

Tenho o estómago do lado do avesso, o fígado destruído e a cabeça ainda lenta. Mas estou feliz. Diverti-me tanto que minha consciência judaico-cristã ocidental até se pergunta se não é errado.

De qualquer maneira, aquela conversa fiada de "ano novo, vida nova" pode ser bobagem, mas sempre mexe, mesmo com aqueles mais realistas. E eu estava a espera de que qualquer coisa mudasse (para melhor, óbvio!) neste ano. Meu pai disse-me que este ano será muito bom para os do signo de áries (vale ressaltar que esta é uma observação pouco convencional vinda de alguém tão cético no que toca a estes exoterismos...)! Vamos torcer...

De qualquer forma, fica aqui o agradecimento à Natália e ao Pedro que me aturaram e sustentaram durante essa semana. E também àqueles cuja presença num só dia já basta para gerar risos por semanas...


"Oh that boy's a slag the best you ever had!!
The best you ever had is just a memory and those dreams that ain't daft as they seem..."

Sunday, December 16, 2007

Até 2011 filio-me ao AA

Recebi um e-mail do meu Tio Beto com uma frase espetacular que transcrevo abaixo:


"Troque seu coração por um fígado. Assim, você se apaixona menos e bebe mais!"



Nunca pude comprar aquelas cordas vocais da Fender que tanto queria. Nem o novo cérebro Pentium 2.0. Eu e essa mania das marcas... Mas dentro do contexto "trabalhe feito alucinada durante a semana e acorde na mão do palhaço no domingo de manhã", acho que trocar meu coração por um fígado seria, de facto, duplamente benéfico. E daí que eu poderia dizer, com toda a razão, que sou uma heartless mother-fucker...

Friday, December 07, 2007

A seta e o alvo




não é pelo video. é a música.

e eu? sou a seta.

PS: e que o Tatu não nos ouça... Amém!

Friday, November 30, 2007

Frase da semana

(...)Enfim, ando uma pilha de nervos com os meus problemas e os dos outros, badamerda pra quem inventou a sensibilidade, a moral, o bom senso e a ética, era tudo muito mais fácil se fossemos todos sociopatas.

Minha querida amiga Patrícia disse tudo, sem sequer saber nada do que se passa............

Monday, November 19, 2007

idéia fixa



a letra está uns 5 ou 6 post abaixo...

Monday, November 12, 2007

A via crucis do imigrante - parte 416B

"Pronto, a menina leva este recibinho azul, que vale por 90 dias, mas não se assuste se ele caducar... Entramos em contacto consigo por carta."

Sunday, October 28, 2007

:-(



Isto é um esfregaço de sangue de ratinho infectado com Plasmodium chabaudi. Já há mais de um mês que vejo (e conto os parasitas de) pelo menos 35 destas por dia. TODOS OS DIAS. Ando tão cansada que, quando fecho os olhos vejo as lâminas. Houve uma semana, em que eu dormia pensando 1, 2, 3. 1, 2, 3. E ouvindo o tic-tic do contador.


Mal, não. Muito mal! Preciso de uma pausa. Ou de fazer as coisas com calma. Sei lá. Sei que chego em casa, como e durmo. E nunca antes da meia-noite. No dia seguinte acordo, nunca depois das 7h. Mais um dia de 10, 12h... e ir para casa, comer e dormir.


Houve um dia em que cheguei excepcionalmente às 10h e saí às 18:30h, achando que tinha chegado absurdamente tarde e saído cedo. Daí que a Sofia e a Pola puxaram-me num cantinho e abriram-me os olhos: Não, Lou. 10h pode não ser cedo, mas absurdamente tarde é às 11:30h. E sair cedo, já agora, é sair antes das 17h.


No outro dia li uma frase de um cientista famoso aqui em Portugal que dizia que em ciência é assim: dias de 14, 16 horas, muito trabalho e algumas alegrias no final. Waw! Que herói. Que mártir. Muito bonito, mas isso não sou eu. Não sou eu porque eu não gosto do esforço extremo, porque sou tenaz mas canso-me facilmente. Aborreço-me.


O pior é que, quando ligo para minha mãe, ainda tenho que explicar que não sou workaholic. Estou workaholic e não por opção......... Gaaarrrrr já ia partindo o pc de ódio. O poder que as pessoas têm.
Enfim, tudo isso para explicar porque desapareci da net, do e-mail, dos cafés no meio da tarde... e odeio. Queria ter tempo (e paciência) para fazer as coisas que quero, arrumar meu caderno, limpar meu quarto... Mas hoje só me apetece dormir. Tenho sono e só estou aqui, online, porque estou de pirraça. Queria dormir a tarde toda, mas, a esta hora, já deveria estar no instituto lendo lâminas. E vou. Mas só mais tarde... Saio de casa por volta das 16h e lambam os beiços!!!

Saturday, September 15, 2007

E se pensar aproximasse...

...e se pensar aproximasse, tu estarias aqui.
E comerias na minha mesa,
e viverias na minha casa,
e ouvirias o que digo.

Se pensar aproximasse,
entenderias meus motivos,
aceitarias minhas decisões,
concordarias comigo.

adorarias como penso,
venerarias minha alma e
lerias meus pensamentos...
Sim!

Porque se pensar aproximasse,
estaríamos tão próximos que seríamos um só
e aí, sim, tu saberias o quanto penso em ti.

