Tuesday, January 20, 2009

Contos da Cripta II

O Firmino estava no aeroporto com a Roberta. Ela queria mudar a data da passagem de retorno ao Brasil. Ele estava lá só fazendo companhia. A Roberta quer ficar em Portugal, arranjar um emprego. Mas está difícil! Ficaram na conversa. NO AEROPORTO.

Eis que surge um senhor muito normal, segundo o Firmino. O tal senhor vendia cuecas fio-dental e soutiens. 5 Euros cada peça. NO AEROPORTO. A Roberta agradece, diz que não está interessada. E o senhor afasta-se.

Passados uns minutos, o senhor volta e baixa o preço das cuecas, tentando cativar uma suposta cliente difícil. Frente à situação, sempre com bom humor (dito) característico dos brasileiros, a Roberta recusa mais uma vez e garante, apesar de se tratar de uma pechincha, não poder comprar uma vez que está desempregada. Inclusive, se o senhor conhecer alguém que ofereça trabalho, isso nós queremos! O senhor, que já estava triste e desapontado, iluminou o semblante: Aaah, se vocês precisam de dinheiro, por que não vendem drogas?? 

Abriu o casaco exibindo o produto. NO AEROPORTO.

Saturday, January 17, 2009

O kit SYBR Green

E então que eu andava aqui certa de que o kit SYBR Green tinha chegado no fim do ano passado. Mas o kit era da Sofia. E eu não ia NEM TOCAR NO KIT. Prioridades são prioridades e as minhas eram (contra a minha vontade) outras. Amuei, óbvio! E agarrei no kit e meti-o para dentro do congelador. Lacrado, selado. Meti-o ali na frente mesmo, no primeiro buraco que vi, junto com outros kits velhos. Vazios. Afinal, também não valia a pena arranjar outro lugar para ele. A Sofia iria usá-lo já! TODO. até porque, agora quem não queria mais o kit era eu! (quando digo que amuei, falo sério!)

e então passou a época das festas e voltamos à vida normal... da rataria, do laminanço, do Real Time. E nessa alegria de voltar ao trabalho, a Sofia, depois de conversar com o Puedro, decidiu fazer as tais experiências depois. "Usa o kit, Lhou... Ainda mais que tu gostas tanto destas experiências e o resultado é muito importante pra ti."

Decidi não ser babaca. Era verdade. Eu adoro Real Time e estava louquinha para fazer a puta da experiência. Não me fiz de rogada. Abri o congelador, à procura do kit, que não estava lá. Acho que a primeira coisa que muita gente podia pensar era: "Quem foi o filho duma puta que me tirou daqui o kit??" Mas eu não. Já sei bem o que a casa gasta e, por isso, pensei: "Onde diabos eu meti o caralho do kit?!" e procura, procura.... aquela procura desesperada de quem confirma a cada momento o Alzheimer iminente... depois de ver e rever todos os frigoríficos, procuro nas bancadas, nas gavetas, nos armários... "o kit custa 500 euros! não posso ter perdido a merda do kit". Mas onde??? ONDE???

A Gígi pergunta, a Sofia pergunta, a Pola pergunta: "Mas olha lá, tens mesmo a certeza de que o kit chegou??" E eu procuro. Já não tenho mais certeza de nada. Só de que o kit TEM QUE APARECER! parei de pensar. e, nesse momento, uma delas segura-me pelos ombros (quase que literalmente) e diz: "Antes de mais nada, vais ligar para a Eurogentec. Pergunta por que eles ainda não enviaram o kit..." E saem de perto. Deixam-me. Aproach correcto. Se ficassem ali, como se eu fosse (o que sou) uma atrasada mental, acabavam por apanhar um coice não merecido. 

Liguei para a Eurogentec (experiência per se sempre surreal). Ah e tal, sim, temos aqui um pedido, mas não temos o kit em stock. Mantive a pose, perguntei se tinham uma previsão porque precisávamos muito do kit... Não sabemos. Muito obrigada e desliguei.

Elas estavam todas felizes comemorando a não-perda do kit. Eu ria histericamente. Não sabia ao certo o que sentir. Mas acho que o que tinha mesmo era medo...


Monday, January 12, 2009

O Labirinto do Fauno não é filme pra criança...

Eu ontem deitei-me na cama para fugir do frio polar de Lisboa (na rua está tão frio como dentro da minha casa, que, por sua vez, está tão fria como dentro do frigorífico) e decidi, como era Domingo à noite, ver um filmezinho light... só para chamar o sono... 

Eis então que decidi-me por ver o Labirinto do Fauno, que já está no meu computador há décadas... o filme é em espanhol, não havia legendas e eu pensei: "Ah, que se lixe! Quem é que precisa ter espanhol como língua mãe para entender uma fábulazinha boboca......................."

Mas por que raios eu meti na cabeça que era um filme assim tão leve é que eu ainda não sei...

o que importa é que assisti ao filme como quem, a cada fala, é apanhado de surpresa, óbvio. E a cada "hijo de puta", cada tiro, cada aparição do fauno... encolhia-me na cama. Arco reflexo.

O filme acaba de forma trágica, que tem também um quê de apaziguador. Lembrou-me D. Quixote (que eu nunca acabei de ler) e aquele velho questionamento da importância/possibilidade de se viver sem quaisquer ilusões. Porque, no final das contas, o real é aquilo em que acreditamos...

Wednesday, January 07, 2009

Últimas Notícias

Em Gaza, cessar fogo de 3h por dia.
Em Lisboa, ameaçam-nos com -1ºC.
No Rio, vão privatizar o Maracanã.

2009: ano fantástico! 

(acho até que  vou inventar um lable novo!)

