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Wednesday, June 02, 2010

Dia 30...


... o blog fez 5 anos. CINCO!

Por aqui as coisas ainda não correm bem e eu já desisti de tentar entender se são proporcionais ou não ao sofrimento que causam. As coisas acontecem, planos A, B, C, D... J! E tudo sinergiza.

No momento presente, tenho a odisseia da mudança de Mém Martins para a casa nos Anjos. Como todos nós temíamos, as obras não ficaram prontas e não podemos ir para a casa nova. E temos que sair daquela onde estamos. Vou acampar por uma semana na casa da Houda, enquanto as minhas coisas ficam amontoadas num quarto de um outro apartamento no mesmo prédio... Fantástico.

A tese, o paper, o futuro, a casa, a ausência.
Muita instabilidade... e o tudo que corre no background.

http://www.youtube.com/watch?v=bPj7TxFGqzw&NR=1

I wish I can't remember...

Saturday, December 19, 2009

não quero nada!

hoje não fiz absolutamente nada! fiquei em casa, no sofá.

comi doces o dia todo. acordei as 11h. são 22 e já quero dormir de novo.

faz frio. não quero trabalhar. não quero ir ao supermercado. não quero terminar de fazer as compras de natal. não quero ver um filme. faz frio.

não é depressão. é só preguiça.

e saudade.

Tuesday, December 15, 2009

Escrever é como um vício

escrevi ontem e hoje já quero escrever de novo.

E falando em vícios, amo o Kurt Cobain. Fujo dele, às vezes. Porque o amo.








Já agora, odeio este template!

Sunday, August 23, 2009

Amanda, my love!

Ontem, fui ver a Amanda Palmer.
Desde que conheci esta mulher, em 2006, que a amo. E porque usar a palavra "amor"? Na maioria dos casos, tudo o que digo é feito com um exagero desmedido. Mas nesse caso, a palavra está mais do que bem aplicada.

Ontem fui ao concerto e queria escrever aqui sobre o quão maravilhoso é ver Amanda. As mil faces que ela revela a cada música, a cada minuto. Tenho a certeza de que eu e só eu sinto o que sinto por ela e, mesmo sabendo que qulaquer fã, diria o mesmo, de forma ordinária, sinto revolta e tento buscar outras maneiras de o dizer. Sinto-me até ofendida pela possibilidade de todas aquelas pessoas que se reuniram ontem na Picture House, em Edinburgo, sentirem o mesmo.

Agora pergunto-vos... o que é isso, se não amor?

Olhar para alguém e ver-se a si mesmo refletido... ou aquilo que gostaria mesmo muito de ser. Ver-se perdido em admiração cega. Ver-se a chorar com a dor e a rir-se com as subtilezas do sarcasmo... Amor sim! E digo mais... amor próprio. Amor por si próprio. Por mim.

Ela cantou várias músicas do álbum novo, algumas outras que eu não conheço e umas poucas dos Dresden Dolls. Oh, como ela sente a falta do Brian. Como EU sinto a falta do Brian... Que pena!

Enfim, o concerto foi indescritivelmente bom. Por isso, não vou descrever.

Tuesday, July 28, 2009

Wednesday, July 22, 2009

Everything good needs replacing...


Satellite in my eyes
Like a diamond in the sky
How I wonder.
Satellite strung from the moon
And the world your balloon
Peeping tom for the mother station
Winters cold spring erases
And the calm away by the storm is chasing
Everything good needs replacing
Look up, look down all around, hey satellite
Satellite, headlines read
Someones secrets youve seen
Eyes and ears have been
Satellite dish in my yard
Tell me more, tell me more
Whos the king of your satellite castle?
Winters cold spring erases
And the calm away by the storm is chasing
Everything good needs replacing
Look up, look down all around, hey satellite
Rest high above the clouds no resrictions
Television we bounce round the world
And while I spend these hours
Five senses reeling,
I laugh about the weathermans satellite eyes.
Satellite in my eyes
Like a diamond in the sky
How I wonder.
Satellite strung from the moon
And the world your balloon
Peeping tom for the mother station
Winters cold spring erases
And the calm away by the storm is chasing
Everything good needs replacing
Look up, look down all around, hey satellite
Rest high above the clouds no restrictions
Television you bounce from the world
And while I spend these hours
Five senses reeling
I laugh about this world in my satellite eyes.
-Dave Matthews Band