Wednesday, August 29, 2007

felicidade geral da nação




e dado o sucesso do post "círculo", o meu próximo post será sobre sexo...




Sunday, August 19, 2007

Two halves are equal

Lado A

Viver como se não houvessem perigos, como se não houvessem limites, como se não houvesse amanhã. E sentir tudo de bom e de mau na plenitude daquilo que conhecemos como sentir. Morrer de rir, morrer de dor. Provar do doce e do azedo. Amar. Odiar. Viver na adrenalina da montanha-russa. Mergulhar de cabeça em TODOS os precipícios. Ser apanhado no meio da queda. Ou cair e espatifar-se no chão. Em incontáveis pedacinhos. De modo a nunca mais sem possível colar. E estar pronta para outra.

10 anos a 1000 Km/h.



Lado B

Ter atenção a cada curva. Faróis máximos. Desviar-se de cada buraco. Contornar. Ouvir conselhos. Saber que nem tudo pode ser 100 por cento. Pensar duas vezes e aprender com os próprios erros. Viver no conforto do steady state e evitar assim grandes dissabores. Sem sabor a nada. Feita de aço. Gelo. E não ter nem vontade nem paciência para arriscar. Nem para perder. Nem para ganhar.

1000 anos a 10 Km/h.

Tuesday, August 07, 2007

Straight and to the point

coin operated boy
sitting on the shelf he is just a toy
but i turn him on and he comes to life automatic joy
that is why i want a coin operated boy

made of plastic and elastic
he is rugged and long-lasting
who could ever ever ask for more
love without complications galore

many shapes and weights to choose from
i will never leave my bedroom
i will never cry at night again
wrap my arms around him and pretend....

coin operated boy
all the other real ones that i destroy
cannot hold a candle to my new boy and i'll
never let him go and i'll never be alone
not with my coin operated boy......

this bridge was written to make you feel smittener
with my sad picture of girl getting bitterer
can you extract me from my plastic fantasy
i didnt think so but im still convinceable
will you persist even after i bet you
a billion dollars that i'll never love you
will you persist even after i kiss you
goodbye for the last time
will you keep on trying to prove it?
im dying to lose it...
im losing my confidence
i want it
i want you
i want a coin operated boy.

and if i had a star to wish on
for my life i cant imagine
any flesh and blood could be his match
i can even take him in the bath
coin operated boy

he may not be real experienced with girls
but i know he feels like a boy should feel
isnt that the point?
that is why i want a coin operated boy

with his pretty coin operated voice
saying that he loves me that hes thinking of me
straight and to the point
that is why i want a coin operated boy.

Dresden Dolls

Friday, August 03, 2007

Círculo

Acho uma graça como as coisas na vida são cíclicas. E como tudo acontece mais ou menos da mesma forma, de tempos em tempos. Pelo menos comigo. Talvez seja porque tenho sempre essa tendência de pender para um dos pratos da balança. Muito bem agora, muito mal depois e muito bem logo a seguir. Não existe equilíbrio nem nada próximo. Talvez seja só porque é assim com todo mundo. Mas é facto que é impossível não comparar e ver as semelhanças (e diferenças) gritantes.

Namorei com o Massao, por aaanos... Terminamos e fiquei um tempinho sem ninguém. Lembro-me que ele disse que eu agora namorava com a Alcira. Depois, namorei com o Marco mais outros anos... Agora que terminei com ele e estou um tempinho sem ninguém, namoro com a Natália. Tudo igualzinho.

Mas diferente... muito...

Wednesday, July 25, 2007

Colecção de Vernáculos - 1 de 762489927

vernáculo do dia - tradução de TANDEM

CONCATÂMERO




Lindo, não?

Sunday, July 22, 2007

Who the fuck are the Arctic Monkeys??


Na última quarta-feira fui ao concerto dos Arctic Monkeys. Depois de um fim de semana hard core, insónia de domingo para segunda e febre de segunda para terça, garganta inflamada e mais toda sorte de azares, fui assim mesmo. De jeito nenhum faltar. 28 euros pelo bilhete para o concerto mais aguardado desde o verão do ano passado, quando descobri (e logo a seguir apaixonei-me por) esta banda que tem estado presente na minha vida e na minha discoteca pessoal em posição de destaque. Nem era pelo dinheiro. Era porque não podia perder em hipótese alguma.


O concerto foi aberto pelos portugueses X-Wife, muito bons, por sinal. Têm um tecladista, que é o destaque da banda, e um baixista "todo-duro" que é o mais empolgado! 40 minutos, very nice, ok. E eu, no alto do puleiro (já não havia bilhete para platéia, só camarote!), já começava a ter febre de novo, entre um concerto e outro.


