Uma das razões cruciais pelas quais não escrevo aqui é que quando falo, tudo parece uma catástrofe de uma dimensão adolescente.
Para muitos de nós, pessoas evoluídas, que se encontram acima destas lutas medíocres da vida quotidiana, tudo isso pode parecer uma bobagem. Mas para mim, os tempos atuais têm sido muito difíceis. Tudo o que acontece tem implicações fractais... como uma cebola, que pode ser desfolhada de fora para dentro eternamente, revelando a cada camada uma faceta cada vez mais dura do mesmo problema.
Esta sensação não é nova. Muito pelo contrário. Mas a novidade desta vez se encontra na interligação entre todos os eventos, em como tudo, ao fim ao cabo, acaba por ser mais do mesmo. E em como, uma vez tudo interligado, é impossível encontrar-se uma distração. Tudo lembra (e relembra) a primeira camada, que puxada, trás consigo a segunda, e assim por diante, numa cascata interminável.
Das coisas que acontecem diariamente, nada vem à mente quando sento aqui para escrever. Só o vazio que sinto na minha vida, a minha resignação em continuar respirando. Parece conversa de gente suicida. Ou demente. Mas não. Uma vez expliquei à Manhi (e depois à Gisela) que acho que a vida deve estar assente sobre vários pilares. Quando um falha, o edifício treme, mas lá estão os outros. Com calma, tudo se reconstrói. A sensação que tenho agora é que investi tudo num pilar só. Porque tomei os outros como certos. E de repente, tenho a sensação de que o edifício está prestes a ruir...
Meu pai disse-me um dia que eu faço tudo por mim mesma. Sou uma pessoa sozinha (talvez singular fosse a palavra... ou individual... una, não sei). Isso foi o que eu sempre quis: independência. Mas agora, acho que me enganei. Fui burra! Na verdade, eu não sou singular, sou metade. Em muitos aspectos, preciso estar de um dos lados do &. Mesmo que seja do outro. Acho que levei Donnie Darko a sério demais. E hoje esta é a sensação: Everybody dies alone.
Mas eu acreditei que seria diferente. E não foi culpa minha que não o tenha sido. Mas por que eu continuo achando que perdi minha última chance?? Por que eu continuo achando que cedo ou tarde, o meu verdadeiro EU, o meu karma, o meu fado, whatever! entra em cena e tudo o que resta é aquilo que não importa??
Uma injustiça duríssima para com as coisas boas que tenho. Uma crueldade desumana.
Mas eu não disse que essa era a verdade. Disse que é assim que me sinto. O mundo não deixa de ser a cores porque os daltônicos vêem-no em preto e branco. E vale dizer: os daltônicos sabem (racionalmente) que o mundo não é (para a maioria das pessoas) como eles o percebem. Ainda assim, nada de ver a cores!
As pessoas (que são umas lindas!!!!) dizem-me que o tempo cura tudo! O tempo muda tudo! É verdade. Mas esta idéia não me traz conforto. Não quero esperar para ver se tudo muda... Não quero dar tempo ao tempo. Quero arrancar esta dor... engolir. vomitar. um corte e fim. R-E-S-O-L-V-E-R! Parar de ouvir Black como tema de fundo.
pff
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Tuesday, April 27, 2010
Saturday, April 17, 2010
pff
Já faz muito tempo...
...que eu não venho aqui.
...que eu não tenho nada pra dizer.
...que eu não tenho vontade de escrever.
...que eu não estou bem.
Alguém pergunta: "Tudo bem?"
E eu,
momento 1: "Está tudo uma merda, mas vou continuar fingindo pra mim mesma que está tudo bem"
momento 2: "Está tudo uma merda, mas vou continuar fingindo pros outros que está tudo bem"
momento 3: "Está tudo uma merda, e não vale a pena esconder... aliás, que se fodam os outros!"
momento 4: "Está tudo uma merda, mas pfff e fujo dos outros para chorar"
momento 5: "Está tudo uma merda, e choro aqui mesmo, na tua frente, seja vc o filho da puta que for... o que é?? nunca estiveste mal na vida?? nunca viste lágrimas?? eu choro e sofro poque sou humana!"
momento 6: "Está tudo uma merda, mas vamos lá, isto não pode durar para sempre... mas tá difícil!"
Não fossem pelas pessoas que se importam...
Faz sol, às vezes...
...que eu não venho aqui.
...que eu não tenho nada pra dizer.
...que eu não tenho vontade de escrever.
...que eu não estou bem.
Alguém pergunta: "Tudo bem?"
