Sunday, July 20, 2008
Junho foi e Julho já está quase...
Em Junho, então, DECIDI que haviam muitas pendências e que tinha que fazer alguma coisa. Enumerei tarefas, planeei datas e métodos. Fiz um plano de actividades, exactamente como fiz com os testes de droga e os ratinhos em Fevereiro e Março...
MAS o problema é que, (como apontou muito bem o Wanderson) quando o problema envolve mais que uma pessoa, já tem variáveis a mais e condições que fogem ao nosso controle...
E assim foi com a Task#2, a apresentação do meu trabalho, a Task#3 que era a resolução do visto, as Tasks#5 e #6 que são a comissão tutorial e a alteração do projecto... bem como as Tasks #1 e #4, que, apesar de tudo ter corrido como o planeado, tratam-se de coisas que não são e sim, vão sendo...
e cá estou eu, mais uma vez, de frente para a realidade de que as coisas (ao contrário das experiências com os ratinhos) não se definem, começam e acabam quando eu decido que é hora de RESOLVER.
...locked up inside of my loops...
Friday, July 11, 2008
Not Yet
Não foi nem preciso me aborrecer. Disse calmamente que não achava justo pagar a multa e 1+1 são 2, a senhora do SEF conferiu e viu que estava tudo em ordem. Fiquei muito feliz.
Pois é, mas como não há doce sem acre, é a Casa da Moeda que emite o cartão de residência (que deve ser muito bonito e colorido, por sinal...) e isso demora, em média, 2 meses. Fantástico.
Mais dois meses com um recibinho (que dessa vez é branco!)... nada de Brasil... nada de Escócia.
Monday, July 07, 2008
Micróbio da Sociedade
Tenho um relatório de actividades referente ao primeiro ano do meu doutoramento para entregar aos membros da minha comissão tutorial. Já vou a meio do segundo ano, e nada de entregar o relatório. Hoje passei pelo Coruja, que estava triunfante em relembrar-me deste facto. Ri-me sem jeito. Sou assim: relapsa... fazer o quê??
Recebi, finalmente a resposta do SEF quanto ao meu pedido da autorização de residência. Deferido. Pois, mas, para além da taxa do visto, tenho que pagar também uma multa por não tratar das coisas atempadamente. Uma multa porque o recibinho azul caducou......... Sou assim, já sabemos...
Venho pro laboratório e, não há ratos, não a Puedro... passo o dia todo sem fazer um caralho, pensando na hora de sair e ir pra esplanada. Está sol e calor. Dia de esplanada!
E acreditem, é só por má vontade que eu não trato das prendas e da organização de eventos............ porque, além de relapsa, sou assim: horrível!
Tuesday, July 01, 2008
Gígi
"Existem coisas piores na vida... mas a nossa vida é isto, pá..."
Sunday, June 22, 2008
a pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Tuesday, June 17, 2008
Wednesday, June 04, 2008
Eu sou o máximo, eu sei...
"Verdade é que as coisas, tal como o futebol, acabam quando terminam."
Há dias em que até eu me surpreendo com minha capacidade de ser palerma!
Chegou o Verão!!!!
Até o Destak diz que agora vai!!!
E todos nós queremos acreditar!
Mas pena que a meteorologia tem sido tão fiável quanto o horóscopo!
Tuesday, May 27, 2008
Chove??
E assim passam os dias de primavera em Lisboa: na dança indecisa das nuvens...
-mais uma para o annoyance-
Wednesday, May 21, 2008
Era uma vez o Gazela...
"Ainda está para nascer o filha duma puta que nunca há de nascer na puta da vida dele."
Fantástico.
Thursday, May 15, 2008
Puta que pariu pros medicamentos na alfândega!!
Uma pessoa vive até os 28 anos para alguma coisa... e se há uma coisa que aprendi é que a vida não tem graça se não acontece nada. (um dia ainda conto aqui a lenda dos cães da pradaria...)
E o que dá movimento, e consequentemente, piada à minha vida é o annoyance constante. Que fique claro: annoyance não é, de forma alguma, sinónimo de problema. Problema tira o sono, faz chorar, subverte a realidade e o futuro. Fode o dia... o mês, o ano!
Annoyance não. Só irrita e gasta o tempo.
Não bastasse o meu telemóvel que só recebe mensagens da TMN, da Ford, do Jumbo, da Sacoor Brothers (a Natália diz que eu vivo uma vida dupla. Normalmente sou assim, com polainas às riscas. Nos fins de semana em que ela não está em Lisboa, eu visto-me com camisa de botão cor de rosa bebê, calça jeans clara e sapatinho moccasin...), no laboratório tenho que pensar em preencher formulários para a Direcção Geral de Veterinária, ler papers sobre mosquitos, lavar gaiolas de mosquitos (ao som de "Quando eu te falei em amor" e D. Rosinha a buzinar-me quanto detergente se põe na água), escrever no site do CMDT, publicar as fotos do meu aniversário no Malária Delirium, comprar uns headphones novos porque os meus foram com o caralho, analisar sequências, pensar em encomendas que nunca mais chegam e em verbas que nunca mais são atribuídas, a impressora que não imprime, a internet que é lenta, o computador que é do século passado, quando há merda não há balde, quando há balde não há merda, e quando há merda e balde é hora do café (que sabe a merda).................... boooooooooring!!!
Mas tudo isso é só annoyance. E o tempo escorre por entre os dedos.
Para o comentador(a) anonimo(a): outra coisa que já se deve saber antes de chegar aos 28: SEMPRE existe alguma coisa para reclamar!!!
Wednesday, April 23, 2008
Baygon, baygon, barata com sabão!!

Ontem comecei.... comecei, não! começamos!
De novo:
Ontem eu e Gisela começamos uma experiência com a mosquitada.
(e lá vamos nós às definições...)