Mas eis que após mais 40 de intervalo, entram eles. Teenagers. Ok, teenagers não, mas 20 e poucos, muito poucos mesmo. Cantaram as músicas mais animadas, sem parar, umas atrás das outras, com aquela energia contagiante. Não falam muito com o público, é verdade. Mas não é preciso puxar pelas pessoas quando se tocam aquelas músicas e daquele jeito. Eu nem sei como não caí do puleiro. Tudo lindo, tudo perfeito. Parecia nem sei o que. Um momento... como se tivesse vivido até aqui para chegar naquele puleiro, à esquerda do palco. Àquela distância... E ver... E ouvir... Parece ridículo, eu sei. É ridículo, acho eu. Mas foi assim que senti. E como a história é o que realmente importa, muito mais do que a "verdade", fica assim. Foi o momento pelo qual vivi até hoje.
Mas o concerto? Bem, o destaque (para além do óbvio Alex Turner revirando os olhinhos cantando com aquela voz e aquele sotaque e aquelas letras que falam de brigas em filas de discoteca com um lirismo inimaginável e de rompimentos e traições com uma sensibilidade absurda sem pieguice) vai para o baterista que é o motor por trás da emissão daquela energia toda. Aliás, duarante a maior parte de show, pareceu-me que a banda eram só os dois, como White Stripes já provou ser possível e mais que bastante. Mas o guitarrista, "o bonito", não deixava de ter seu charme mais que britânico (estilo Oasis), na sua alienação...
Mais uma vez, vejo-me frente àquela pergunta: quem caralhos deu a esses garotos o direito de compor as músicas e escrever as coisas que me tocam assim??? Atrevo-me a dizer que olho hoje pros Arctic Monkeys como pros Beatles. Com aquele carinho de quem vê um familiar ou amigo próximo no palco. E tive os mesmos sintomas de quando deparei-me com o Ed Vedder, no ano passado. Euforia total nas 24 horas seguintes e uma crise de abstinência de adrenalina passadas 48 horas.
Do me a favour and keep on putting more Tabasco on my Bloody Mary. Pleaaaaaase!!


Wednesday, July 11, 2007

Overdose de Mestre


Passamos este fim de semana a despedirmo-nos da Cynthia e do Bersoza. A Cynthia veio cá, directamente de Manaus, para passar 3 semanas fazendo PCRs e identificando mutações... Já o Pedro Bersoza é um outro engraçadíssimo que veio de Madrid para sei lá o que, mas provavelmente também para identificar mutações...LOL

Duas figuras ímpares... a Cynthia foi embora no domingo, e o Bersoza foi embora hoje... :-(

Mas o bom, é que sempre há a esperança de que (como uma colaboração é uma colaboração) eles voltem daqui a pouco tempo!

Então, como a idéia era curtir ao máximo, o nosso orientador Pedro Vitor, o Mestre, participou do nosso fim de semana e estivemos com ele até a exaustão...lol





Sexta, fomos a um barzinho. Aqui, Cynthia e o Mestre









E eu aproveitei para estrear meu maravilhoso vestido de bolinhas... Aqui com o Bersoza.












Encontramos lá com o Dusan, o Axel e a Sandra (a mulher top model do Dusan). Este era o lado "gringo" da mesa...











De lá fomos para o maravilhoso Jamaica, que bombou!!





A dupla inseparável: Bersoza e Pola







No sábado fomos jantar a Sintra, na casa dum amigo do Mestre, que não trabalha no instituto, mas é outro maluco!



Aqui, agarradinhos para caber todo mundo na foto...












é... quem tirou a foto foi o Mestre... não dava para não rir feito uma perdida.







E aqui com o Espanhol...


No domingo, acordar às 5:30h da madruga para levar a Cynthia ao aeroporto... é... e depois aguentaro domingo mais longo da história!!!!!! enfim....

Aqui, esse instituto é um pára-raio de maluco!

Friday, July 06, 2007

Que nem pinto no lixo!!

Comprei um computador novo!! Finalmente!! Agora vou poder postar tudo, todos dias!!! :-D

Ou não...

Wednesday, July 04, 2007

So it seems...

Hoje parece q é o primeiro dia de verão... sim, porque até então, vinhamos tendo uma primavera ranhosa, insuportável. Havia até uma teoria de que a Península Ibérica ter-se-ia destacado do continente e teria boiado até juntar-se ao Reino Unido.

Hoje parece sexta-feira, apesar de ser quarta. Quero ir para casa e não posso. Tenho q ficar aqui. E já que fico, podia ir trabalhar. Trabalho não falta, aliás... mas não apetece NADA...

Quero ir pra esplanada beber cerveja. Não! Quero ir pra casa dormir. Ler. Sei lá... Acho que é a TPM. Já. E de novo.

Wednesday, June 20, 2007

Foto Dam



Finalmente publico as fotos de Amsterdam. Aliás, algumas... porque a era da fotografia digital veio para testar, acima de tudo, nossa capacidade de síntese.
Atendendo então ao desafio, selecionei aquelas que melhor representam o espírito da cidade!





Bicicletas

A começar pelo básico. Elas estão por toda parte! Quase fui atropelada várias vezes, não pelo tram, não pelos poucos carros (que obedecem RELIGIOSAMENTE todos os sinais de trânsito) mas por elas. Por duas ou três vezes fui fulminada por olhos azuis/violeta por estar no lugar errado na rua... ou seja, no caminho das bicicletas...


Muitas bicicletas!!

Para confirmar minha tese, mostro um estacionamento de bicicletas... A minha era aquela ali... (LOL)


Buzina

Este é o objecto cujo som é capaz de disparar uma descarga de adrenalina no meu sangue, capaz não só de disparar meus batimentos cardíacos, como fazer-me saltar como um gato pro telhado! E como os holandeses são pessoas muito criativas, enfeitam tudo. Até as buzinas...