E eu,
momento 1: "Está tudo uma merda, mas vou continuar fingindo pra mim mesma que está tudo bem"
momento 2: "Está tudo uma merda, mas vou continuar fingindo pros outros que está tudo bem"
momento 3: "Está tudo uma merda, e não vale a pena esconder... aliás, que se fodam os outros!"
momento 4: "Está tudo uma merda, mas pfff e fujo dos outros para chorar"
momento 5: "Está tudo uma merda, e choro aqui mesmo, na tua frente, seja vc o filho da puta que for... o que é?? nunca estiveste mal na vida?? nunca viste lágrimas?? eu choro e sofro poque sou humana!"
momento 6: "Está tudo uma merda, mas vamos lá, isto não pode durar para sempre... mas tá difícil!"
Não fossem pelas pessoas que se importam...
Faz sol, às vezes...
Wednesday, December 23, 2009
Eu odeio gente
90% das pessoas do mundo são estúpidas.
9% são MUITO estúpidas.
O pior é que eu nem sei se me encaixo nos 90...
9% são MUITO estúpidas.
O pior é que eu nem sei se me encaixo nos 90...
Sunday, August 23, 2009
Amanda, my love!
Ontem, fui ver a Amanda Palmer.
Desde que conheci esta mulher, em 2006, que a amo. E porque usar a palavra "amor"? Na maioria dos casos, tudo o que digo é feito com um exagero desmedido. Mas nesse caso, a palavra está mais do que bem aplicada.
Ontem fui ao concerto e queria escrever aqui sobre o quão maravilhoso é ver Amanda. As mil faces que ela revela a cada música, a cada minuto. Tenho a certeza de que eu e só eu sinto o que sinto por ela e, mesmo sabendo que qulaquer fã, diria o mesmo, de forma ordinária, sinto revolta e tento buscar outras maneiras de o dizer. Sinto-me até ofendida pela possibilidade de todas aquelas pessoas que se reuniram ontem na Picture House, em Edinburgo, sentirem o mesmo.
Agora pergunto-vos... o que é isso, se não amor?
Olhar para alguém e ver-se a si mesmo refletido... ou aquilo que gostaria mesmo muito de ser. Ver-se perdido em admiração cega. Ver-se a chorar com a dor e a rir-se com as subtilezas do sarcasmo... Amor sim! E digo mais... amor próprio. Amor por si próprio. Por mim.
Ela cantou várias músicas do álbum novo, algumas outras que eu não conheço e umas poucas dos Dresden Dolls. Oh, como ela sente a falta do Brian. Como EU sinto a falta do Brian... Que pena!
Enfim, o concerto foi indescritivelmente bom. Por isso, não vou descrever.
Wednesday, August 05, 2009
Nobody is home
Se todas as vezes que me sentisse só chamasse um amigo,
Se todas as vezes que sentisse o silêncio ligasse o rádio,
Estaria sempre saudável, acompanhada e em festa.
Mas isto não significaria que estaria feliz.
Actualmente, não há ninguém em casa.
E onde quer que eu vá, o que quer que eu faça, eu - e mais ninguém - vou estar sempre lá.
Data marcada para a eutanásia: 14 de Setembro de 2009
Thursday, February 12, 2009
...e faz sol!
Facto número 1: faz sol.
e por causa disso, parece que vivo noutra cidade. as pessoas têm outra cor, minhas (mesmas) roupas têm outra cor. minha vida parece outra. eu mesma, sinto-me como se fosse outra.
Facto número 2: sou outra.
e por causa disso, parece que vivo na mesma cidade. as pessoas têm a mesma cor, minhas (mesmas) roupas têm a mesma cor. minha vida parece a de sempre. eu mesma, sinto-me como sempre. shifting.
faz sol, até que enfim!
Monday, January 12, 2009
O Labirinto do Fauno não é filme pra criança...
Eu ontem deitei-me na cama para fugir do frio polar de Lisboa (na rua está tão frio como dentro da minha casa, que, por sua vez, está tão fria como dentro do frigorífico) e decidi, como era Domingo à noite, ver um filmezinho light... só para chamar o sono...
Eis então que decidi-me por ver o Labirinto do Fauno, que já está no meu computador há décadas... o filme é em espanhol, não havia legendas e eu pensei: "Ah, que se lixe! Quem é que precisa ter espanhol como língua mãe para entender uma fábulazinha boboca......................."
Mas por que raios eu meti na cabeça que era um filme assim tão leve é que eu ainda não sei...
o que importa é que assisti ao filme como quem, a cada fala, é apanhado de surpresa, óbvio. E a cada "hijo de puta", cada tiro, cada aparição do fauno... encolhia-me na cama. Arco reflexo.
O filme acaba de forma trágica, que tem também um quê de apaziguador. Lembrou-me D. Quixote (que eu nunca acabei de ler) e aquele velho questionamento da importância/possibilidade de se viver sem quaisquer ilusões. Porque, no final das contas, o real é aquilo em que acreditamos...