Gisela é a pobre alminha que (finalmente) chegou para me resgatar da vida workaholic e dividir comigo as tarefas árduas da rataria e afins... e com o bônus de que ela é fixe!!! E jeitosa! Sempre bom passar o bastão (ou parte dele) para gente competente!
e a mosquitada... bem, tenho que fazer um cruzamento genético bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla haplodiplobionte bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla troca de material genético bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla blabla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla ......... e os parasitas vão ser resistentes a duas drogas diferentes, o que, em suma, vai ser o máximo.
Mas trabalhar com mosquitos é muito melhor que trabalhar com ratos! Porque, na vida real, os moquitos proliferam muito bem na água podre... já no insectário, tuuuuuuuuuuuuuuuuudo tem que ser muito bem controladinho! mas, como quando há merda não há balde e quando há balde não há merda............................ enfim, a vida é um desafio.......
Viva a Gisela, as latas de Baygon e os ventiladores!!
Sunday, April 06, 2008
A maçã
Passou algum tempo e eu descobri exactamente o porquê de eu ser sim talhada para essa vida: preciso de um trabalho intelectualmente activo e desafiador. No qual eu tenha a noção de que construo qualquer coisa, e de que, depois de tanto trabalho, irei chegar a algum lugar. Mesmo que veja, claro como a água, que estou apenas tentando adicionar um tijolo a uma parede duma catedral que talvez eu mesma nunca veja construída. Não sei sequer a dimensão ou o aspecto final, mas sei que estará lá. E que fiz a minha parte.
Quem corre por gosto, realmente não se cansa. Ou pelo menos, não deveria. Essa é a diferença. Não há sacrifício, sai naturalmente. E é por isso que eu continuo feliz (apesar das poucas horas de sono). Isto é o que eu faço. É o que eu amo. Mesmo com a rataria aos sábados e domingos. Ininterruptamente desde Janeiro, quando me despedi em grande da vida Paris Hilton......
E cá estou eu, seleccionando parasitas resistentes. My pride and joy. Aquilo que me move: lâminas positivas mesmo em presença de droga!
...mas eu queria poder ir à Veneza no feriado de 25 de Abril... :-(
Wednesday, April 02, 2008
28-03-2008
No dia 28 fiz 28 anos. Tanto 28 que até tenho medo da sombra ameaçadora de Saturno... Mas para já, ainda nem sequer vi a ponte... por isso, ainda não a atravessarei.
Fiz uma festa que, na semana passada, me custou tempo, energia e serviu, acima de tudo, para dar outra motivação aos dias que, por aqui pelas terras lusas, já ficam cada vez mais longos.
A festa correu muuuito bem. Parece que foi mesmo um sucesso. Eu, pelo menos, diverti-me. Muito. Mas eu era o DJ e isso explica tudo.
Mas o que se diz quando se faz aniversário e a idade não pesa? Realmente, 28 parece-me um número já grande... nunca parei para imaginar como seria estar aqui, quando, nos idos dos meus 13 anos, idealizava a vida adulta. Pensava nos 18. Nos 20 e poucos. Nunca pensei nos 20 e muitos... também, estava tão longe... Eu e os planos a longo prazo.
A verdade é que, com essa idade, meu pai tinha uma esposa e uma filha de 1 ano. Eu sou estudante e vivo numa casa com móveis que não combinam... Outros tempos, bla bla bla.
Whatever. Ainda acho graça aos cabelos brancos que se multiplicam. Acho-os irônicos. Assim como achei irônico quando aquele garoto de rua (que tinha a minha idade, ou talvez, um ano a menos, que fosse) chamou-me "tia". Porque eu não sou uma senhora. Não sou um adulto já perto dos 30. Eu sou...... eu.
Tuesday, April 01, 2008
Thursday, March 20, 2008
A não-fase
O primeiro deles é o do não-lugar. Este é um do Pedro da Natália (engraçado referir uma pessoa com uma personalidade tão marcada utilizando outra como referência...). O não-lugar consiste nas estações do metro, no metro propriamente dito, em todos os similares (trem, ônibus, etc etc) e ainda no meio da rua, ou em qualquer lugar que seja apenas um caminho ou meio de transição para outro. Ninguém marca de encontrar ninguém nesses lugares, ninguém está lá simplesmente. Passam por lá, de passagem. (desculpem o pleonasmo....).
O segundo é a situação aeroporto. Aquela descrita pela minha querida e saudosa Vivian Rumjanek como sendo toda e qualquer situação onde o tempo que se tem é demasiado curto para se fazer o que quer que seja, mas também muito grande para simplesmente esperarmos enquanto ele passa.
Por último, vem o conceito da não-história introduzido no meu vocabulário pelo Zé, também conhecido como Vicentinho. A não-história é todo e qualquer conto, fábula, estória... que, ao invés de contar com um desfecho interessante, absurdo, fantástico ou, pelo menos, relevante, tem sim, um final. Sem qualquer adjetivo que o complemente. Um final que não torna a história digna de ser passada adiante.
Posto isso, agora finalmente começar a dizer aquilo que pretendia.
Depois de uma conversa ontem com minha sister, soulmate and counter-part Alcira, acho que já cheguei à conclusão do que significam esses dias... é a não-fase. Onde a maior parte do tempo é passado em situações aeroporto, dentro de não-lugares, culminando em looooongas não-histórias. Porque ninguém conta algo como: saí de casa, apanhei os transportes, cheguei ao laboratório, fiz o meu trabalho, saí quando terminei, apanhei os transportes, cheguei em casa, jantei e dormi. Alguém morreu? O biotério explodiu?? O metro passou por cima de alguma velhinha?? Não, não, não.
Então, quando as pessoas perguntam como foi meu dia, eu só respondo: Tudo bem.
E sorrio. Genuinamente.
Monday, March 10, 2008
Your call is on hold. Please, hold the line.
"Há dias que podiam ser apenas minutos."
Cabe de tantas formas diferentes, que nem sei se é justo......