Tour de bicicleta

Não, isso não é mais uma demonstração de criatividade decorativa. Na verdade é criatividade funcional. Já que o lance em Amsterdam são as bicicletas, porque não passeios turísticos de bicicleta? Em laranja, ainda mais típico!



Casas na água

Mudando de assunto, outra coisa muito abundante em Amsterdam são os canais, rios, riachos, etc... Por isso, como metade daquela terra foi roubada do mar, natural é que as casas dêem com as portas directo para dentro dos seus barcos. Piratas!


Coffee Shop

Outra coisa que não se pode perder numa visita à Holanda são as famosas Coffee Shops. E como o mal está na cabeça de quem o vê, e como lá tudo é legalizado, o coffee shop é parada obrigatória!


Alien

e depois da Coffee Shop, fazer novos amigos, não podia ser mais natural!




Monumeto à trabalhadora de rua

Continuando o passeio, não podíamos evitar o Red Light District. Mais uma daquelas paradas obrigatórias ao turista que lá vai. Aqui o monumento às trabalhadoras de rua e nele o nosso respeito. (as vitrines ficam para uma próxima oportunidade...)

Condomerie
Para provar a obrigatoriedade destas paradas que tenho indicado, aqui mostro uma loja de camisinhas com uma comissão de velhos e velhas à porta, maravilhados!


Mais uma prova da criatividade daquele povo vicking! Este ex-ônibus estava no meio de uma feira de artesanato e coisas alternativas. Lindo!

Mictório

Continuando na onda da criatividade e liberação dos preconceitos, temos aqui um mictório público. Afinal, se não conseguimos que os homens aguentem um pouquinho para fazer xixi em casa, que ao menos não seja nos muros, árvores, ou atrás dos carros....

Esplanadas

Bem, e para que juntarmo-nos todos a volta das mesas??? Bom mesmo é sentarmos na esplanada de frente para rua, a ver o movimento. E, com sorte, de frente pro sol.


Minha loja

Não sabiam, não é?? Mas a verdade é essa e foi recentemente descoberta... Eu tenho uma loja de plantas em Amsterdam, próxima à Joseph Israelskade. Lindo, né??

Wednesday, May 30, 2007

Aniversário

Hoje o blog completa 2 anos. Dois anos de imensos desabafos e de muitas alegrias também. Muitas vezes "postadas" e nunca lidas (ou pelo menos, quem leu não deixou aqui nenhum comentário). Ou ainda lidas pelos mesmos fieis 2 ou 3 que sempre aqui vêem (que eu sei que vêem sempre, mesmo quando não comentam) para saber de novidades ou das novas sandices que atravessam minha cabeça. De início, o blog tinha um nome I must have died a long time ago, que era um verso duma música do David Bowie, cuja tradução correta eu nunca soube... mas para mim, sempre a li, como sendo a expressão de um momento no qual a realidade é ruim demais para ser algo da vida, sendo assim, provavelmente, uma visão post mortem do inferno.

No meio do caos em que tudo estava, sempre tentei não mandar indiretas, nem mensagens criptografadas no meio dos posts, coisa que minha natureza de ser humano nem sempre me permitiu evitar completamente. Hoje, para subverter tudo, como é um dia de festa (e nos dias de festa normalmente permitimo-nos cometer alguns excessos) vou deixar aqui mensagens que nunca entreguei, apesar da intenção inicial. Não indico para quem são e a quem servir a carapuça que encontre forma de lidar com isso........






UNSENT



"Please forgive me, for my distance
The pain is evident in my existence
Please forgive me for my distance
The shame is manifest in my resistance to your love
"
Desde a primeira vez que estive contigo sempre pensei nesta música como
associada a você. Sinto muito por ter sido covarde, porque essa é a verdade. Fugi. De você, de mim. Mas, de qualquer forma, você merecia coisa melhor. Muito melhor. 06-05-2007




É assim que nos vejo. Todo esse carinho, todo esse amor.

Te amo. ??-10-2004







Quanto tempo! Caraca... Nesta semana não tenho tido aula à tarde, então, qualquer dia desse vou lá na tua casa... Mas agora que estou aqui em forma de carta, vamos falar das novidades... Tanta coisa aconteceu comigo que eu nem sei por onde começar. 06-10-1997





"para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro"
Não deu para trazer o que você pediu, mas pelo menos uma promessa eu cumpri. 14-05-2007




...você conseguiu viver uma vida super-dura (...) com problemas que eu sequer imagino, e eu nunca, mas NUNCA vi você com peninha de si mesmo, lamentando o que poderia ter sido e não foi. E é por isso que eu já não me desespero mais. 24-07-2004





Sonhei com vc esta noite. Sonhei que você tinha me convidado para jantar. Foi maravilhoso! Depois do jantar, fui até a sua casa e ficamos lá por horas. Acordei feliz e com saudades. 08-09-2005




Sinto a tua falta. As coisas que só vc diz. A maneira como você me faz rir. A tua presença. Sinto a tua falta. Não sei porque, mas realmente preciso de você. Muito. 24-03-2006

Something in the way you love me won't let me be. I don't want to be your prisoner so baby won't you set me free (...) Just trying to understand, I'm giving all I can 'cause you've got the best of me. Borderline - feels like I'm going to lose my mind. You just keep on pushing my love over the borderline. 08-10-1998


Cada dia que passa se torna mais difícil saber o que é certo e o que é errado. Queria que vocês me compreendessem, e queria (juro!) compreender vocês também, e talvez assim, pudéssemos ser mais felizes... 28-10-1996




obrigada pela companhia

Tuesday, May 29, 2007

Amsterdamned!

