Wednesday, June 20, 2007

Foto Dam



Finalmente publico as fotos de Amsterdam. Aliás, algumas... porque a era da fotografia digital veio para testar, acima de tudo, nossa capacidade de síntese.
Atendendo então ao desafio, selecionei aquelas que melhor representam o espírito da cidade!





Bicicletas

A começar pelo básico. Elas estão por toda parte! Quase fui atropelada várias vezes, não pelo tram, não pelos poucos carros (que obedecem RELIGIOSAMENTE todos os sinais de trânsito) mas por elas. Por duas ou três vezes fui fulminada por olhos azuis/violeta por estar no lugar errado na rua... ou seja, no caminho das bicicletas...


Muitas bicicletas!!

Para confirmar minha tese, mostro um estacionamento de bicicletas... A minha era aquela ali... (LOL)


Buzina

Este é o objecto cujo som é capaz de disparar uma descarga de adrenalina no meu sangue, capaz não só de disparar meus batimentos cardíacos, como fazer-me saltar como um gato pro telhado! E como os holandeses são pessoas muito criativas, enfeitam tudo. Até as buzinas...

Tour de bicicleta

Não, isso não é mais uma demonstração de criatividade decorativa. Na verdade é criatividade funcional. Já que o lance em Amsterdam são as bicicletas, porque não passeios turísticos de bicicleta? Em laranja, ainda mais típico!



Casas na água

Mudando de assunto, outra coisa muito abundante em Amsterdam são os canais, rios, riachos, etc... Por isso, como metade daquela terra foi roubada do mar, natural é que as casas dêem com as portas directo para dentro dos seus barcos. Piratas!


Coffee Shop

Outra coisa que não se pode perder numa visita à Holanda são as famosas Coffee Shops. E como o mal está na cabeça de quem o vê, e como lá tudo é legalizado, o coffee shop é parada obrigatória!


Alien

e depois da Coffee Shop, fazer novos amigos, não podia ser mais natural!




Monumeto à trabalhadora de rua

Continuando o passeio, não podíamos evitar o Red Light District. Mais uma daquelas paradas obrigatórias ao turista que lá vai. Aqui o monumento às trabalhadoras de rua e nele o nosso respeito. (as vitrines ficam para uma próxima oportunidade...)

Condomerie
Para provar a obrigatoriedade destas paradas que tenho indicado, aqui mostro uma loja de camisinhas com uma comissão de velhos e velhas à porta, maravilhados!


Mais uma prova da criatividade daquele povo vicking! Este ex-ônibus estava no meio de uma feira de artesanato e coisas alternativas. Lindo!

Mictório

Continuando na onda da criatividade e liberação dos preconceitos, temos aqui um mictório público. Afinal, se não conseguimos que os homens aguentem um pouquinho para fazer xixi em casa, que ao menos não seja nos muros, árvores, ou atrás dos carros....

Esplanadas

Bem, e para que juntarmo-nos todos a volta das mesas??? Bom mesmo é sentarmos na esplanada de frente para rua, a ver o movimento. E, com sorte, de frente pro sol.


Minha loja

Não sabiam, não é?? Mas a verdade é essa e foi recentemente descoberta... Eu tenho uma loja de plantas em Amsterdam, próxima à Joseph Israelskade. Lindo, né??

Wednesday, May 30, 2007

Aniversário

Hoje o blog completa 2 anos. Dois anos de imensos desabafos e de muitas alegrias também. Muitas vezes "postadas" e nunca lidas (ou pelo menos, quem leu não deixou aqui nenhum comentário). Ou ainda lidas pelos mesmos fieis 2 ou 3 que sempre aqui vêem (que eu sei que vêem sempre, mesmo quando não comentam) para saber de novidades ou das novas sandices que atravessam minha cabeça. De início, o blog tinha um nome I must have died a long time ago, que era um verso duma música do David Bowie, cuja tradução correta eu nunca soube... mas para mim, sempre a li, como sendo a expressão de um momento no qual a realidade é ruim demais para ser algo da vida, sendo assim, provavelmente, uma visão post mortem do inferno.