Saturday, April 11, 2009

meu aniversário

Com presenças ilustríssimas, dia 28 de Março passou como a minha última semana em Portugal antes de vir para Edinburgo: como um sonho. Um sonho bom!!

Tenho muito o que actuallizar no blog... e sinceramente, quem lá esteve sabe como foi bom.
Quem não foi... ano que vem tem mais (ou assim espero eu...)



Pat, lá no cantinho!



Nêga maluca e a loira escandalosa!


Outra loira escandalosa!


Marcelo e Marcela


Natália e Natália


Casal 20


Casal 20 II


Mestre e Pupilo


Eu e minha ídola, Sandra



Minha esposa loira e "tall and skinny" e meu alter-ego


Eu e Prof Dr Ção Sicunha


Três gajas boas


Sunday, March 15, 2009

Estou enfatuada

(será que isso é uma palavra?) Sim, é. Mas a palavra certa é enlevada. Enfatuada é outra coisa.

Anyway...
Hoje fui à praia. Em Março. Em Lisboa. Com a Sofs.

Não há palavras.

Dia perfeito, apanhei um "escaldinho" delicioso. Cheguei em casa e o VH1 estava a passar o top10 dos Police. Não gosto muito (apesar de ter um amor secreto pelo Sting que ainda não sei de onde vem), mas vi este video, fantástico! Histérico como eu!

O Sting é engraçado, e tal... mas os outros dois também são de morrer!!

Mood: Apathetic


Caption:
- Tá fazendo um video?
- Non.
- Ah, meno male.

Tuesday, March 10, 2009

Fui a Pisa


Fui a Pisa ver meu primo Rodrigo... (tem que haver fotinho com a Torre...)

Depois fomos a Florença ver o David de Michelangelo.

Depois voltamos a Pisa e fomos almoçar em Massa, com o Matteo.

De todas as coisas que vi, das pessoas que conheci e das as fotos que tirei, o mais importante, trago comigo: a certeza de que uma vida tem muitas componentes e que as diferenças só servem para realçar o quanto cada um de nós vale. 
Venho leve e feliz!

Não me vou esquecer do Jean, que nos cedeu a casa e que é a coisa mais linda em toda a sua francezisse, e da comida maravilhosa da mãe do Matteo. Também não me esquecerei daquele domingo à beira-mar, com o Matteo e nem do Medhi, para quem qualquer descrição seria sempre pouco vibrante, por mais plumas e purpurina que eu metesse...


Sunday, February 22, 2009

Porra, P!nk



Puta que pariu, caralho!

Sunday, February 01, 2009

O que se faz à noite por aqui

Como as coisas, por vezes, são engraçadas...

Ontem sentei-me no sofá, para jantar, e liguei a TV, para fazer companhia. Começo sempre no canal 5, naquela tentativa palerma de saber das notícias... nada de interessante (sempre os apanho na hora em que falam do último jogo do Benfica...), mudo pro 4. 
Novela. 
Mudo pro 3: propaganda. 
Mudo pro 2:anúncio da próxima season da série fantáááástica que eu quero mesmo assistir, mas que NUNCA vou lembrar de parar naquele dia e naquela hora para ver. 
Mudo pro 1. Dança comigo, responda à pergunta, whatever. 
corro os 5 canais. vou pro 6, 7, 8: recuso-me! é uma questão de princípios... EU NÃO VEJO SIC MULÉZINHA! 