Amei Amsterdã. Fui lá para o 5º Congresso Europeu de Medicina Tropical, que na verdade não foi tão bom quanto a pompa que o envolvia prometeu. Na verdade, eu, como todos daqui do Instituto, fomos ao congresso muito mais pela cidade do que pelo congresso em si, L-Ó-G-I-C-O. É uma cidade muito bonita para quem gosta de casas castanhas com janelas brancas e rios e rios e rios em ruas arborizadas. Não vou estar aqui com a pretensão de fazer uma resenha, mas digo apenas para qualquer interessado em dirigir-se a Amsterdã: CUIDADO com as bicicletas.

Depois de voltar de lá, venho com aquela sensação de que tudo é perto. O mundo é minha casa e já meio que sonho com minhas próximas férias. Sinto a necessidade de uma cidade cosmopolita, para me encher das novas tendências e estar perto de quem é avant-garde. Talvez Londres, já que, para Nova York seria preciso um visto e talvez uma benção do Papa para entrar na terra prometida "America".

Por outro lado, penso do fundo do meu coração que já estou farta de férias e que nunca seria capaz de planejar outra viagem antes do ano que vem. Agora quero (e preciso!) começar a trabalhar a sério nas experiências para o meu doutoramento. Voltar a ler e a saber o que fiz e o que tenho que fazer. Para quem me conhece bem, acho que é óbvio que, um mês afastada da bancada já foi suficiente para varrer por completo da minha mente tudo o que fiz este ano (o que não foi muito, anyway...). Ainda para quem me conhece bem, fica a minha surpresa de descobrir (ou confirmar) que sou mesmo workaholic e que, muito tempo sem trabalho, leva à sensação de inutilidade. Nem quero pensar no que vai ser quando eu me aposentar...

Assim que tiver fotos, publico algumas aqui. Senti falta de muita gente, em especial da Nat Nat, que já lá esteve com a sua sister, soul-mate and counterpart Tomoko. Eu estive com ela dois dias antes de ir e fui idiota suficiente para não perguntar nenhuma indicação. Mas não serei idiota em perder a chance de partilhar experiências, que, com certeza, são sempre pelo menos divertidas...

Monday, May 21, 2007

In between days

Na próxima quarta-feira viajo para Amsterdã. Não, não pensem que vou me divertir... Quero dizer, vou me divertir, mas a viagem é para o 5th European Congress on Tropical Medicine and International Health. Mas enquanto isso, deu para me re-ambientar com minha casinha, com Lisboa, com meus amigos. Voltei muito mais social do que estava quando fui para o Brasil, e mesmo quando estava lá, ainda estava muito anti-social. Cheguei aqui com ânimo novo, mas em alguns momentos pisando leve em terrenos arenosos.

Passada esta semana, sinto como se a viagem representasse um turning point na minha vida pessoal, a partir do qual, pretendo (ou assim quero) por fim em estórias pendentes, confirmar incertezas e abrir novas portas. A estabilidade profissional traz desses benefícios.


Liguei para minha mãe na sexta-feira e senti-me muito próxima dela. Próxima por dentro, e assim, a distância física ficou ainda mais pungente. O mesmo aconteceu quando falei com a Alzinha no chat do gmail... há poucos dias estava ali, e agora... enfim, nem liguei para o meu pai... não tive forças...

Muito louca essa coisa de estar perto ou longe das pessoas... porque, nem sempre a distância física equivale à distância emocional.

Thursday, May 17, 2007

Home is where your heart is - part II

Pois é, aqui estou eu, de volta a Portugal!
Deixar o Rio de Janeiro foi muito ruim, mas sempre tive o "alento" de estar a caminho de Teresópolis. Quando saí de Teresópolis, tinha o "alento" de ir para Maricá. Mas quando saí de Maricá... bem, não tinha mesmo alento nenhum senão pensar que estaria voltando para a vida que deixei, e que, ultimamente, tem sido muito boa para mim, devo acrescentar. Aliás, engraçado como senti mesmo falta disto.

Do Brasil ficam muitas saudades das pessoas que revi, muita pena de não ter visto todo mundo que queria, gratidão pelas coisas boas que aconteceram, e uma familiaridade que eu julgava perdida, mas que existe, e que bom que é assim!

Alzinha e Ro, agradecimento público pelo vosso esforço hercúleo de ir até ao aeroporto no domingo... Não há palavras... Sinto um buraco no peito todas as vezes que penso que vocês só estão ao alcance do meu e-mail, via satélite.

Monday, May 07, 2007

Uh Terê-rê

Estou em Teresópolis, cidade do Pico do Dedo de Deus, da serra dos Órgãos e da casa do meu pai. Estamos no Outono e está um frio danado. Apanhei uma gripe que quase me matou na sexta e no sábado, mas agora estou melhor (o que, aliás, foi muito bom, porque morrer no fim de semana é que não dá, né??). Está sendo muito bom rever meu pai e retomar todas as discussões políticas e filosóficas que sempre surgem quando conversamos, mesmo quando sobre banalidades. Tinha saudades e vou sentir saudades. Acho que nem é preciso dizer...