No meio do caos em que tudo estava, sempre tentei não mandar indiretas, nem mensagens criptografadas no meio dos posts, coisa que minha natureza de ser humano nem sempre me permitiu evitar completamente. Hoje, para subverter tudo, como é um dia de festa (e nos dias de festa normalmente permitimo-nos cometer alguns excessos) vou deixar aqui mensagens que nunca entreguei, apesar da intenção inicial. Não indico para quem são e a quem servir a carapuça que encontre forma de lidar com isso........






UNSENT



"Please forgive me, for my distance
The pain is evident in my existence
Please forgive me for my distance
The shame is manifest in my resistance to your love
"
Desde a primeira vez que estive contigo sempre pensei nesta música como
associada a você. Sinto muito por ter sido covarde, porque essa é a verdade. Fugi. De você, de mim. Mas, de qualquer forma, você merecia coisa melhor. Muito melhor. 06-05-2007




É assim que nos vejo. Todo esse carinho, todo esse amor.

Te amo. ??-10-2004







Quanto tempo! Caraca... Nesta semana não tenho tido aula à tarde, então, qualquer dia desse vou lá na tua casa... Mas agora que estou aqui em forma de carta, vamos falar das novidades... Tanta coisa aconteceu comigo que eu nem sei por onde começar. 06-10-1997





"para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro"
Não deu para trazer o que você pediu, mas pelo menos uma promessa eu cumpri. 14-05-2007




...você conseguiu viver uma vida super-dura (...) com problemas que eu sequer imagino, e eu nunca, mas NUNCA vi você com peninha de si mesmo, lamentando o que poderia ter sido e não foi. E é por isso que eu já não me desespero mais. 24-07-2004





Sonhei com vc esta noite. Sonhei que você tinha me convidado para jantar. Foi maravilhoso! Depois do jantar, fui até a sua casa e ficamos lá por horas. Acordei feliz e com saudades. 08-09-2005




Sinto a tua falta. As coisas que só vc diz. A maneira como você me faz rir. A tua presença. Sinto a tua falta. Não sei porque, mas realmente preciso de você. Muito. 24-03-2006

Something in the way you love me won't let me be. I don't want to be your prisoner so baby won't you set me free (...) Just trying to understand, I'm giving all I can 'cause you've got the best of me. Borderline - feels like I'm going to lose my mind. You just keep on pushing my love over the borderline. 08-10-1998


Cada dia que passa se torna mais difícil saber o que é certo e o que é errado. Queria que vocês me compreendessem, e queria (juro!) compreender vocês também, e talvez assim, pudéssemos ser mais felizes... 28-10-1996




obrigada pela companhia

Tuesday, May 29, 2007

Amsterdamned!

Amei Amsterdã. Fui lá para o 5º Congresso Europeu de Medicina Tropical, que na verdade não foi tão bom quanto a pompa que o envolvia prometeu. Na verdade, eu, como todos daqui do Instituto, fomos ao congresso muito mais pela cidade do que pelo congresso em si, L-Ó-G-I-C-O. É uma cidade muito bonita para quem gosta de casas castanhas com janelas brancas e rios e rios e rios em ruas arborizadas. Não vou estar aqui com a pretensão de fazer uma resenha, mas digo apenas para qualquer interessado em dirigir-se a Amsterdã: CUIDADO com as bicicletas.

Depois de voltar de lá, venho com aquela sensação de que tudo é perto. O mundo é minha casa e já meio que sonho com minhas próximas férias. Sinto a necessidade de uma cidade cosmopolita, para me encher das novas tendências e estar perto de quem é avant-garde. Talvez Londres, já que, para Nova York seria preciso um visto e talvez uma benção do Papa para entrar na terra prometida "America".