Monday, December 29, 2008
Não quero...
Aproxima-se o ano de 2009.
Não acho que haja uma razão especial, mas acho que será um ano ruim. Ruim, não. MUITO ruim. E tenho uma certeza quase que paradigmática. E logo eu que não sou dada a superstições, mas como boa brasileira que sou (baseada no princípio de que não creio em bruxas... mas que elas existem, existem!) estou tentando preparar-me psicologicamente para as vacas magras.
De facto, uma pessoa, nesta altura do ano, logo a seguir ao Natal (que me deixa sempre extremamente piegas), pára para pensar na vida, em tudo o que aconteceu, nas escolhas que fez... e depara-se com coisas boas e más, coisas que repetiria e coisas que mudaria, se pudesse. Ainda bem, para a minha sanidade mental, que mesmo quando penso que algo poderia (ou até deveria) ter sido feito de outra forma, não me destruo em remorsos. Nem em nostalgias. Mas é inevitável, tendo como base o ano que termina e a retrospectiva que se faz, considerar e fazer algumas previsões para o ano que começa. E por mais que não veja de onde, acho que vai ser tudo muito ruim.
Talvez seja o passar dos anos. Talvez seja a solidão. Talvez seja porque não acredito mais em fadas. Talvez seja porque não vejo maneira de ser diferente. Ou pior, acho que, daqui para a frente é, como no Beleza Americana "This will be the high point of my day; it's all downhill from here". Não sei.
O que sei é que para Janeiro tenho cá meu primo querido, Rodrigo. Depois vem o tal brasileiro com o qual irei fazer experiências com imensos ratos.Tantos que o Puedro até já disse que podemos adiar as MINHAS experiências da rataria. Em Março/Abril tenho o encontro da British Society of Parasitology, Edimburgo. E, provavelemente, fico por lá por umas semanas para, finalmente, fazer a parte do trabalho que era suposto fazer, desde 2007. Em Setembro tenho o congresso em Verona. Nesse meio tempo, queria viajar, por um fim de semana, ou assim... Sozinha. Ia ser bom. Assim como têm sido boas as férias de Natal aqui no Porto (não me entendam mal, mas é uma merda sempre que tiro férias ter aquela imposição de ir para o Brasil.......)
Mas o mais provável é que, assim como este post (para o qual parece não haver um fim), 2009 será mais um ano. Meu pai vai continuar do outro lado do oceano, vou continuar a não entender a minha mãe, a Natália vai continuar no Porto, vou continuar a ter como certo o nada e os ratos...
Sem grandes eventos. Porque tudo vem de dentro para fora...
Nada.
Não acho que haja uma razão especial, mas acho que será um ano ruim. Ruim, não. MUITO ruim. E tenho uma certeza quase que paradigmática. E logo eu que não sou dada a superstições, mas como boa brasileira que sou (baseada no princípio de que não creio em bruxas... mas que elas existem, existem!) estou tentando preparar-me psicologicamente para as vacas magras.
De facto, uma pessoa, nesta altura do ano, logo a seguir ao Natal (que me deixa sempre extremamente piegas), pára para pensar na vida, em tudo o que aconteceu, nas escolhas que fez... e depara-se com coisas boas e más, coisas que repetiria e coisas que mudaria, se pudesse. Ainda bem, para a minha sanidade mental, que mesmo quando penso que algo poderia (ou até deveria) ter sido feito de outra forma, não me destruo em remorsos. Nem em nostalgias. Mas é inevitável, tendo como base o ano que termina e a retrospectiva que se faz, considerar e fazer algumas previsões para o ano que começa. E por mais que não veja de onde, acho que vai ser tudo muito ruim.
Talvez seja o passar dos anos. Talvez seja a solidão. Talvez seja porque não acredito mais em fadas. Talvez seja porque não vejo maneira de ser diferente. Ou pior, acho que, daqui para a frente é, como no Beleza Americana "This will be the high point of my day; it's all downhill from here". Não sei.
O que sei é que para Janeiro tenho cá meu primo querido, Rodrigo. Depois vem o tal brasileiro com o qual irei fazer experiências com imensos ratos.Tantos que o Puedro até já disse que podemos adiar as MINHAS experiências da rataria. Em Março/Abril tenho o encontro da British Society of Parasitology, Edimburgo. E, provavelemente, fico por lá por umas semanas para, finalmente, fazer a parte do trabalho que era suposto fazer, desde 2007. Em Setembro tenho o congresso em Verona. Nesse meio tempo, queria viajar, por um fim de semana, ou assim... Sozinha. Ia ser bom. Assim como têm sido boas as férias de Natal aqui no Porto (não me entendam mal, mas é uma merda sempre que tiro férias ter aquela imposição de ir para o Brasil.......)