Sunday, February 24, 2008
Áries com ascendente em Peixes... Fuck me sideways!!
Mas bonito bonito é quando me apanho a chorar ouvindo "Naaaaaaaaaaa na na na-na-na-naaaah, hey Jude!!" no show do Paul Mc Cartney (no qual chorei do início ao fim), ou repetindo a frase mais psicologia Marrie Claire de todos os tempos: "People put you down enough, you start to believe it. The bad stuff is easier to believe. You ever notice that?" Sabedoria Pretty Woman.
Nem sei ao certo onde vou com essa conversa (a maior parte das minhas conversas ultimamente não vão a lugar nenhum!). Mas penso nisso desde que falei com a Al no Skype, justamente sobre isso.
Acho muita graça nessa coisa toda muito dual, quase barroca, que eu tenho de ser tão prática, moderrrrna, século XXII (!!) e ainda assim, deitar na cama pensando em borboletas a voarem no campo florido. Saber que tudo é um sonho irrealizável, porque a realidade é o que tenho hoje, mas ainda assim sorrir, imaginando como seria bonito se isso ou aquilo acontecesse.
Hoje o mood é este. Ouvir In my life, Do me a favour e Put your records on... Estou me tornando uma chata (ainda mais chata!!) com a merda da auto-crítica, da auto-análise, da auto-explicação e da auto-ridicularização.
Tudo tem sempre um parêntese.
E eu tenho sono.
Monday, February 18, 2008
Conjunção Astral
Hoje, confirmei mais uma vez que tudo pode sempre ser pior. Inclusive as minhas ondas hormonais. E tudo graças à conjunção perfeita de todos os factores possíveis...
Fica aqui uma lista de coisas que eu odeio, mas vale lembrar que amanhã será como se nada tivesse acontecido.............
Mentruação, cólica, chuva, acordar muito cedo, sair de casa tarde, trânsito
chuva dentro de casa, chapinhar na água já às 7:30h,
carregar peso, cólica, chuva, pés molhados, frio na rua, calor nos transportes,
laboratório vazio às 11h,
não há papel, não há éter, não há kleenex, não há bateria no telemóvel,
ratos, lâminas, e-mail do Pedro às 13 que eu só respondi às 18h,
chuva, noite ao meio-dia, cólicas,
chuva, supermercado, carregar peso, gente estúpida, só ter dois braços....
quem merece?????????????? quero virar ostra.
... E SEM PÉROLA!!!!
Monday, February 11, 2008
sim, mas... não
Ao mesmo tempo, tenho a sensação de que nada acontece, que tudo é um grande vazio... olho para o dia e não sei onde foi que as horas se esvaíram, onde foi que os minutos me escorregaram por entre os dedos. Onde ou quando...
e depois, acontecem daquelas coisas que servem para por a vida em perspectiva... aquelas, tipo morte ou nascimento. Aquelas coisas da sala de jantar que reduzem tudo ao mais primário, que, no final das contas, é aquilo que somos... moléculas a colidirem aleatoriamente num fluido. Aquilo que TODOS nós odiamos ser, mesmo que sem essa consciência. Queremos mais, queremos a glória. Queremos algo que não existe. Algo que torne todo este acaso numa grande coerência, numa grande simetria.
"Freedom is just another word for nothing left to lose"
Monday, February 04, 2008
Carnaval é sabedoria
Sunday, February 03, 2008
Sabedoria de Tio
"Passarinho que acompanha morcego amanhece de cabeça para baixo!"
Beautiful!
Thursday, January 24, 2008
Dr. Cox
Consigo lembrar desde os tempos remotos do Pentágono em que eu tinha aquela coisa pelo Loureiro, que era supostamente o professor mais carrasco do Universo (pelo menos do nosso universozinho de adolescente...).
Depois disso, sempre pude ver essa predileção pelos "maus" nas novelas (a Maria Regina e o Olavo são exemplos clássicos), nos filmes (a Mulher-Gato no Batman, o T-1000, no Terminator), nas séries de TV (o Sawyer, no Lost e o Sylar, no Heroes) e ainda na vida real (prefiro abster-me de citar exemplos....).
Agora minha paixão nova é pelo Dr Cox, aquele do Scrubs...
Sunday, January 20, 2008
...e se pensar aproximasse (parte 2)
Nunca fui uma pessoa nostálgica. Platônica, talvez, mas nostálgica não. E nunca me perdi em pensamentos do que poderia/deveria ter sido e não foi. Sempre falei aquilo que me veio à mente, e ocultei aquilo que achava por bem não dizer. E raramente senti que me tinha enganado na escolha. Mas agora, enquanto lia um e-mail do meu primo Rodrigo, apanhei-me a pensar no porque de, durante o tempo em que vivemos na mesma cidade, não termos compartilhado mais da companhia um do outro... Tento acalentar a consciência com a idéia da diferença de idades que, antes era tão gritante, e que agora se dilui. E que, num futuro (próximo ou não) voltaremos a nos encontrar e conviveremos.
Sou assim, com esperanças, que muitas vezes sei serem vãs. Mas, nas quais acredito, não como uma promessa, mas como um sonho bom de sonhar. Aqueles que, quando acordamos, deixam-nos um sorriso no rosto durante boa parte do dia, e aquela sensação de que está tudo bem...
Wednesday, January 16, 2008
Espelho
Sentei-me de frente para ela, tenatando conter o meu sorriso de empatia. Tinha medo que parecesse invasiva ou simplesmente parva. Por isso, tentei fingir que não estava a prestar atenção.
Foi mesmo uma sensação engraçada... mas mais engraçado do que isso é pensar que, quando tinha a idade dela, eu não era assim. Ou era, mas não queria ser... Na verdade, eu era mais como aquela menina que, em Monte Alegre, ficou a olhar para mim e para a Natália como quem toma notas de como se comportar quando crescer...