Por outro lado, penso do fundo do meu coração que já estou farta de férias e que nunca seria capaz de planejar outra viagem antes do ano que vem. Agora quero (e preciso!) começar a trabalhar a sério nas experiências para o meu doutoramento. Voltar a ler e a saber o que fiz e o que tenho que fazer. Para quem me conhece bem, acho que é óbvio que, um mês afastada da bancada já foi suficiente para varrer por completo da minha mente tudo o que fiz este ano (o que não foi muito, anyway...). Ainda para quem me conhece bem, fica a minha surpresa de descobrir (ou confirmar) que sou mesmo workaholic e que, muito tempo sem trabalho, leva à sensação de inutilidade. Nem quero pensar no que vai ser quando eu me aposentar...

Assim que tiver fotos, publico algumas aqui. Senti falta de muita gente, em especial da Nat Nat, que já lá esteve com a sua sister, soul-mate and counterpart Tomoko. Eu estive com ela dois dias antes de ir e fui idiota suficiente para não perguntar nenhuma indicação. Mas não serei idiota em perder a chance de partilhar experiências, que, com certeza, são sempre pelo menos divertidas...

Monday, May 21, 2007

In between days

Na próxima quarta-feira viajo para Amsterdã. Não, não pensem que vou me divertir... Quero dizer, vou me divertir, mas a viagem é para o 5th European Congress on Tropical Medicine and International Health. Mas enquanto isso, deu para me re-ambientar com minha casinha, com Lisboa, com meus amigos. Voltei muito mais social do que estava quando fui para o Brasil, e mesmo quando estava lá, ainda estava muito anti-social. Cheguei aqui com ânimo novo, mas em alguns momentos pisando leve em terrenos arenosos.

Passada esta semana, sinto como se a viagem representasse um turning point na minha vida pessoal, a partir do qual, pretendo (ou assim quero) por fim em estórias pendentes, confirmar incertezas e abrir novas portas. A estabilidade profissional traz desses benefícios.


Liguei para minha mãe na sexta-feira e senti-me muito próxima dela. Próxima por dentro, e assim, a distância física ficou ainda mais pungente. O mesmo aconteceu quando falei com a Alzinha no chat do gmail... há poucos dias estava ali, e agora... enfim, nem liguei para o meu pai... não tive forças...

Muito louca essa coisa de estar perto ou longe das pessoas... porque, nem sempre a distância física equivale à distância emocional.

Thursday, May 17, 2007

Home is where your heart is - part II

Pois é, aqui estou eu, de volta a Portugal!
Deixar o Rio de Janeiro foi muito ruim, mas sempre tive o "alento" de estar a caminho de Teresópolis. Quando saí de Teresópolis, tinha o "alento" de ir para Maricá. Mas quando saí de Maricá... bem, não tinha mesmo alento nenhum senão pensar que estaria voltando para a vida que deixei, e que, ultimamente, tem sido muito boa para mim, devo acrescentar. Aliás, engraçado como senti mesmo falta disto.

Do Brasil ficam muitas saudades das pessoas que revi, muita pena de não ter visto todo mundo que queria, gratidão pelas coisas boas que aconteceram, e uma familiaridade que eu julgava perdida, mas que existe, e que bom que é assim!

Alzinha e Ro, agradecimento público pelo vosso esforço hercúleo de ir até ao aeroporto no domingo... Não há palavras... Sinto um buraco no peito todas as vezes que penso que vocês só estão ao alcance do meu e-mail, via satélite.

Monday, May 07, 2007

Uh Terê-rê

Estou em Teresópolis, cidade do Pico do Dedo de Deus, da serra dos Órgãos e da casa do meu pai. Estamos no Outono e está um frio danado. Apanhei uma gripe que quase me matou na sexta e no sábado, mas agora estou melhor (o que, aliás, foi muito bom, porque morrer no fim de semana é que não dá, né??). Está sendo muito bom rever meu pai e retomar todas as discussões políticas e filosóficas que sempre surgem quando conversamos, mesmo quando sobre banalidades. Tinha saudades e vou sentir saudades. Acho que nem é preciso dizer...