Continuo até que paro na SIC RADICAL (a esta altura, já perdi a conta dos números...): Connan O'Brien entrevistando o Harry Potter Daniel Radcliffe, barbado e sorridente. Lindo, como sempre! Bla bla bla, perdi a maior parte da entrevista, veio depois um fulano falar de reality shows com drogados, bla bla bla. e eis que surge o convidado musical da noite: um tal de Eric Hutchinson. Bah... a música começa e uma pessoa se pergunta: Quem é que quer mais um Jack Johnson?? Mas dei uma chance e os versos (pra variar) chamaram-me a atenção. Fui ao youtube... eis a música e a letra no video. 


Monday, January 12, 2009

O Labirinto do Fauno não é filme pra criança...

Eu ontem deitei-me na cama para fugir do frio polar de Lisboa (na rua está tão frio como dentro da minha casa, que, por sua vez, está tão fria como dentro do frigorífico) e decidi, como era Domingo à noite, ver um filmezinho light... só para chamar o sono... 

Eis então que decidi-me por ver o Labirinto do Fauno, que já está no meu computador há décadas... o filme é em espanhol, não havia legendas e eu pensei: "Ah, que se lixe! Quem é que precisa ter espanhol como língua mãe para entender uma fábulazinha boboca......................."

Mas por que raios eu meti na cabeça que era um filme assim tão leve é que eu ainda não sei...

o que importa é que assisti ao filme como quem, a cada fala, é apanhado de surpresa, óbvio. E a cada "hijo de puta", cada tiro, cada aparição do fauno... encolhia-me na cama. Arco reflexo.

O filme acaba de forma trágica, que tem também um quê de apaziguador. Lembrou-me D. Quixote (que eu nunca acabei de ler) e aquele velho questionamento da importância/possibilidade de se viver sem quaisquer ilusões. Porque, no final das contas, o real é aquilo em que acreditamos...

Monday, August 18, 2008

De repente, não mais que de repente...

Tudo que era mau ficou bom
e de todas as incertezas fez-se chão
da neblina fez-se luz...
(e graças a Deus que eu não sou poetiza, se não morria de fome!)

Mas já há visto, já há Brasil, já há férias... também já há pausa e quebra de paradigma, já há vida Paris Hilton, com pessoas Paris Hilton, na cidade Paris Hilton, ao alcance de um telefonema.

O final de Julho e início de Agosto foram marcados pela resolução, enfim!
E depois de tanta coisa que aconteceu em apenas 2 semanas, fui obrigada a accionar o desfragmentador de disco (do disco rígido do meu cérebro!). Porque eu ainda me surpreendo com as acções das pessoas... e pior, surpreendo-me ainda com as minhas reacções...

Tuesday, June 17, 2008

Wednesday, June 04, 2008

Chegou o Verão!!!!


At last....

Até o Destak diz que agora vai!!!
E todos nós queremos acreditar!


Mas pena que a meteorologia tem sido tão fiável quanto o horóscopo!

Tuesday, April 01, 2008

Adele

Fantástico. Merece ser visto e revisto. Muitas vezes!!

Sunday, December 31, 2006


1 hora, 18 minutos e 50 segundos. Este é o tempo exato de duração do novo álbum dos Beatles. Para começar a explicar o que senti ouvindo este disco, talvez eu precise primeiro dizer que simplesmente amo os Beatles. E justificar o porque amo os Beatles é como explicar o porquê gosto de assistir ao pôr-do-sol. Piegas ou não, os Beatles desde que apareceram na minha vida - lá nos idos anos 80, quando eu era ainda muito criança para sequer saber qualquer coisa - sempre estiveram presentes. Primeiro na afeição da minha mãe pelo John Lennon, depois pela simples curiosidade de conhecer algo que influenciara muito da música mundial dali pra frente, depois naquelas manhãs de sábado, na altura do advento do maravilhoso laser e dos CDs, que trouxeram clássicos remasterizados em som digital, quando meu pai teve a brilhante idéia de gastar sei lá quanto (uma vez que os CDs dos Beatles costumam ser caros) comprando duas coletâneas, que lá em casa tocaram over and over. Pela simples banal curiosidade pela língua inglesa (que sempre achei fascinante) até ao amor incondicional pela doçura do Paul McCartney. Pelo elo que me une à loucura non-sense do John Lennon, passando pela poesia irónica do George Harisson até ao carisma da atitude tosca do Ringo Starr. Amo os Beatles porque sim. Porque são ótimos músicos, fazendo ótima música. Perfeita na simplicidade que tem. Surpreendente na riqueza dos detalhes! Viraram sinónimo de coisa boa, companhia agradável em bons momentos, abraço forte nos maus momentos, e luz no fim do túnel. Sempre.