Tuesday, January 15, 2008
hushhhhhh, little baby
Feita de adamantium... sim. Mas só por fora!
E dizer adeus como quem diz até amanhã.
Quem será o astrólogo do meu paizinho???????
Wednesday, January 09, 2008
A única coisa a fazer é tocar um tango argentino
Tenho uma meta a cumprir até agosto. Eu e as metas, sabe como é... E esta (não vou estar aqui com pormenores técnicos, afinal, isto não é um blog sobre ciência...), implicará na superpopulação de ratos, na abolição dos fins de semana e na extinção da minha existência neste planeta como ser humano.
Tem que ser, tem que ser....
Sunday, January 06, 2008
Quem merece ser eu?? (às avessas)
Fui lá, muito honestamente, perguntar se não se tratava de algum engano.... "Não senhora! o $$ é seu!" - disse-me o Careca (que é um Sr de olhos muito grandes e azuis que satisfaz as nossas dúvidas na sede da FCT em Lisboa). E qual não foi o meu espanto? E qual não foi a minha alegria?? Queria até dar um beijo ao Careca, que, por sua vez, manteve-se impávido e sereno...
Sim, o $$ está destinado a estranjas como eu, que vieram de fora da Europa, doutorarem-se cá. $$ para voltar e visitar a família, os amigos, o cachorro, o papagaio e o periquito! Quando eu quiser... SE quiser......
boas notícias!!
será que meu paizinho (ou o astrólogo do meu paizinho) tinha razão??
Não existem muitos exemplos das vantagens de ser brazuca (dentro e fora do Brasil)... um viva à FCT e ao Estado Português!
Thursday, January 03, 2008
Uma pausa
Viajei, na semana entre o Natal e o Ano Novo, e saí do universo que me rodeava e que me atormentava por já ser sempre a mesma coisa. É verdade que quando saímos e voltamos, os problemas estão exactamente onde os deixamos, mas sempre serve para dar uma relaxada, analisar com calma, ou ainda, com sorte, quebrar o paradigma. Neste caso, acho que foi um pouco de tudo. Ultimamente, 100% do que faço e dos que conheço, pertencem ao instituto, e quando as coisas começaram a me chatear no instituto, chatearam-me 100% da vida... Foi muito bom estar com gente diferente (e muito interessante), numa outra cidade, vivendo a "vida Paris Hilton" por uma semana inteira. Comer como se não houvesse amanhã, beber como se não houvesse ressaca...
Tenho o estómago do lado do avesso, o fígado destruído e a cabeça ainda lenta. Mas estou feliz. Diverti-me tanto que minha consciência judaico-cristã ocidental até se pergunta se não é errado.
De qualquer maneira, aquela conversa fiada de "ano novo, vida nova" pode ser bobagem, mas sempre mexe, mesmo com aqueles mais realistas. E eu estava a espera de que qualquer coisa mudasse (para melhor, óbvio!) neste ano. Meu pai disse-me que este ano será muito bom para os do signo de áries (vale ressaltar que esta é uma observação pouco convencional vinda de alguém tão cético no que toca a estes exoterismos...)! Vamos torcer...
De qualquer forma, fica aqui o agradecimento à Natália e ao Pedro que me aturaram e sustentaram durante essa semana. E também àqueles cuja presença num só dia já basta para gerar risos por semanas...
The best you ever had is just a memory and those dreams that ain't daft as they seem..."
Sunday, December 16, 2007
Até 2011 filio-me ao AA
"Troque seu coração por um fígado. Assim, você se apaixona menos e bebe mais!"
Nunca pude comprar aquelas cordas vocais da Fender que tanto queria. Nem o novo cérebro Pentium 2.0. Eu e essa mania das marcas... Mas dentro do contexto "trabalhe feito alucinada durante a semana e acorde na mão do palhaço no domingo de manhã", acho que trocar meu coração por um fígado seria, de facto, duplamente benéfico. E daí que eu poderia dizer, com toda a razão, que sou uma heartless mother-fucker...
Friday, December 07, 2007
A seta e o alvo
não é pelo video. é a música.
e eu? sou a seta.
PS: e que o Tatu não nos ouça... Amém!
Friday, November 30, 2007
Frase da semana
Minha querida amiga Patrícia disse tudo, sem sequer saber nada do que se passa............
Monday, November 19, 2007
Monday, November 12, 2007
A via crucis do imigrante - parte 416B
Sunday, October 28, 2007
:-(

No outro dia li uma frase de um cientista famoso aqui em Portugal que dizia que em ciência é assim: dias de 14, 16 horas, muito trabalho e algumas alegrias no final. Waw! Que herói. Que mártir. Muito bonito, mas isso não sou eu. Não sou eu porque eu não gosto do esforço extremo, porque sou tenaz mas canso-me facilmente. Aborreço-me.

Saturday, September 15, 2007
E se pensar aproximasse...
E comerias na minha mesa,
e viverias na minha casa,
e ouvirias o que digo.
Se pensar aproximasse,
entenderias meus motivos,
aceitarias minhas decisões,
concordarias comigo.
adorarias como penso,
venerarias minha alma e
lerias meus pensamentos...
Sim!
Porque se pensar aproximasse,
estaríamos tão próximos que seríamos um só
e aí, sim, tu saberias o quanto penso em ti.
Wednesday, August 29, 2007
Sunday, August 19, 2007
Two halves are equal
Viver como se não houvessem perigos, como se não houvessem limites, como se não houvesse amanhã. E sentir tudo de bom e de mau na plenitude daquilo que conhecemos como sentir. Morrer de rir, morrer de dor. Provar do doce e do azedo. Amar. Odiar. Viver na adrenalina da montanha-russa. Mergulhar de cabeça em TODOS os precipícios. Ser apanhado no meio da queda. Ou cair e espatifar-se no chão. Em incontáveis pedacinhos. De modo a nunca mais sem possível colar. E estar pronta para outra.