Amanhã parto para Maricá, que é uma cidade de praia, onde minha mãe mora. É muito provável que só tenha oportunidade de voltar aqui na semana que vem, já em Lisboa. E aí, é de volta à vida real... estranho como parece que já estou de férias há meses!!!!!!!

Sunday, May 06, 2007

Fosforilobox

Esta festa ficará para a história, como todas as que fui no Rio... Mas esta ficou marcada pelo estilinho Emo, pelas fotos (ou tentativas de fotos) Ellus/Levis, pela dança característica e pelos episódios divertidíssimos.


Vamos começar com a apresentação: para quem não reconheceu, esta sou eu, de amarelo, SEM black eyeliner, sem chapinha... Transfigurada!!! LOL



Foto perfeita. Parece que a moda agora é fazer fazer fotos Ellus/Levis, mas na tentativa de parecer sérios, ficávamos sempre com cara de idiota... Pelo menos nesta, estamos ao natural! ;-)





Esta é a Val. Linda, né? Uma pessoa maneiríssima e mega fashion com aquelas madeixas roxas no cabelo! E por falar em cabelo, destaque para o melhor do Emo hair... (deus me livre!!)




Momento óculos escuros. Ninguém bate estas duas! Quanto charme, quanto glamour! Alzinha e Val no seu melhor!



Mais uma do momento óculos escuros. Gosto de chamar esta de "Lobo mau e o chapeuzinho amarelo"...



Ai, que mimo! A Al e o Wan, seu mais novo futuro melhor amigo no mundo inteiro!!!!!! :P



A Pin up girl. Aquela jaula da Fosforilobox era mais que divertida!! Aquelas barras dão altas idéias para danças... eu me senti no cabaret!

Friday, May 04, 2007

Her name isn´t Rio but I don´t care for sand

Bem, minha estadia mais que relâmpago pelo Rio de Janeiro durou 6 dias. Dias que voaram tão depressa que eu deixei de ver várias pessoas, deixei de ir à vários lugares. Mas como eu sou a pessoa que vai pro Tibet, vamos nos concentrar naquilo que deu certo. Então, vou postar aqui algumas fotos do Get Together no Albergue da Al.



Eu e a Alzinha, com ar de quem está up to something.... Marca-se aqui meu bronzeado moreno jambo!





Alessandra, mais conhecida pelos pessoal da comunidade como Jandira. Famosíssima autora de expressões como "Eu gritei Barrabás!" e de palavras como o empregadíssimo "desnecessary". Temos que arrumar uma foto melhorzinha, hein Nem...



E por falar em foto melhorzinha, esta custou pra sair! O Dário é um figuraça que trabalha noAlbergue. Impressionante como um homem tão bonito consegue ficar tão feio em absolutamente todas as fotos!





O Reencontro. Já fazia tanto tempo que não via o Massao, e entretanto esta sensação só durou no primeiro momento. Pena que não deu pra ver Helena...





Al e Wan, mais uma vez onipresente (e isso transparecerá nas fotos futuras)!!


Existem ainda mais fotos desta noite (ou assim quero crer) que ficaram na câmera da Al. Tenho ainda fotos na minha câmera do século passado, que só revelarei em Portugal...
Depois tem mais!
Para quem tiver interesse, uma pequena publicidade: Walk on the Beach Hostel




Friday, April 27, 2007

Home is where your heart is

É. E afinal era mesmo realidade. Aqui estou eu. Há dois dias. Dias estranhos!!! Tudo que eu achei que seria familiar é estranho e o que eu achei que seria estranho é familiar. A única coisa que não muda de posição é a Al. Com quem ainda não tive a chance de conversar. LOL Ela foi me buscar ao aeroporto, ficamos falando de quarta para quinta até quase amanhecer, depois, na quinta, almoçamos juntas e falamos por mais de 2h. E ainda não arranhamos nem a superfície. Tanta coisa, tanta coisa! Engraçado, não é??? E falamos sempre, e-mails longos. Enormes! Todos os dias!!! Muito engraçado.