Amanhã parto para Maricá, que é uma cidade de praia, onde minha mãe mora. É muito provável que só tenha oportunidade de voltar aqui na semana que vem, já em Lisboa. E aí, é de volta à vida real... estranho como parece que já estou de férias há meses!!!!!!!

Sunday, May 06, 2007

Fosforilobox

Esta festa ficará para a história, como todas as que fui no Rio... Mas esta ficou marcada pelo estilinho Emo, pelas fotos (ou tentativas de fotos) Ellus/Levis, pela dança característica e pelos episódios divertidíssimos.


Vamos começar com a apresentação: para quem não reconheceu, esta sou eu, de amarelo, SEM black eyeliner, sem chapinha... Transfigurada!!! LOL



Foto perfeita. Parece que a moda agora é fazer fazer fotos Ellus/Levis, mas na tentativa de parecer sérios, ficávamos sempre com cara de idiota... Pelo menos nesta, estamos ao natural! ;-)





Esta é a Val. Linda, né? Uma pessoa maneiríssima e mega fashion com aquelas madeixas roxas no cabelo! E por falar em cabelo, destaque para o melhor do Emo hair... (deus me livre!!)




Momento óculos escuros. Ninguém bate estas duas! Quanto charme, quanto glamour! Alzinha e Val no seu melhor!



Mais uma do momento óculos escuros. Gosto de chamar esta de "Lobo mau e o chapeuzinho amarelo"...



Ai, que mimo! A Al e o Wan, seu mais novo futuro melhor amigo no mundo inteiro!!!!!! :P



A Pin up girl. Aquela jaula da Fosforilobox era mais que divertida!! Aquelas barras dão altas idéias para danças... eu me senti no cabaret!

Friday, May 04, 2007

Her name isn´t Rio but I don´t care for sand

Bem, minha estadia mais que relâmpago pelo Rio de Janeiro durou 6 dias. Dias que voaram tão depressa que eu deixei de ver várias pessoas, deixei de ir à vários lugares. Mas como eu sou a pessoa que vai pro Tibet, vamos nos concentrar naquilo que deu certo. Então, vou postar aqui algumas fotos do Get Together no Albergue da Al.



Eu e a Alzinha, com ar de quem está up to something.... Marca-se aqui meu bronzeado moreno jambo!





Alessandra, mais conhecida pelos pessoal da comunidade como Jandira. Famosíssima autora de expressões como "Eu gritei Barrabás!" e de palavras como o empregadíssimo "desnecessary". Temos que arrumar uma foto melhorzinha, hein Nem...



E por falar em foto melhorzinha, esta custou pra sair! O Dário é um figuraça que trabalha noAlbergue. Impressionante como um homem tão bonito consegue ficar tão feio em absolutamente todas as fotos!





O Reencontro. Já fazia tanto tempo que não via o Massao, e entretanto esta sensação só durou no primeiro momento. Pena que não deu pra ver Helena...





Al e Wan, mais uma vez onipresente (e isso transparecerá nas fotos futuras)!!


Existem ainda mais fotos desta noite (ou assim quero crer) que ficaram na câmera da Al. Tenho ainda fotos na minha câmera do século passado, que só revelarei em Portugal...
Depois tem mais!
Para quem tiver interesse, uma pequena publicidade: Walk on the Beach Hostel




Friday, April 27, 2007

Home is where your heart is

É. E afinal era mesmo realidade. Aqui estou eu. Há dois dias. Dias estranhos!!! Tudo que eu achei que seria familiar é estranho e o que eu achei que seria estranho é familiar. A única coisa que não muda de posição é a Al. Com quem ainda não tive a chance de conversar. LOL Ela foi me buscar ao aeroporto, ficamos falando de quarta para quinta até quase amanhecer, depois, na quinta, almoçamos juntas e falamos por mais de 2h. E ainda não arranhamos nem a superfície. Tanta coisa, tanta coisa! Engraçado, não é??? E falamos sempre, e-mails longos. Enormes! Todos os dias!!! Muito engraçado.

Engraçada também é a mudança de paradigma que uma viagem faz. E a confirmação do que tem importância real. E a dissolução daquilo que, na verdade, não é.

Queria publicar aqui uma foto, mas não tenho... fica registrada a vontade.

Monday, April 09, 2007

Fairy Tales

Fiz uma reserva. 25 de abril é o dia. Será possível?? É preciso crer. Também é preciso derreter o gelo. Amolecer o adamantium. Tudo corre bem e não tem porque correr mal. Mas por que a sensação do piano suspenso sobre a minha cabeça não me abandona? E não deixa a mão quente ao toque. E não deixa a mente aberta e o coração macio? Não. Não. Não.

Esta sou eu. Com o vinco da perversidade no canto da boca. Como Dorian Gray.

Wednesday, March 28, 2007

Yeeeeeeeeeii

Dia 28 de março foi um dia longo. Acordei cedo, tive aulas no curso de Biologia Molecular, ainda vi lâminas, matei ratinhos (é, eu sei que para alguns isso ou soa como crueldade ou não faz sentido algum, mas esta é minha vida cientista!), fiz extração de proteínas, fui ao lounge ter com as pessoas, fui para casa e ainda liguei para meus pais. Sem falar nas chamadas e mensagens que recebi ao longo do dia.

Pronto, resumida e objetivamente, foi assim o dia do meu aniversário.