10 anos a 1000 Km/h.
Lado B
Ter atenção a cada curva. Faróis máximos. Desviar-se de cada buraco. Contornar. Ouvir conselhos. Saber que nem tudo pode ser 100 por cento. Pensar duas vezes e aprender com os próprios erros. Viver no conforto do steady state e evitar assim grandes dissabores. Sem sabor a nada. Feita de aço. Gelo. E não ter nem vontade nem paciência para arriscar. Nem para perder. Nem para ganhar.
1000 anos a 10 Km/h.
Tuesday, August 07, 2007
Straight and to the point
sitting on the shelf he is just a toy
but i turn him on and he comes to life automatic joy
that is why i want a coin operated boy
made of plastic and elastic
he is rugged and long-lasting
who could ever ever ask for more
love without complications galore
many shapes and weights to choose from
i will never leave my bedroom
i will never cry at night again
wrap my arms around him and pretend....
coin operated boy
all the other real ones that i destroy
cannot hold a candle to my new boy and i'll
never let him go and i'll never be alone
not with my coin operated boy......
this bridge was written to make you feel smittener
with my sad picture of girl getting bitterer
can you extract me from my plastic fantasy
i didnt think so but im still convinceable
will you persist even after i bet you
a billion dollars that i'll never love you
will you persist even after i kiss you
goodbye for the last time
will you keep on trying to prove it?
im dying to lose it...
im losing my confidence
i want it
i want you
i want a coin operated boy.
and if i had a star to wish on
for my life i cant imagine
any flesh and blood could be his match
i can even take him in the bath
coin operated boy
he may not be real experienced with girls
but i know he feels like a boy should feel
isnt that the point?
that is why i want a coin operated boy
with his pretty coin operated voice
saying that he loves me that hes thinking of me
straight and to the point
that is why i want a coin operated boy.
Friday, August 03, 2007
Círculo
Namorei com o Massao, por aaanos... Terminamos e fiquei um tempinho sem ninguém. Lembro-me que ele disse que eu agora namorava com a Alcira. Depois, namorei com o Marco mais outros anos... Agora que terminei com ele e estou um tempinho sem ninguém, namoro com a Natália. Tudo igualzinho.
Mas diferente... muito...
Wednesday, July 25, 2007
Sunday, July 22, 2007
Who the fuck are the Arctic Monkeys??

Wednesday, July 11, 2007
Overdose de Mestre

Duas figuras ímpares... a Cynthia foi embora no domingo, e o Bersoza foi embora hoje... :-(
Mas o bom, é que sempre há a esperança de que (como uma colaboração é uma colaboração) eles voltem daqui a pouco tempo!
Então, como a idéia era curtir ao máximo, o nosso orientador Pedro Vitor, o Mestre, participou do nosso fim de semana e estivemos com ele até a exaustão...lol
Sexta, fomos a um barzinho. Aqui, Cynthia e o Mestre
Encontramos lá com o Dusan, o Axel e a Sandra (a mulher top model do Dusan). Este era o lado "gringo" da mesa...
A dupla inseparável: Bersoza e Pola
E aqui com o Espanhol...No domingo, acordar às 5:30h da madruga para levar a Cynthia ao aeroporto... é... e depois aguentaro domingo mais longo da história!!!!!! enfim....
Friday, July 06, 2007
Que nem pinto no lixo!!
Ou não...
Wednesday, July 04, 2007
So it seems...
Hoje parece sexta-feira, apesar de ser quarta. Quero ir para casa e não posso. Tenho q ficar aqui. E já que fico, podia ir trabalhar. Trabalho não falta, aliás... mas não apetece NADA...
Quero ir pra esplanada beber cerveja. Não! Quero ir pra casa dormir. Ler. Sei lá... Acho que é a TPM. Já. E de novo.
Wednesday, June 20, 2007
Foto Dam
Finalmente publico as fotos de Amsterdam. Aliás, algumas... porque a era da fotografia digital veio para testar, acima de tudo, nossa capacidade de síntese.
Atendendo então ao desafio, selecionei aquelas que melhor representam o espírito da cidade!
Bicicletas
A começar pelo básico. Elas estão por toda parte! Quase fui atropelada várias vezes, não pelo tram, não pelos poucos carros (que obedecem RELIGIOSAMENTE todos os sinais de trânsito) mas por elas. Por duas ou três vezes fui fulminada por olhos azuis/violeta por estar no lugar errado na rua... ou seja, no caminho das bicicletas...
Muitas bicicletas!!
Para confirmar minha tese, mostro um estacionamento de bicicletas... A minha era aquela ali... (LOL)
Buzina
Este é o objecto cujo som é capaz de disparar uma descarga de adrenalina no meu sangue, capaz não só de disparar meus batimentos cardíacos, como fazer-me saltar como um gato pro telhado! E como os holandeses são pessoas muito criativas, enfeitam tudo. Até as buzinas...
Tour de bicicleta
Não, isso não é mais uma demonstração de criatividade decorativa. Na verdade é criatividade funcional. Já que o lance em Amsterdam são as bicicletas, porque não passeios turísticos de bicicleta? Em laranja, ainda mais típico!
Casas na água
Mudando de assunto, outra coisa muito abundante em Amsterdam são os canais, rios, riachos, etc... Por isso, como metade daquela terra foi roubada do mar, natural é que as casas dêem com as portas directo para dentro dos seus barcos. Piratas!
Coffee Shop
Outra coisa que não se pode perder numa visita à Holanda são as famosas Coffee Shops. E como o mal está na cabeça de quem o vê, e como lá tudo é legalizado, o coffee shop é parada obrigatória!
Monumeto à trabalhadora de rua
Continuando o passeio, não podíamos evitar o Red Light District. Mais uma daquelas paradas obrigatórias ao turista que lá vai. Aqui o monumento às trabalhadoras de rua e nele o nosso respeito. (as vitrines ficam para uma próxima oportunidade...)