Engraçada também é a mudança de paradigma que uma viagem faz. E a confirmação do que tem importância real. E a dissolução daquilo que, na verdade, não é.

Queria publicar aqui uma foto, mas não tenho... fica registrada a vontade.

Monday, April 09, 2007

Fairy Tales

Fiz uma reserva. 25 de abril é o dia. Será possível?? É preciso crer. Também é preciso derreter o gelo. Amolecer o adamantium. Tudo corre bem e não tem porque correr mal. Mas por que a sensação do piano suspenso sobre a minha cabeça não me abandona? E não deixa a mão quente ao toque. E não deixa a mente aberta e o coração macio? Não. Não. Não.

Esta sou eu. Com o vinco da perversidade no canto da boca. Como Dorian Gray.

Wednesday, March 28, 2007

Yeeeeeeeeeii

Dia 28 de março foi um dia longo. Acordei cedo, tive aulas no curso de Biologia Molecular, ainda vi lâminas, matei ratinhos (é, eu sei que para alguns isso ou soa como crueldade ou não faz sentido algum, mas esta é minha vida cientista!), fiz extração de proteínas, fui ao lounge ter com as pessoas, fui para casa e ainda liguei para meus pais. Sem falar nas chamadas e mensagens que recebi ao longo do dia.

Pronto, resumida e objetivamente, foi assim o dia do meu aniversário.

Mas o que acontece é que isso não explica nem um décimo de tudo que se passou. Por outro lado, mesmo que eu ficasse aqui horas a descrever tudo em pormenor, ainda assim tenho a certeza de que não seria suficiente para exprimir o quão feliz foi este dia! Feliz porque mesmo quem estava ausente, fez-se presente (nem que fosse para falar comigo a quilômetros de distância), quem estava presente, além do carinho ao longo do dia, pôde demonstrar a atenção diária em forma de prendas que, muito mais que o valor físico, refletem exatamente isso: atenção. Uma atenção que, aliás, eu, por vezes, não tenho. Isso é uma falha grave, eu sei, nada merecida pelas pessoas tão especiais que me cercam.

O mais engraçado é que o aniversário é meu, mas queria mesmo presentear cada um com o dobro, o triplo (!!!) do carinho que recebo e fazê-los a todos sentir, todos os dias, o quão especiais são e o quanto representam para mim!

Muito obrigada a todos que existem na minha vida. Espero que eu viva sim, muitos anos, mas sempre sempre na vossa companhia!

Tuesday, March 20, 2007

Sabedoria de Pola

"Eu queria um iate... ou pelo menos alguém que me deixasse dar uma volta num iate.
Mas não tenho. E??? Sobrevivo muito bem, obrigada."

Maravilhas do senso prático!! :-D

Sunday, February 25, 2007

O que eu vejo da minha janela...

Vejo outras janelas. Vejo o céu, tão azul e o sol que tinge o quarto de amarelo. E um cãozinho que me lembra minha mãe. E um gato branco atrás da parede de vidro. E o sol... e o sol...

Depois de tudo Tudo TUDO.......... nada melhor do que conseguir aquilo que tanto se quis. E ser feliz. Muito. Nem que por alguns dias. Ou meses. Parece que tudo funciona na perfeição.

O mundo gira à minha volta, tudo corre como de costume. Problemas, todo mundo tem, e eu também. Mas são problemas solucionáveis. Confesso que ainda olho por cima dos ombros, de vez em quando, meio que a espera do tsunami. É verdade. Mas por outro lado, se eu não estivesse feliz agora, seria mesmo um tipinho digno de pena.