Mas o mais provável é que, assim como este post (para o qual parece não haver um fim), 2009 será mais um ano. Meu pai vai continuar do outro lado do oceano, vou continuar a não entender a minha mãe, a Natália vai continuar no Porto, vou continuar a ter como certo o nada e os ratos...
Sem grandes eventos. Porque tudo vem de dentro para fora...
Nada.
Thursday, November 20, 2008
leftovers
e sobrou um pé de alface murcho, 2 iogurtes pro cocô, um bocado de carne moída, muita neblina...
...eu e a micha.
...eu e a micha.
Tuesday, October 21, 2008
à manivela
Normalmente, uma pessoa que tem por hábito escrever num blog, o faz por ter a mania de que:
1. as coisas que vive são engraçadas/absurdas/ridículas/horríveis e merecem ser narradas;
2. consegue escrever de uma forma minimamente agradável/inteligível;
3. gosta de partilhar as experiências e a maneira como as vê com os outros (conhecidos ou não).
Pelo menos, pensando assim, fria e rapidamente, estas são as premissas básicas, sem as quais, nem vale a pena iniciar um blog.
Mesma coisa com um diário. Só que, nesse caso particular, a partilha não é, de maneira nenhuma, um objectivo. Mas, por outro lado, escrever ajuda a ordenar os pensamentos, coisa que dá imenso jeito (especialmente a gente monotarefa como eu...).
Mas já há um tempo, tenho sentido uma dificuldade absurda de escrever. Até têm acontecido coisas narráveis, mas as palavras escapam-me e tudo não passa de uma boa intenção. Mesmo este post está ordinário, básico, medíocre. Não sei, sinceramente, o que se passa. Não sei se perdi o meu "mojo" ou se ganhei senso crítico.
1. as coisas que vive são engraçadas/absurdas/ridículas/horríveis e merecem ser narradas;
2. consegue escrever de uma forma minimamente agradável/inteligível;
3. gosta de partilhar as experiências e a maneira como as vê com os outros (conhecidos ou não).
Pelo menos, pensando assim, fria e rapidamente, estas são as premissas básicas, sem as quais, nem vale a pena iniciar um blog.
Mesma coisa com um diário. Só que, nesse caso particular, a partilha não é, de maneira nenhuma, um objectivo. Mas, por outro lado, escrever ajuda a ordenar os pensamentos, coisa que dá imenso jeito (especialmente a gente monotarefa como eu...).
Mas já há um tempo, tenho sentido uma dificuldade absurda de escrever. Até têm acontecido coisas narráveis, mas as palavras escapam-me e tudo não passa de uma boa intenção. Mesmo este post está ordinário, básico, medíocre. Não sei, sinceramente, o que se passa. Não sei se perdi o meu "mojo" ou se ganhei senso crítico.
O que sei é que não é só para escrever no blog. Tem sido pra tudo. Sinto que tenho na cabeça um processador de um PC486. Que sou lenta e burra. Que acontecem muito mais eventos que eu consigo processar, e assim, congelo...
e congelada estou. Não consigo arranjar um final decente
Friday, September 26, 2008
Ray of Light
Sempre que venho ao Brasil quero ver 1 milhão de pessoas e, como é óbvio, sempre fica alguém de fora. Sempre é uma correria, sempre é um desespero. Atrasos, ônibus, 2, 3, 4 horas é pouco para por um ano (às vezes, mais!) de saudade em dia.
Ontem, como quarta e terça e segunda, foi a mesma coisa! Nessa, vi um monte de gente! Acredito que consegui estar com 80% das pessoas com quem eu gostaria de ver.
Verdade é que passei mais tempo indo e vindo do que lá, onde quer que eu tenha ido. O que acontece é que o Rio de Janeiro é uma cidade ENORME. Eu já parecia a Sofia Borges: saio agora às 10h, vou ao Centro da cidade, compro umas coisas, na volta passo no Rio Sul, compro outras coisas, e, antes do meio dia estou de volta..........
Gosto de sonhar com o dia em que irão inventar o teletransporte, o qual irá transformar todo o tempo gasto em tempo útil.
Ontem, como quarta e terça e segunda, foi a mesma coisa! Nessa, vi um monte de gente! Acredito que consegui estar com 80% das pessoas com quem eu gostaria de ver.
Verdade é que passei mais tempo indo e vindo do que lá, onde quer que eu tenha ido. O que acontece é que o Rio de Janeiro é uma cidade ENORME. Eu já parecia a Sofia Borges: saio agora às 10h, vou ao Centro da cidade, compro umas coisas, na volta passo no Rio Sul, compro outras coisas, e, antes do meio dia estou de volta..........