Mas o que acontece é que isso não explica nem um décimo de tudo que se passou. Por outro lado, mesmo que eu ficasse aqui horas a descrever tudo em pormenor, ainda assim tenho a certeza de que não seria suficiente para exprimir o quão feliz foi este dia! Feliz porque mesmo quem estava ausente, fez-se presente (nem que fosse para falar comigo a quilômetros de distância), quem estava presente, além do carinho ao longo do dia, pôde demonstrar a atenção diária em forma de prendas que, muito mais que o valor físico, refletem exatamente isso: atenção. Uma atenção que, aliás, eu, por vezes, não tenho. Isso é uma falha grave, eu sei, nada merecida pelas pessoas tão especiais que me cercam.

O mais engraçado é que o aniversário é meu, mas queria mesmo presentear cada um com o dobro, o triplo (!!!) do carinho que recebo e fazê-los a todos sentir, todos os dias, o quão especiais são e o quanto representam para mim!

Muito obrigada a todos que existem na minha vida. Espero que eu viva sim, muitos anos, mas sempre sempre na vossa companhia!

Tuesday, March 20, 2007

Sabedoria de Pola

"Eu queria um iate... ou pelo menos alguém que me deixasse dar uma volta num iate.
Mas não tenho. E??? Sobrevivo muito bem, obrigada."

Maravilhas do senso prático!! :-D

Sunday, February 25, 2007

O que eu vejo da minha janela...

Vejo outras janelas. Vejo o céu, tão azul e o sol que tinge o quarto de amarelo. E um cãozinho que me lembra minha mãe. E um gato branco atrás da parede de vidro. E o sol... e o sol...

Depois de tudo Tudo TUDO.......... nada melhor do que conseguir aquilo que tanto se quis. E ser feliz. Muito. Nem que por alguns dias. Ou meses. Parece que tudo funciona na perfeição.

O mundo gira à minha volta, tudo corre como de costume. Problemas, todo mundo tem, e eu também. Mas são problemas solucionáveis. Confesso que ainda olho por cima dos ombros, de vez em quando, meio que a espera do tsunami. É verdade. Mas por outro lado, se eu não estivesse feliz agora, seria mesmo um tipinho digno de pena.

Há tempos, porém, eu cheguei a achar que tudo de ruim que uma pessoa passa é como o anel Um. Deixa uma marca indelével e mesmo quando de volta ao Shire, nunca mais faríamos parte daquilo. Lembro que tempos depois mudei de idéia, e fiquei contente de perceber que não. Continuava a mesma, limpa, pura e pronta para ser feliz de novo. Estava errada! Hoje, descobri que a virtude está, para variar, no centro. Sim, estou pronta para ser feliz de novo. Mas um novo feliz. Diferente do outro de antes. Porque o anel Um marca mesmo. E a marca é indelével sim. E dói. - Frodo e eu. Irmãos para sempre. - Sei que nunca mais nada nem ninguém vai conseguir mover o centro de gravidade do meu universo da maneira que eu permiti. Porque eu não vou mais deixar. Nada de relâmpagos e grandes trovões. Nada de furacões. Agora é nice and easy. Brisas leves, numa tarde de primavera! Porque existem coisas nas quais vale a pena investir, outras não. E a úncia pessoa que vale o meu sacrifício sou eu. Mais ninguém. Porque depois do meu sacrifício, invariavelmente (e mesmo que de forma inconsciente) espero por um sacrifício igual em retorno que obviamente nunca vem. Nem deveria vir, não é? Assim, mais vale não sacrificar nada. Mais vale ser livre. E olhar para fora, com a janela escancarada e sentir que mesmo que tudo possa entrar, entra só o ar... e o sol... e o sol...

Saturday, February 24, 2007

Instrospecção

Pergunta da semana: Por que nós, pessoas falíveis e mortais, fingimos sempre sermos feitos de aço quando na verdade somos feitos de carne e osso??

Reformulação: Se todo mundo sofre, todo mundo sente, por que encaramos os nossos próprios limites como se vivêssemos em meio a seres perfeitos??

Que idiotice! mas enfim...

Thursday, February 08, 2007

Newsletter de Janeiro

Aí então eu me mudei. Tenho agora um quarto num 3º andar (que mais parece 4º), com janela e varandinha onde o sol bate nos fins de tarde. Divido com duas meninas, uma daqui do laboratório, a Natália, e outra que não conhecia, a Marcela. As duas são maravilhosas. Tem ainda uma gatinha que também é um doce e que me aquece a noite nos fins de semana em que a Natália viaja. Parece que tudo foi feito sob medida para mim. Tudo lindo. Estou feliz. Melancólica, mas feliz.

Enquanto isso, na Bat-caverna, eu ando tentando me concentrar em estar estável, depois de tantas mudanças tão profundas. Não tem sido fácil. Estabilidade, logo para mim que sou a montanha-russa em pessoa... Tenho ouvido meus discos velhos, tenho falado de mim, dos meus pais, da vida e de filosofia com muita frequência e com pessoas diferentes... novas... Arrumado as gavetas, tirado as aranhas... Tem sido bom. Muito bom.

Tenho saudades. Da minha mãe. Do meu pai.


Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só.

Porque esperar se podemos começar tudo de novo
Agora mesmo
A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance
O sol nasce pra todos
Só não sabe quem não quer.

Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só.

Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor
E toda dor vem do desejo
De não sentimos dor.

Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só.