Há tempos, porém, eu cheguei a achar que tudo de ruim que uma pessoa passa é como o anel Um. Deixa uma marca indelével e mesmo quando de volta ao Shire, nunca mais faríamos parte daquilo. Lembro que tempos depois mudei de idéia, e fiquei contente de perceber que não. Continuava a mesma, limpa, pura e pronta para ser feliz de novo. Estava errada! Hoje, descobri que a virtude está, para variar, no centro. Sim, estou pronta para ser feliz de novo. Mas um novo feliz. Diferente do outro de antes. Porque o anel Um marca mesmo. E a marca é indelével sim. E dói. - Frodo e eu. Irmãos para sempre. - Sei que nunca mais nada nem ninguém vai conseguir mover o centro de gravidade do meu universo da maneira que eu permiti. Porque eu não vou mais deixar. Nada de relâmpagos e grandes trovões. Nada de furacões. Agora é nice and easy. Brisas leves, numa tarde de primavera! Porque existem coisas nas quais vale a pena investir, outras não. E a úncia pessoa que vale o meu sacrifício sou eu. Mais ninguém. Porque depois do meu sacrifício, invariavelmente (e mesmo que de forma inconsciente) espero por um sacrifício igual em retorno que obviamente nunca vem. Nem deveria vir, não é? Assim, mais vale não sacrificar nada. Mais vale ser livre. E olhar para fora, com a janela escancarada e sentir que mesmo que tudo possa entrar, entra só o ar... e o sol... e o sol...

Saturday, February 24, 2007

Instrospecção

Pergunta da semana: Por que nós, pessoas falíveis e mortais, fingimos sempre sermos feitos de aço quando na verdade somos feitos de carne e osso??

Reformulação: Se todo mundo sofre, todo mundo sente, por que encaramos os nossos próprios limites como se vivêssemos em meio a seres perfeitos??

Que idiotice! mas enfim...

Thursday, February 08, 2007

Newsletter de Janeiro

Aí então eu me mudei. Tenho agora um quarto num 3º andar (que mais parece 4º), com janela e varandinha onde o sol bate nos fins de tarde. Divido com duas meninas, uma daqui do laboratório, a Natália, e outra que não conhecia, a Marcela. As duas são maravilhosas. Tem ainda uma gatinha que também é um doce e que me aquece a noite nos fins de semana em que a Natália viaja. Parece que tudo foi feito sob medida para mim. Tudo lindo. Estou feliz. Melancólica, mas feliz.

Enquanto isso, na Bat-caverna, eu ando tentando me concentrar em estar estável, depois de tantas mudanças tão profundas. Não tem sido fácil. Estabilidade, logo para mim que sou a montanha-russa em pessoa... Tenho ouvido meus discos velhos, tenho falado de mim, dos meus pais, da vida e de filosofia com muita frequência e com pessoas diferentes... novas... Arrumado as gavetas, tirado as aranhas... Tem sido bom. Muito bom.

Tenho saudades. Da minha mãe. Do meu pai.


Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só.

Porque esperar se podemos começar tudo de novo
Agora mesmo
A humanidade é desumana
Mas ainda temos chance
O sol nasce pra todos
Só não sabe quem não quer.

Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só.

Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor
E toda dor vem do desejo
De não sentimos dor.

Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só.