Condomerie
Mais uma prova da criatividade daquele povo vicking! Este ex-ônibus estava no meio de uma feira de artesanato e coisas alternativas. Lindo!
Mictório
Continuando na onda da criatividade e liberação dos preconceitos, temos aqui um mictório público. Afinal, se não conseguimos que os homens aguentem um pouquinho para fazer xixi em casa, que ao menos não seja nos muros, árvores, ou atrás dos carros....
Wednesday, May 30, 2007
Aniversário
No meio do caos em que tudo estava, sempre tentei não mandar indiretas, nem mensagens criptografadas no meio dos posts, coisa que minha natureza de ser humano nem sempre me permitiu evitar completamente. Hoje, para subverter tudo, como é um dia de festa (e nos dias de festa normalmente permitimo-nos cometer alguns excessos) vou deixar aqui mensagens que nunca entreguei, apesar da intenção inicial. Não indico para quem são e a quem servir a carapuça que encontre forma de lidar com isso........
UNSENT
"Please forgive me, for my distance
The pain is evident in my existence
Please forgive me for my distance
The shame is manifest in my resistance to your love"
Desde a primeira vez que estive contigo sempre pensei nesta música como
associada a você. Sinto muito por ter sido covarde, porque essa é a verdade. Fugi. De você, de mim. Mas, de qualquer forma, você merecia coisa melhor. Muito melhor. 06-05-2007
É assim que nos vejo. Todo esse carinho, todo esse amor.
Quanto tempo! Caraca... Nesta semana não tenho tido aula à tarde, então, qualquer dia desse vou lá na tua casa... Mas agora que estou aqui em forma de carta, vamos falar das novidades... Tanta coisa aconteceu comigo que eu nem sei por onde começar. 06-10-1997
"para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro"
Não deu para trazer o que você pediu, mas pelo menos uma promessa eu cumpri. 14-05-2007
...você conseguiu viver uma vida super-dura (...) com problemas que eu sequer imagino, e eu nunca, mas NUNCA vi você com peninha de si mesmo, lamentando o que poderia ter sido e não foi. E é por isso que eu já não me desespero mais. 24-07-2004
Sinto a tua falta. As coisas que só vc diz. A maneira como você me faz rir. A tua presença. Sinto a tua falta. Não sei porque, mas realmente preciso de você. Muito. 24-03-2006
Something in the way you love me won't let me be. I don't want to be your prisoner so baby won't you set me free (...) Just trying to understand, I'm giving all I can 'cause you've got the best of me. Borderline - feels like I'm going to lose my mind. You just keep on pushing my love over the borderline. 08-10-1998
Cada dia que passa se torna mais difícil saber o que é certo e o que é errado. Queria que vocês me compreendessem, e queria (juro!) compreender vocês também, e talvez assim, pudéssemos ser mais felizes... 28-10-1996
obrigada pela companhia
Tuesday, May 29, 2007
Amsterdamned!
Depois de voltar de lá, venho com aquela sensação de que tudo é perto. O mundo é minha casa e já meio que sonho com minhas próximas férias. Sinto a necessidade de uma cidade cosmopolita, para me encher das novas tendências e estar perto de quem é avant-garde. Talvez Londres, já que, para Nova York seria preciso um visto e talvez uma benção do Papa para entrar na terra prometida "America".
Por outro lado, penso do fundo do meu coração que já estou farta de férias e que nunca seria capaz de planejar outra viagem antes do ano que vem. Agora quero (e preciso!) começar a trabalhar a sério nas experiências para o meu doutoramento. Voltar a ler e a saber o que fiz e o que tenho que fazer. Para quem me conhece bem, acho que é óbvio que, um mês afastada da bancada já foi suficiente para varrer por completo da minha mente tudo o que fiz este ano (o que não foi muito, anyway...). Ainda para quem me conhece bem, fica a minha surpresa de descobrir (ou confirmar) que sou mesmo workaholic e que, muito tempo sem trabalho, leva à sensação de inutilidade. Nem quero pensar no que vai ser quando eu me aposentar...
Assim que tiver fotos, publico algumas aqui. Senti falta de muita gente, em especial da Nat Nat, que já lá esteve com a sua sister, soul-mate and counterpart Tomoko. Eu estive com ela dois dias antes de ir e fui idiota suficiente para não perguntar nenhuma indicação. Mas não serei idiota em perder a chance de partilhar experiências, que, com certeza, são sempre pelo menos divertidas...
Monday, May 21, 2007
In between days
Passada esta semana, sinto como se a viagem representasse um turning point na minha vida pessoal, a partir do qual, pretendo (ou assim quero) por fim em estórias pendentes, confirmar incertezas e abrir novas portas. A estabilidade profissional traz desses benefícios.
Liguei para minha mãe na sexta-feira e senti-me muito próxima dela. Próxima por dentro, e assim, a distância física ficou ainda mais pungente. O mesmo aconteceu quando falei com a Alzinha no chat do gmail... há poucos dias estava ali, e agora... enfim, nem liguei para o meu pai... não tive forças...
Muito louca essa coisa de estar perto ou longe das pessoas... porque, nem sempre a distância física equivale à distância emocional.
Thursday, May 17, 2007
Home is where your heart is - part II
Deixar o Rio de Janeiro foi muito ruim, mas sempre tive o "alento" de estar a caminho de Teresópolis. Quando saí de Teresópolis, tinha o "alento" de ir para Maricá. Mas quando saí de Maricá... bem, não tinha mesmo alento nenhum senão pensar que estaria voltando para a vida que deixei, e que, ultimamente, tem sido muito boa para mim, devo acrescentar. Aliás, engraçado como senti mesmo falta disto.
Do Brasil ficam muitas saudades das pessoas que revi, muita pena de não ter visto todo mundo que queria, gratidão pelas coisas boas que aconteceram, e uma familiaridade que eu julgava perdida, mas que existe, e que bom que é assim!