Legião Urbana

Sunday, December 31, 2006


1 hora, 18 minutos e 50 segundos. Este é o tempo exato de duração do novo álbum dos Beatles. Para começar a explicar o que senti ouvindo este disco, talvez eu precise primeiro dizer que simplesmente amo os Beatles. E justificar o porque amo os Beatles é como explicar o porquê gosto de assistir ao pôr-do-sol. Piegas ou não, os Beatles desde que apareceram na minha vida - lá nos idos anos 80, quando eu era ainda muito criança para sequer saber qualquer coisa - sempre estiveram presentes. Primeiro na afeição da minha mãe pelo John Lennon, depois pela simples curiosidade de conhecer algo que influenciara muito da música mundial dali pra frente, depois naquelas manhãs de sábado, na altura do advento do maravilhoso laser e dos CDs, que trouxeram clássicos remasterizados em som digital, quando meu pai teve a brilhante idéia de gastar sei lá quanto (uma vez que os CDs dos Beatles costumam ser caros) comprando duas coletâneas, que lá em casa tocaram over and over. Pela simples banal curiosidade pela língua inglesa (que sempre achei fascinante) até ao amor incondicional pela doçura do Paul McCartney. Pelo elo que me une à loucura non-sense do John Lennon, passando pela poesia irónica do George Harisson até ao carisma da atitude tosca do Ringo Starr. Amo os Beatles porque sim. Porque são ótimos músicos, fazendo ótima música. Perfeita na simplicidade que tem. Surpreendente na riqueza dos detalhes! Viraram sinónimo de coisa boa, companhia agradável em bons momentos, abraço forte nos maus momentos, e luz no fim do túnel. Sempre.

Quando estava, muito por acaso, no site do Cirque du Soleil - que per se já é lindo - a procura de notícias sobre alguma aparição pelas terras ibéricas, descobri que estava prestes a estrear LOVE, a visão mais fantástica da música dos Beatles, convertida em realidade pela equipe maravilhosa do Cirque. But there is always a catch: Somente em Las Vegas... Quase tive uma síncope, pensando quando e como eu iria dar um jeito de ir até lá para assistir. Como pareceu impossível desde o início, tive, muito muito a contra gosto, que me conformar em aguardar ansiosamente o lançamento do DVD, e pagar por ele os milhões que fossem para trazer para casa aquele sonho.

Pouco tempo depois disso, vi na TV notícias sobre o lançamento do disco. No primeiro instante, quando vi a capa (que tem a mesma figura que o cartaz do evento) pensei que meu pedido tivesse sido ouvido, e o Cirque viesse a Portugal. Nem que tivesse que me prostituir por cada euro, iria arrumar dinheiro para ir. Mas não. Era apenas o álbum........... Apenas?!? Era o álbum, caralho!! A música dos Beatles que iria tocar no show, remixada, re-editada por Geoge Martin e seu filhote Giles.

Finalmente termino esta grande explicação em flash-back: Ganhei o disco de Natal. Acabo de ouvi-lo. O disco é todo feito com partes de músicas encaixadas em outras, e quando menos se espera, quase que num orgasmo, todas se fundem e delas surge uma outra, que não estávamos a espera... Se cada música dos Beatles me traz uma sensação, me transporta para um lugar, para um determinado grupo de pessoas, uma época da minha vida ou da história do mundo onde eu gostaria de ter vivido (leia-se os rebeldes anos 60 ou os psicodélicos anos 70), a junção de várias delas numa só fez-me sentir em êxtase extremo. Tão extremo que, muitas vezes não consegui conter as lágrimas. Fiquei tão grata por ter tido a simples chance de ouvir este disco (a pessoa que me deu não entende, infelizmente...) que minha vontade é tocá-lo a cada um dos meus amigos, explicar cada vírgula, gravar várias cópias, enviar para minha mãe, para meu pai. O George Martin e aquele filho dele, por mim, podiam ir os dois para a cadeia, junto com a pessoa que teve a ousadia de inventar o Ferrero Rocher (porque deveria ser proibido misturar chocolate com avelãs e biscoito). Porque se tudo que é proibido é mais gostoso, o CD é tão bom, mas tão bom, que deve ser crime. Quanto ao Noel Gallagher, bem, este verme sim, poderia pegar no kit junkie e se drogar até ter a derradeira OD. Se uma pessoa que se diz fã dos Beatles não é capaz de apreciar o que foi feito aqui, bem... que morra! (sem paciência para dor de cotovelo babaca!)

Mais uma vez, de todas as lições que ao longo do tempo tenho extraído da música dos Beatles, a lição desta fase é de que sempre podemos pegar em coisas antigas, reuní-las, re-estruturá-las e construir um futuro muito muito bonito, brilhante, vivo... basta que a matéria-prima seja algo de bom. Genial. Como os Beatles.

Friday, December 15, 2006

Jingle Bells


A entrada na quadra natalícia trouxe o frio de rachar, trouxe a falta de grana e a sensação de que acreditar vale a pena.
Feliz Natal para todos que estão perto, para aqueles que estão longe, para aqueles que ajudaram muito, para aqueles que nem souberam que eu precisava de ajuda, para aqueles que torceram por mim, para quem nem lembrou que eu existo.
Espero que a corrente positiva que essa época sempre traz para mim traga tudo de melhor para todos!!!!!!
yeeeeeeei