Gosto de sonhar com o dia em que irão inventar o teletransporte, o qual irá transformar todo o tempo gasto em tempo útil.
Sunday, July 20, 2008
Junho foi e Julho já está quase...
Não sei porque cargas d'água eu, de vez em quando, meto na cabeça que tenho que me mover. Que fazer e acontecer. Que algo está mal e que tenho que fazer aquilo que faço melhor: RESOLVER.
Em Junho, então, DECIDI que haviam muitas pendências e que tinha que fazer alguma coisa. Enumerei tarefas, planeei datas e métodos. Fiz um plano de actividades, exactamente como fiz com os testes de droga e os ratinhos em Fevereiro e Março...
MAS o problema é que, (como apontou muito bem o Wanderson) quando o problema envolve mais que uma pessoa, já tem variáveis a mais e condições que fogem ao nosso controle...
E assim foi com a Task#2, a apresentação do meu trabalho, a Task#3 que era a resolução do visto, as Tasks#5 e #6 que são a comissão tutorial e a alteração do projecto... bem como as Tasks #1 e #4, que, apesar de tudo ter corrido como o planeado, tratam-se de coisas que não são e sim, vão sendo...
e cá estou eu, mais uma vez, de frente para a realidade de que as coisas (ao contrário das experiências com os ratinhos) não se definem, começam e acabam quando eu decido que é hora de RESOLVER.
...locked up inside of my loops...
Em Junho, então, DECIDI que haviam muitas pendências e que tinha que fazer alguma coisa. Enumerei tarefas, planeei datas e métodos. Fiz um plano de actividades, exactamente como fiz com os testes de droga e os ratinhos em Fevereiro e Março...
MAS o problema é que, (como apontou muito bem o Wanderson) quando o problema envolve mais que uma pessoa, já tem variáveis a mais e condições que fogem ao nosso controle...
E assim foi com a Task#2, a apresentação do meu trabalho, a Task#3 que era a resolução do visto, as Tasks#5 e #6 que são a comissão tutorial e a alteração do projecto... bem como as Tasks #1 e #4, que, apesar de tudo ter corrido como o planeado, tratam-se de coisas que não são e sim, vão sendo...
e cá estou eu, mais uma vez, de frente para a realidade de que as coisas (ao contrário das experiências com os ratinhos) não se definem, começam e acabam quando eu decido que é hora de RESOLVER.
...locked up inside of my loops...
Tuesday, May 27, 2008
Chove??
Não, não. Faz sol!
E assim passam os dias de primavera em Lisboa: na dança indecisa das nuvens...
-mais uma para o annoyance-
E assim passam os dias de primavera em Lisboa: na dança indecisa das nuvens...
-mais uma para o annoyance-
Thursday, May 15, 2008
Puta que pariu pros medicamentos na alfândega!!
Daquele em que a vida é só annoyance...
Uma pessoa vive até os 28 anos para alguma coisa... e se há uma coisa que aprendi é que a vida não tem graça se não acontece nada. (um dia ainda conto aqui a lenda dos cães da pradaria...)
E o que dá movimento, e consequentemente, piada à minha vida é o annoyance constante. Que fique claro: annoyance não é, de forma alguma, sinónimo de problema. Problema tira o sono, faz chorar, subverte a realidade e o futuro. Fode o dia... o mês, o ano!
Annoyance não. Só irrita e gasta o tempo.
Não bastasse o meu telemóvel que só recebe mensagens da TMN, da Ford, do Jumbo, da Sacoor Brothers (a Natália diz que eu vivo uma vida dupla. Normalmente sou assim, com polainas às riscas. Nos fins de semana em que ela não está em Lisboa, eu visto-me com camisa de botão cor de rosa bebê, calça jeans clara e sapatinho moccasin...), no laboratório tenho que pensar em preencher formulários para a Direcção Geral de Veterinária, ler papers sobre mosquitos, lavar gaiolas de mosquitos (ao som de "Quando eu te falei em amor" e D. Rosinha a buzinar-me quanto detergente se põe na água), escrever no site do CMDT, publicar as fotos do meu aniversário no Malária Delirium, comprar uns headphones novos porque os meus foram com o caralho, analisar sequências, pensar em encomendas que nunca mais chegam e em verbas que nunca mais são atribuídas, a impressora que não imprime, a internet que é lenta, o computador que é do século passado, quando há merda não há balde, quando há balde não há merda, e quando há merda e balde é hora do café (que sabe a merda).................... boooooooooring!!!
Mas tudo isso é só annoyance. E o tempo escorre por entre os dedos.
Para o comentador(a) anonimo(a): outra coisa que já se deve saber antes de chegar aos 28: SEMPRE existe alguma coisa para reclamar!!!