Alzinha e Ro, agradecimento público pelo vosso esforço hercúleo de ir até ao aeroporto no domingo... Não há palavras... Sinto um buraco no peito todas as vezes que penso que vocês só estão ao alcance do meu e-mail, via satélite.
Monday, May 07, 2007
Uh Terê-rê
Amanhã parto para Maricá, que é uma cidade de praia, onde minha mãe mora. É muito provável que só tenha oportunidade de voltar aqui na semana que vem, já em Lisboa. E aí, é de volta à vida real... estranho como parece que já estou de férias há meses!!!!!!!
Sunday, May 06, 2007
Fosforilobox
Esta é a Val. Linda, né? Uma pessoa maneiríssima e mega fashion com aquelas madeixas roxas no cabelo! E por falar em cabelo, destaque para o melhor do Emo hair... (deus me livre!!)
Friday, May 04, 2007
Her name isn´t Rio but I don´t care for sand
Alessandra, mais conhecida pelos pessoal da comunidade como Jandira. Famosíssima autora de expressões como "Eu gritei Barrabás!" e de palavras como o empregadíssimo "desnecessary". Temos que arrumar uma foto melhorzinha, hein Nem...
Existem ainda mais fotos desta noite (ou assim quero crer) que ficaram na câmera da Al. Tenho ainda fotos na minha câmera do século passado, que só revelarei em Portugal...
Friday, April 27, 2007
Home is where your heart is
Engraçada também é a mudança de paradigma que uma viagem faz. E a confirmação do que tem importância real. E a dissolução daquilo que, na verdade, não é.
Queria publicar aqui uma foto, mas não tenho... fica registrada a vontade.
Monday, April 09, 2007
Fairy Tales
Esta sou eu. Com o vinco da perversidade no canto da boca. Como Dorian Gray.
Wednesday, March 28, 2007
Yeeeeeeeeeii
Pronto, resumida e objetivamente, foi assim o dia do meu aniversário.
Mas o que acontece é que isso não explica nem um décimo de tudo que se passou. Por outro lado, mesmo que eu ficasse aqui horas a descrever tudo em pormenor, ainda assim tenho a certeza de que não seria suficiente para exprimir o quão feliz foi este dia! Feliz porque mesmo quem estava ausente, fez-se presente (nem que fosse para falar comigo a quilômetros de distância), quem estava presente, além do carinho ao longo do dia, pôde demonstrar a atenção diária em forma de prendas que, muito mais que o valor físico, refletem exatamente isso: atenção. Uma atenção que, aliás, eu, por vezes, não tenho. Isso é uma falha grave, eu sei, nada merecida pelas pessoas tão especiais que me cercam.
O mais engraçado é que o aniversário é meu, mas queria mesmo presentear cada um com o dobro, o triplo (!!!) do carinho que recebo e fazê-los a todos sentir, todos os dias, o quão especiais são e o quanto representam para mim!
Muito obrigada a todos que existem na minha vida. Espero que eu viva sim, muitos anos, mas sempre sempre na vossa companhia!
Tuesday, March 20, 2007
Sabedoria de Pola
Mas não tenho. E??? Sobrevivo muito bem, obrigada."
Maravilhas do senso prático!! :-D
Sunday, February 25, 2007
O que eu vejo da minha janela...
Depois de tudo Tudo TUDO.......... nada melhor do que conseguir aquilo que tanto se quis. E ser feliz. Muito. Nem que por alguns dias. Ou meses. Parece que tudo funciona na perfeição.
O mundo gira à minha volta, tudo corre como de costume. Problemas, todo mundo tem, e eu também. Mas são problemas solucionáveis. Confesso que ainda olho por cima dos ombros, de vez em quando, meio que a espera do tsunami. É verdade. Mas por outro lado, se eu não estivesse feliz agora, seria mesmo um tipinho digno de pena.
Há tempos, porém, eu cheguei a achar que tudo de ruim que uma pessoa passa é como o anel Um. Deixa uma marca indelével e mesmo quando de volta ao Shire, nunca mais faríamos parte daquilo. Lembro que tempos depois mudei de idéia, e fiquei contente de perceber que não. Continuava a mesma, limpa, pura e pronta para ser feliz de novo. Estava errada! Hoje, descobri que a virtude está, para variar, no centro. Sim, estou pronta para ser feliz de novo. Mas um novo feliz. Diferente do outro de antes. Porque o anel Um marca mesmo. E a marca é indelével sim. E dói. - Frodo e eu. Irmãos para sempre. - Sei que nunca mais nada nem ninguém vai conseguir mover o centro de gravidade do meu universo da maneira que eu permiti. Porque eu não vou mais deixar. Nada de relâmpagos e grandes trovões. Nada de furacões. Agora é nice and easy. Brisas leves, numa tarde de primavera! Porque existem coisas nas quais vale a pena investir, outras não. E a úncia pessoa que vale o meu sacrifício sou eu. Mais ninguém. Porque depois do meu sacrifício, invariavelmente (e mesmo que de forma inconsciente) espero por um sacrifício igual em retorno que obviamente nunca vem. Nem deveria vir, não é? Assim, mais vale não sacrificar nada. Mais vale ser livre. E olhar para fora, com a janela escancarada e sentir que mesmo que tudo possa entrar, entra só o ar... e o sol... e o sol...
Saturday, February 24, 2007
Instrospecção
Reformulação: Se todo mundo sofre, todo mundo sente, por que encaramos os nossos próprios limites como se vivêssemos em meio a seres perfeitos??
Que idiotice! mas enfim...
Thursday, February 08, 2007
Newsletter de Janeiro
Enquanto isso, na Bat-caverna, eu ando tentando me concentrar em estar estável, depois de tantas mudanças tão profundas. Não tem sido fácil. Estabilidade, logo para mim que sou a montanha-russa em pessoa... Tenho ouvido meus discos velhos, tenho falado de mim, dos meus pais, da vida e de filosofia com muita frequência e com pessoas diferentes... novas... Arrumado as gavetas, tirado as aranhas... Tem sido bom. Muito bom.