Legião Urbana

Sunday, December 31, 2006


1 hora, 18 minutos e 50 segundos. Este é o tempo exato de duração do novo álbum dos Beatles. Para começar a explicar o que senti ouvindo este disco, talvez eu precise primeiro dizer que simplesmente amo os Beatles. E justificar o porque amo os Beatles é como explicar o porquê gosto de assistir ao pôr-do-sol. Piegas ou não, os Beatles desde que apareceram na minha vida - lá nos idos anos 80, quando eu era ainda muito criança para sequer saber qualquer coisa - sempre estiveram presentes. Primeiro na afeição da minha mãe pelo John Lennon, depois pela simples curiosidade de conhecer algo que influenciara muito da música mundial dali pra frente, depois naquelas manhãs de sábado, na altura do advento do maravilhoso laser e dos CDs, que trouxeram clássicos remasterizados em som digital, quando meu pai teve a brilhante idéia de gastar sei lá quanto (uma vez que os CDs dos Beatles costumam ser caros) comprando duas coletâneas, que lá em casa tocaram over and over. Pela simples banal curiosidade pela língua inglesa (que sempre achei fascinante) até ao amor incondicional pela doçura do Paul McCartney. Pelo elo que me une à loucura non-sense do John Lennon, passando pela poesia irónica do George Harisson até ao carisma da atitude tosca do Ringo Starr. Amo os Beatles porque sim. Porque são ótimos músicos, fazendo ótima música. Perfeita na simplicidade que tem. Surpreendente na riqueza dos detalhes! Viraram sinónimo de coisa boa, companhia agradável em bons momentos, abraço forte nos maus momentos, e luz no fim do túnel. Sempre.

Quando estava, muito por acaso, no site do Cirque du Soleil - que per se já é lindo - a procura de notícias sobre alguma aparição pelas terras ibéricas, descobri que estava prestes a estrear LOVE, a visão mais fantástica da música dos Beatles, convertida em realidade pela equipe maravilhosa do Cirque. But there is always a catch: Somente em Las Vegas... Quase tive uma síncope, pensando quando e como eu iria dar um jeito de ir até lá para assistir. Como pareceu impossível desde o início, tive, muito muito a contra gosto, que me conformar em aguardar ansiosamente o lançamento do DVD, e pagar por ele os milhões que fossem para trazer para casa aquele sonho.

Pouco tempo depois disso, vi na TV notícias sobre o lançamento do disco. No primeiro instante, quando vi a capa (que tem a mesma figura que o cartaz do evento) pensei que meu pedido tivesse sido ouvido, e o Cirque viesse a Portugal. Nem que tivesse que me prostituir por cada euro, iria arrumar dinheiro para ir. Mas não. Era apenas o álbum........... Apenas?!? Era o álbum, caralho!! A música dos Beatles que iria tocar no show, remixada, re-editada por Geoge Martin e seu filhote Giles.

Finalmente termino esta grande explicação em flash-back: Ganhei o disco de Natal. Acabo de ouvi-lo. O disco é todo feito com partes de músicas encaixadas em outras, e quando menos se espera, quase que num orgasmo, todas se fundem e delas surge uma outra, que não estávamos a espera... Se cada música dos Beatles me traz uma sensação, me transporta para um lugar, para um determinado grupo de pessoas, uma época da minha vida ou da história do mundo onde eu gostaria de ter vivido (leia-se os rebeldes anos 60 ou os psicodélicos anos 70), a junção de várias delas numa só fez-me sentir em êxtase extremo. Tão extremo que, muitas vezes não consegui conter as lágrimas. Fiquei tão grata por ter tido a simples chance de ouvir este disco (a pessoa que me deu não entende, infelizmente...) que minha vontade é tocá-lo a cada um dos meus amigos, explicar cada vírgula, gravar várias cópias, enviar para minha mãe, para meu pai. O George Martin e aquele filho dele, por mim, podiam ir os dois para a cadeia, junto com a pessoa que teve a ousadia de inventar o Ferrero Rocher (porque deveria ser proibido misturar chocolate com avelãs e biscoito). Porque se tudo que é proibido é mais gostoso, o CD é tão bom, mas tão bom, que deve ser crime. Quanto ao Noel Gallagher, bem, este verme sim, poderia pegar no kit junkie e se drogar até ter a derradeira OD. Se uma pessoa que se diz fã dos Beatles não é capaz de apreciar o que foi feito aqui, bem... que morra! (sem paciência para dor de cotovelo babaca!)