Uma pessoa vive até os 28 anos para alguma coisa... e se há uma coisa que aprendi é que a vida não tem graça se não acontece nada. (um dia ainda conto aqui a lenda dos cães da pradaria...)
E o que dá movimento, e consequentemente, piada à minha vida é o annoyance constante. Que fique claro: annoyance não é, de forma alguma, sinónimo de problema. Problema tira o sono, faz chorar, subverte a realidade e o futuro. Fode o dia... o mês, o ano!
Annoyance não. Só irrita e gasta o tempo.
Não bastasse o meu telemóvel que só recebe mensagens da TMN, da Ford, do Jumbo, da Sacoor Brothers (a Natália diz que eu vivo uma vida dupla. Normalmente sou assim, com polainas às riscas. Nos fins de semana em que ela não está em Lisboa, eu visto-me com camisa de botão cor de rosa bebê, calça jeans clara e sapatinho moccasin...), no laboratório tenho que pensar em preencher formulários para a Direcção Geral de Veterinária, ler papers sobre mosquitos, lavar gaiolas de mosquitos (ao som de "Quando eu te falei em amor" e D. Rosinha a buzinar-me quanto detergente se põe na água), escrever no site do CMDT, publicar as fotos do meu aniversário no Malária Delirium, comprar uns headphones novos porque os meus foram com o caralho, analisar sequências, pensar em encomendas que nunca mais chegam e em verbas que nunca mais são atribuídas, a impressora que não imprime, a internet que é lenta, o computador que é do século passado, quando há merda não há balde, quando há balde não há merda, e quando há merda e balde é hora do café (que sabe a merda).................... boooooooooring!!!
Mas tudo isso é só annoyance. E o tempo escorre por entre os dedos.
Para o comentador(a) anonimo(a): outra coisa que já se deve saber antes de chegar aos 28: SEMPRE existe alguma coisa para reclamar!!!
Thursday, March 20, 2008
A não-fase
Existem alguns conceitos fundamentais a serem introduzidos/relembrados antes de eu começar este post...
O primeiro deles é o do não-lugar. Este é um do Pedro da Natália (engraçado referir uma pessoa com uma personalidade tão marcada utilizando outra como referência...). O não-lugar consiste nas estações do metro, no metro propriamente dito, em todos os similares (trem, ônibus, etc etc) e ainda no meio da rua, ou em qualquer lugar que seja apenas um caminho ou meio de transição para outro. Ninguém marca de encontrar ninguém nesses lugares, ninguém está lá simplesmente. Passam por lá, de passagem. (desculpem o pleonasmo....).
O segundo é a situação aeroporto. Aquela descrita pela minha querida e saudosa Vivian Rumjanek como sendo toda e qualquer situação onde o tempo que se tem é demasiado curto para se fazer o que quer que seja, mas também muito grande para simplesmente esperarmos enquanto ele passa.
Por último, vem o conceito da não-história introduzido no meu vocabulário pelo Zé, também conhecido como Vicentinho. A não-história é todo e qualquer conto, fábula, estória... que, ao invés de contar com um desfecho interessante, absurdo, fantástico ou, pelo menos, relevante, tem sim, um final. Sem qualquer adjetivo que o complemente. Um final que não torna a história digna de ser passada adiante.
Posto isso, agora finalmente começar a dizer aquilo que pretendia.
Depois de uma conversa ontem com minha sister, soulmate and counter-part Alcira, acho que já cheguei à conclusão do que significam esses dias... é a não-fase. Onde a maior parte do tempo é passado em situações aeroporto, dentro de não-lugares, culminando em looooongas não-histórias. Porque ninguém conta algo como: saí de casa, apanhei os transportes, cheguei ao laboratório, fiz o meu trabalho, saí quando terminei, apanhei os transportes, cheguei em casa, jantei e dormi. Alguém morreu? O biotério explodiu?? O metro passou por cima de alguma velhinha?? Não, não, não.
Então, quando as pessoas perguntam como foi meu dia, eu só respondo: Tudo bem.
E sorrio. Genuinamente.
O primeiro deles é o do não-lugar. Este é um do Pedro da Natália (engraçado referir uma pessoa com uma personalidade tão marcada utilizando outra como referência...). O não-lugar consiste nas estações do metro, no metro propriamente dito, em todos os similares (trem, ônibus, etc etc) e ainda no meio da rua, ou em qualquer lugar que seja apenas um caminho ou meio de transição para outro. Ninguém marca de encontrar ninguém nesses lugares, ninguém está lá simplesmente. Passam por lá, de passagem. (desculpem o pleonasmo....).