Tenho saudades. Da minha mãe. Do meu pai.
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só.
Porque esperar se podemos começar tudo de novo
Agora mesmo
A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance
O sol nasce pra todos
Só não sabe quem não quer.
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só.
Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor
E toda dor vem do desejo
De não sentimos dor.
Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só.
Sunday, December 31, 2006
1 hora, 18 minutos e 50 segundos. Este é o tempo exato de duração do novo álbum dos Beatles. Para começar a explicar o que senti ouvindo este disco, talvez eu precise primeiro dizer que simplesmente amo os Beatles. E justificar o porque amo os Beatles é como explicar o porquê gosto de assistir ao pôr-do-sol. Piegas ou não, os Beatles desde que apareceram na minha vida - lá nos idos anos 80, quando eu era ainda muito criança para sequer saber qualquer coisa - sempre estiveram presentes. Primeiro na afeição da minha mãe pelo John Lennon, depois pela simples curiosidade de conhecer algo que influenciara muito da música mundial dali pra frente, depois naquelas manhãs de sábado, na altura do advento do maravilhoso laser e dos CDs, que trouxeram clássicos remasterizados em som digital, quando meu pai teve a brilhante idéia de gastar sei lá quanto (uma vez que os CDs dos Beatles costumam ser caros) comprando duas coletâneas, que lá em casa tocaram over and over. Pela simples banal curiosidade pela língua inglesa (que sempre achei fascinante) até ao amor incondicional pela doçura do Paul McCartney. Pelo elo que me une à loucura non-sense do John Lennon, passando pela poesia irónica do George Harisson até ao carisma da atitude tosca do Ringo Starr. Amo os Beatles porque sim. Porque são ótimos músicos, fazendo ótima música. Perfeita na simplicidade que tem. Surpreendente na riqueza dos detalhes! Viraram sinónimo de coisa boa, companhia agradável em bons momentos, abraço forte nos maus momentos, e luz no fim do túnel. Sempre.
Quando estava, muito por acaso, no site do Cirque du Soleil - que per se já é lindo - a procura de notícias sobre alguma aparição pelas terras ibéricas, descobri que estava prestes a estrear LOVE, a visão mais fantástica da música dos Beatles, convertida em realidade pela equipe maravilhosa do Cirque. But there is always a catch: Somente em Las Vegas... Quase tive uma síncope, pensando quando e como eu iria dar um jeito de ir até lá para assistir. Como pareceu impossível desde o início, tive, muito muito a contra gosto, que me conformar em aguardar ansiosamente o lançamento do DVD, e pagar por ele os milhões que fossem para trazer para casa aquele sonho.
Pouco tempo depois disso, vi na TV notícias sobre o lançamento do disco. No primeiro instante, quando vi a capa (que tem a mesma figura que o cartaz do evento) pensei que meu pedido tivesse sido ouvido, e o Cirque viesse a Portugal. Nem que tivesse que me prostituir por cada euro, iria arrumar dinheiro para ir. Mas não. Era apenas o álbum........... Apenas?!? Era o álbum, caralho!! A música dos Beatles que iria tocar no show, remixada, re-editada por Geoge Martin e seu filhote Giles.
Finalmente termino esta grande explicação em flash-back: Ganhei o disco de Natal. Acabo de ouvi-lo. O disco é todo feito com partes de músicas encaixadas em outras, e quando menos se espera, quase que num orgasmo, todas se fundem e delas surge uma outra, que não estávamos a espera... Se cada música dos Beatles me traz uma sensação, me transporta para um lugar, para um determinado grupo de pessoas, uma época da minha vida ou da história do mundo onde eu gostaria de ter vivido (leia-se os rebeldes anos 60 ou os psicodélicos anos 70), a junção de várias delas numa só fez-me sentir em êxtase extremo. Tão extremo que, muitas vezes não consegui conter as lágrimas. Fiquei tão grata por ter tido a simples chance de ouvir este disco (a pessoa que me deu não entende, infelizmente...) que minha vontade é tocá-lo a cada um dos meus amigos, explicar cada vírgula, gravar várias cópias, enviar para minha mãe, para meu pai. O George Martin e aquele filho dele, por mim, podiam ir os dois para a cadeia, junto com a pessoa que teve a ousadia de inventar o Ferrero Rocher (porque deveria ser proibido misturar chocolate com avelãs e biscoito). Porque se tudo que é proibido é mais gostoso, o CD é tão bom, mas tão bom, que deve ser crime. Quanto ao Noel Gallagher, bem, este verme sim, poderia pegar no kit junkie e se drogar até ter a derradeira OD. Se uma pessoa que se diz fã dos Beatles não é capaz de apreciar o que foi feito aqui, bem... que morra! (sem paciência para dor de cotovelo babaca!)
Mais uma vez, de todas as lições que ao longo do tempo tenho extraído da música dos Beatles, a lição desta fase é de que sempre podemos pegar em coisas antigas, reuní-las, re-estruturá-las e construir um futuro muito muito bonito, brilhante, vivo... basta que a matéria-prima seja algo de bom. Genial. Como os Beatles.
Friday, December 15, 2006
Jingle Bells
A entrada na quadra natalícia trouxe o frio de rachar, trouxe a falta de grana e a sensação de que acreditar vale a pena.
Feliz Natal para todos que estão perto, para aqueles que estão longe, para aqueles que ajudaram muito, para aqueles que nem souberam que eu precisava de ajuda, para aqueles que torceram por mim, para quem nem lembrou que eu existo.
Espero que a corrente positiva que essa época sempre traz para mim traga tudo de melhor para todos!!!!!!
yeeeeeeei