Mais uma vez, de todas as lições que ao longo do tempo tenho extraído da música dos Beatles, a lição desta fase é de que sempre podemos pegar em coisas antigas, reuní-las, re-estruturá-las e construir um futuro muito muito bonito, brilhante, vivo... basta que a matéria-prima seja algo de bom. Genial. Como os Beatles.

Friday, December 15, 2006

Jingle Bells


A entrada na quadra natalícia trouxe o frio de rachar, trouxe a falta de grana e a sensação de que acreditar vale a pena.
Feliz Natal para todos que estão perto, para aqueles que estão longe, para aqueles que ajudaram muito, para aqueles que nem souberam que eu precisava de ajuda, para aqueles que torceram por mim, para quem nem lembrou que eu existo.
Espero que a corrente positiva que essa época sempre traz para mim traga tudo de melhor para todos!!!!!!
yeeeeeeei

Sunday, November 19, 2006

Tempo

Mudei de template. Mudei a foto do perfil. Algo mudou em mim. Não sei bem o que, mas sinto-me diferente. Não sei direito o que escrever, porque não sei direito o que mudou, o que aconteceu de concreto para eu me sentir tão diferente. Mas não sinto aquele peso negro sobre os ombros... desde... desde... não sei.

Dias muito ruins passaram, coisas muito ruins aconteceram. Coisas que mudaram para sempre minha forma de ver tudo que me rodeia. Hoje posso dizer: sou outra pessoa. Fui apanhar meu passaporte (que precisei renovar). Olhando para as duas fotos, uma de há 4 anos atrás, a outra do mês passado, vejo que cresci. Fiquei mais velha e mais branca. Mais dura, mais fria. Espero que também mais sábia. Tanto tempo. Parece uma vida.

Saturday, November 18, 2006

bad habit




biting keeps your words at bay
tending to the sores that stay
happiness is just a gash away
when i open a familiar scar
pain goes shooting like a star
comfort hasn't failed to follow so far...

and you might say it's self-indulgent
you might say its self-destructive
but, you see, it's more productive than if i were to be healthy

& pens and penknives take the blame
crane my neck & scratch my name
but the ugly marks are worth the momentary gain...
when i jab a sharpened object in
choirs of angels seem to sing hymns of hate in memorandum

and you might say it's self-indulgent
and you might say it's self-destructive
but, you see, it's more productive than if i were to be happy

and sappy songs about sex and cheating
bland accounts of two lovers meeting
make me want to give mankind a beating

and you might say it's self-destructive
but, you see, i'd kick the bucket
sixty times before i'd kick the habit
and as the skin rips off
i cherish the revolting thought
that even if i quit there's not a chance in hell i'd stop
and anyone can see the signs mittens in the summertime
thank you for your pity, you are too kind

and you might say its self-inflicted
but you see that's contradictive
why on earth would anyone practice self destruction?
and pain opinions are sitcom feeding
they dont know that their minds are teething
makes me want to give mankind a beating

i've tried bandages and sinking
i've tried gloves and even thinking
i've tried vaseline
i've tried everything

and no-one cares if your back is bleeding
they're concerned with their hair receding
looking back it was all maltreating
every thought that occurred misleading
makes me want to give myself a beating....




Dresden Dolls

Tuesday, November 07, 2006

Alzinha em Lisboa


A Alzinha esteve aqui em Lisboa na semana entre 24 e 31 de outubro. Parece inacreditável, não é? É. Actualmente, tenho que confessar que as palavras não têm sido meu forte, e ainda menos quando tento captar o interesse e a atenção das pessoas... De uma forma ou de outra, acho que tudo o que eu poderia dizer já se lê estampado nas nossas caras... não existem palavras que possam definir o que certas coisas representam. Depois da tempestade vem a bonança. E quero acreditar que de forma fractal.