O segundo é a situação aeroporto. Aquela descrita pela minha querida e saudosa Vivian Rumjanek como sendo toda e qualquer situação onde o tempo que se tem é demasiado curto para se fazer o que quer que seja, mas também muito grande para simplesmente esperarmos enquanto ele passa.
Por último, vem o conceito da não-história introduzido no meu vocabulário pelo Zé, também conhecido como Vicentinho. A não-história é todo e qualquer conto, fábula, estória... que, ao invés de contar com um desfecho interessante, absurdo, fantástico ou, pelo menos, relevante, tem sim, um final. Sem qualquer adjetivo que o complemente. Um final que não torna a história digna de ser passada adiante.
Posto isso, agora finalmente começar a dizer aquilo que pretendia.
Depois de uma conversa ontem com minha sister, soulmate and counter-part Alcira, acho que já cheguei à conclusão do que significam esses dias... é a não-fase. Onde a maior parte do tempo é passado em situações aeroporto, dentro de não-lugares, culminando em looooongas não-histórias. Porque ninguém conta algo como: saí de casa, apanhei os transportes, cheguei ao laboratório, fiz o meu trabalho, saí quando terminei, apanhei os transportes, cheguei em casa, jantei e dormi. Alguém morreu? O biotério explodiu?? O metro passou por cima de alguma velhinha?? Não, não, não.
Então, quando as pessoas perguntam como foi meu dia, eu só respondo: Tudo bem.
E sorrio. Genuinamente.
Sunday, February 24, 2008
Áries com ascendente em Peixes... Fuck me sideways!!
Vivo eu, na minha vidinha Meg Ryan, discípula de Julia Roberts e Bridget Jones, por mais machona que eu queira ser... e até seja.
Mas bonito bonito é quando me apanho a chorar ouvindo "Naaaaaaaaaaa na na na-na-na-naaaah, hey Jude!!" no show do Paul Mc Cartney (no qual chorei do início ao fim), ou repetindo a frase mais psicologia Marrie Claire de todos os tempos: "People put you down enough, you start to believe it. The bad stuff is easier to believe. You ever notice that?" Sabedoria Pretty Woman.
Nem sei ao certo onde vou com essa conversa (a maior parte das minhas conversas ultimamente não vão a lugar nenhum!). Mas penso nisso desde que falei com a Al no Skype, justamente sobre isso.
Acho muita graça nessa coisa toda muito dual, quase barroca, que eu tenho de ser tão prática, moderrrrna, século XXII (!!) e ainda assim, deitar na cama pensando em borboletas a voarem no campo florido. Saber que tudo é um sonho irrealizável, porque a realidade é o que tenho hoje, mas ainda assim sorrir, imaginando como seria bonito se isso ou aquilo acontecesse.
Hoje o mood é este. Ouvir In my life, Do me a favour e Put your records on... Estou me tornando uma chata (ainda mais chata!!) com a merda da auto-crítica, da auto-análise, da auto-explicação e da auto-ridicularização.
Tudo tem sempre um parêntese.
E eu tenho sono.
Mas bonito bonito é quando me apanho a chorar ouvindo "Naaaaaaaaaaa na na na-na-na-naaaah, hey Jude!!" no show do Paul Mc Cartney (no qual chorei do início ao fim), ou repetindo a frase mais psicologia Marrie Claire de todos os tempos: "People put you down enough, you start to believe it. The bad stuff is easier to believe. You ever notice that?" Sabedoria Pretty Woman.
Nem sei ao certo onde vou com essa conversa (a maior parte das minhas conversas ultimamente não vão a lugar nenhum!). Mas penso nisso desde que falei com a Al no Skype, justamente sobre isso.
Acho muita graça nessa coisa toda muito dual, quase barroca, que eu tenho de ser tão prática, moderrrrna, século XXII (!!) e ainda assim, deitar na cama pensando em borboletas a voarem no campo florido. Saber que tudo é um sonho irrealizável, porque a realidade é o que tenho hoje, mas ainda assim sorrir, imaginando como seria bonito se isso ou aquilo acontecesse.
Hoje o mood é este. Ouvir In my life, Do me a favour e Put your records on... Estou me tornando uma chata (ainda mais chata!!) com a merda da auto-crítica, da auto-análise, da auto-explicação e da auto-ridicularização.
Tudo tem sempre um parêntese.
E eu tenho sono.
Monday, February 11, 2008
sim, mas... não
Os dias têm sido muito estranhos ultimamente. Têm passado incrivelmente rápido, e estado tão cheios, que parece que uma semana já foi há meses! Não tenho tempo para nada... esfrego o olho e já é meia-noite... acordo cedo e durmo às 2h da manhã e mesmo assim, nunca há tempo para tudo........