Quando estava, muito por acaso, no site do Cirque du Soleil - que per se já é lindo - a procura de notícias sobre alguma aparição pelas terras ibéricas, descobri que estava prestes a estrear LOVE, a visão mais fantástica da música dos Beatles, convertida em realidade pela equipe maravilhosa do Cirque. But there is always a catch: Somente em Las Vegas... Quase tive uma síncope, pensando quando e como eu iria dar um jeito de ir até lá para assistir. Como pareceu impossível desde o início, tive, muito muito a contra gosto, que me conformar em aguardar ansiosamente o lançamento do DVD, e pagar por ele os milhões que fossem para trazer para casa aquele sonho.

Pouco tempo depois disso, vi na TV notícias sobre o lançamento do disco. No primeiro instante, quando vi a capa (que tem a mesma figura que o cartaz do evento) pensei que meu pedido tivesse sido ouvido, e o Cirque viesse a Portugal. Nem que tivesse que me prostituir por cada euro, iria arrumar dinheiro para ir. Mas não. Era apenas o álbum........... Apenas?!? Era o álbum, caralho!! A música dos Beatles que iria tocar no show, remixada, re-editada por Geoge Martin e seu filhote Giles.

Finalmente termino esta grande explicação em flash-back: Ganhei o disco de Natal. Acabo de ouvi-lo. O disco é todo feito com partes de músicas encaixadas em outras, e quando menos se espera, quase que num orgasmo, todas se fundem e delas surge uma outra, que não estávamos a espera... Se cada música dos Beatles me traz uma sensação, me transporta para um lugar, para um determinado grupo de pessoas, uma época da minha vida ou da história do mundo onde eu gostaria de ter vivido (leia-se os rebeldes anos 60 ou os psicodélicos anos 70), a junção de várias delas numa só fez-me sentir em êxtase extremo. Tão extremo que, muitas vezes não consegui conter as lágrimas. Fiquei tão grata por ter tido a simples chance de ouvir este disco (a pessoa que me deu não entende, infelizmente...) que minha vontade é tocá-lo a cada um dos meus amigos, explicar cada vírgula, gravar várias cópias, enviar para minha mãe, para meu pai. O George Martin e aquele filho dele, por mim, podiam ir os dois para a cadeia, junto com a pessoa que teve a ousadia de inventar o Ferrero Rocher (porque deveria ser proibido misturar chocolate com avelãs e biscoito). Porque se tudo que é proibido é mais gostoso, o CD é tão bom, mas tão bom, que deve ser crime. Quanto ao Noel Gallagher, bem, este verme sim, poderia pegar no kit junkie e se drogar até ter a derradeira OD. Se uma pessoa que se diz fã dos Beatles não é capaz de apreciar o que foi feito aqui, bem... que morra! (sem paciência para dor de cotovelo babaca!)

Mais uma vez, de todas as lições que ao longo do tempo tenho extraído da música dos Beatles, a lição desta fase é de que sempre podemos pegar em coisas antigas, reuní-las, re-estruturá-las e construir um futuro muito muito bonito, brilhante, vivo... basta que a matéria-prima seja algo de bom. Genial. Como os Beatles.