Ao mesmo tempo, tenho a sensação de que nada acontece, que tudo é um grande vazio... olho para o dia e não sei onde foi que as horas se esvaíram, onde foi que os minutos me escorregaram por entre os dedos. Onde ou quando...
e depois, acontecem daquelas coisas que servem para por a vida em perspectiva... aquelas, tipo morte ou nascimento. Aquelas coisas da sala de jantar que reduzem tudo ao mais primário, que, no final das contas, é aquilo que somos... moléculas a colidirem aleatoriamente num fluido. Aquilo que TODOS nós odiamos ser, mesmo que sem essa consciência. Queremos mais, queremos a glória. Queremos algo que não existe. Algo que torne todo este acaso numa grande coerência, numa grande simetria.
"Freedom is just another word for nothing left to lose"
Ao mesmo tempo, tenho a sensação de que nada acontece, que tudo é um grande vazio... olho para o dia e não sei onde foi que as horas se esvaíram, onde foi que os minutos me escorregaram por entre os dedos. Onde ou quando...
e depois, acontecem daquelas coisas que servem para por a vida em perspectiva... aquelas, tipo morte ou nascimento. Aquelas coisas da sala de jantar que reduzem tudo ao mais primário, que, no final das contas, é aquilo que somos... moléculas a colidirem aleatoriamente num fluido. Aquilo que TODOS nós odiamos ser, mesmo que sem essa consciência. Queremos mais, queremos a glória. Queremos algo que não existe. Algo que torne todo este acaso numa grande coerência, numa grande simetria.
"Freedom is just another word for nothing left to lose"
Sunday, January 20, 2008
...e se pensar aproximasse (parte 2)
Parece que tudo o que tenho feito ultimamente é pensar para ver se me aproximo... Ver se tenho mensagens no e-mail, se tenho mensagens no telefone, se tenho mensagens telepáticas de quem não vai escrever.
Nunca fui uma pessoa nostálgica. Platônica, talvez, mas nostálgica não. E nunca me perdi em pensamentos do que poderia/deveria ter sido e não foi. Sempre falei aquilo que me veio à mente, e ocultei aquilo que achava por bem não dizer. E raramente senti que me tinha enganado na escolha. Mas agora, enquanto lia um e-mail do meu primo Rodrigo, apanhei-me a pensar no porque de, durante o tempo em que vivemos na mesma cidade, não termos compartilhado mais da companhia um do outro... Tento acalentar a consciência com a idéia da diferença de idades que, antes era tão gritante, e que agora se dilui. E que, num futuro (próximo ou não) voltaremos a nos encontrar e conviveremos.
Sou assim, com esperanças, que muitas vezes sei serem vãs. Mas, nas quais acredito, não como uma promessa, mas como um sonho bom de sonhar. Aqueles que, quando acordamos, deixam-nos um sorriso no rosto durante boa parte do dia, e aquela sensação de que está tudo bem...
Nunca fui uma pessoa nostálgica. Platônica, talvez, mas nostálgica não. E nunca me perdi em pensamentos do que poderia/deveria ter sido e não foi. Sempre falei aquilo que me veio à mente, e ocultei aquilo que achava por bem não dizer. E raramente senti que me tinha enganado na escolha. Mas agora, enquanto lia um e-mail do meu primo Rodrigo, apanhei-me a pensar no porque de, durante o tempo em que vivemos na mesma cidade, não termos compartilhado mais da companhia um do outro... Tento acalentar a consciência com a idéia da diferença de idades que, antes era tão gritante, e que agora se dilui. E que, num futuro (próximo ou não) voltaremos a nos encontrar e conviveremos.
Sou assim, com esperanças, que muitas vezes sei serem vãs. Mas, nas quais acredito, não como uma promessa, mas como um sonho bom de sonhar. Aqueles que, quando acordamos, deixam-nos um sorriso no rosto durante boa parte do dia, e aquela sensação de que está tudo bem...
Tuesday, January 15, 2008
hushhhhhh, little baby
Tanto por dizer e nada é dito. Mas também quem é que precisa de palavras?? Aquelas que se usam para preencher o vazio do desconforto, do erro, da clareza da manhã seguinte... Não! Aqui não há necessidade de dizer. Tudo o que já foi dito e que seria repetido e ouvido 100 vezes com o gozo da primeira. Mas não é preciso... e fica por dizer. Porque não há erro. Só clareza.
Feita de adamantium... sim. Mas só por fora!
E dizer adeus como quem diz até amanhã.
Quem será o astrólogo do meu paizinho???????
Feita de adamantium... sim. Mas só por fora!
E dizer adeus como quem diz até amanhã.
Quem será o astrólogo do meu paizinho???????
Friday, December 07, 2007
A seta e o alvo
não é pelo video. é a música.
e eu? sou a seta.
PS: e que o Tatu não nos ouça... Amém!
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