Monday, January 05, 2009

Contos da cripta

E então que ele namorava com outra há 7 anos... um belo dia terminam... sabe como é, circunstâncias da vida.

Ele, em 5 anos de Universidade, limpou o quarto 3 vezes. Ele fala de gajas, bebe copos... é um javardo.

Daí que ele conheceu a Fátima e 6 meses depois, tinha a certeza de que ela era a mulher da vida dele. Era verão e tudo aconteceu depressa. Ela rapidamente se mudou para a casa dele, e passaram a estar juntos, decidir tudo juntos, almoçar juntos, ir juntos, voltar juntos.............................................................. os amigos dele não o reconheciam mais. Ao pé dela, ele era como que um betolas, um coninhas... é ele que lava, é ele que cozinha... é ele que aspira o chão e depois passa a swiffer.

Eis que ele toma a decisão: vou pedí-la em casamento. 14 de Fevereiro, Dia dos Namorados, ele convida-a para um jantar mega romântico. Ela não quis ir jantar fora, por isso, ele fez o jantar em casa. Luz de velas, comida afrodisíaca. Comprou um anel, ajoelhou-se e lançou a pergunta: Fátima, amo-te! Casas-te comigo? E ela:

- Pode ser...





Tema musical: eu vou-te excluir do meu orkut

Friday, January 02, 2009

Eu devo ser bruxa...

porque 2009 já começa bem: a FCT deve ter revisado todos os pedidos de renovação até o da Sofia Borges. O meu será o primeiro da próxima leva!

Vá, tudo tem um lado positivo....




possuída pelo demónio

Monday, December 29, 2008

Não quero...

Aproxima-se o ano de 2009.

Não acho que haja uma razão especial, mas acho que será um ano ruim. Ruim, não. MUITO ruim. E tenho uma certeza quase que paradigmática. E logo eu que não sou dada a superstições, mas como boa brasileira que sou (baseada no princípio de que não creio em bruxas... mas que elas existem, existem!) estou tentando preparar-me psicologicamente para as vacas magras.

De facto, uma pessoa, nesta altura do ano, logo a seguir ao Natal (que me deixa sempre extremamente piegas), pára para pensar na vida, em tudo o que aconteceu, nas escolhas que fez... e depara-se com coisas boas e más, coisas que repetiria e coisas que mudaria, se pudesse. Ainda bem, para a minha sanidade mental, que mesmo quando penso que algo poderia (ou até deveria) ter sido feito de outra forma, não me destruo em remorsos. Nem em nostalgias. Mas é inevitável, tendo como base o ano que termina e a retrospectiva que se faz, considerar e fazer algumas previsões para o ano que começa. E por mais que não veja de onde, acho que vai ser tudo muito ruim.

Talvez seja o passar dos anos. Talvez seja a solidão. Talvez seja porque não acredito mais em fadas. Talvez seja porque não vejo maneira de ser diferente. Ou pior, acho que, daqui para a frente é, como no Beleza Americana "This will be the high point of my day; it's all downhill from here". Não sei.

O que sei é que para Janeiro tenho cá meu primo querido, Rodrigo. Depois vem o tal brasileiro com o qual irei fazer experiências com imensos ratos.Tantos que o Puedro até já disse que podemos adiar as MINHAS experiências da rataria. Em Março/Abril tenho o encontro da British Society of Parasitology, Edimburgo. E, provavelemente, fico por lá por umas semanas para, finalmente, fazer a parte do trabalho que era suposto fazer, desde 2007. Em Setembro tenho o congresso em Verona. Nesse meio tempo, queria viajar, por um fim de semana, ou assim... Sozinha. Ia ser bom. Assim como têm sido boas as férias de Natal aqui no Porto (não me entendam mal, mas é uma merda sempre que tiro férias ter aquela imposição de ir para o Brasil.......)

Mas o mais provável é que, assim como este post (para o qual parece não haver um fim), 2009 será mais um ano. Meu pai vai continuar do outro lado do oceano, vou continuar a não entender a minha mãe, a Natália vai continuar no Porto, vou continuar a ter como certo o nada e os ratos...

Sem grandes eventos. Porque tudo vem de dentro para fora...

Nada.

Thursday, November 20, 2008

leftovers

e sobrou um pé de alface murcho, 2 iogurtes pro cocô, um bocado de carne moída, muita neblina...

...eu e a micha.

Thursday, November 13, 2008

o biotério é o melhor lugar do instituto

Os ratos são tão o máximo! Os ratos não falam. Os ratos não fazem má cara quando eu chego. Os ratos não se ofendem quando eu os trato mal. Os ratos não entendem mal as coisas que digo. Os ratos não me cobram dead lines. Eu não tenho nenhuma pendência com os ratos. Não me dão sensação de culpa ou remorsos. Os ratos...

Coitados dos ratos.


Crapules, salauds
Bourgeois, blaireaux

Tuesday, October 21, 2008

à manivela

Normalmente, uma pessoa que tem por hábito escrever num blog, o faz por ter a mania de que:

1. as coisas que vive são engraçadas/absurdas/ridículas/horríveis e merecem ser narradas;

2. consegue escrever de uma forma minimamente agradável/inteligível;

3. gosta de partilhar as experiências e a maneira como as vê com os outros (conhecidos ou não).



Pelo menos, pensando assim, fria e rapidamente, estas são as premissas básicas, sem as quais, nem vale a pena iniciar um blog.

Mesma coisa com um diário. Só que, nesse caso particular, a partilha não é, de maneira nenhuma, um objectivo. Mas, por outro lado, escrever ajuda a ordenar os pensamentos, coisa que dá imenso jeito (especialmente a gente monotarefa como eu...).

Mas já há um tempo, tenho sentido uma dificuldade absurda de escrever. Até têm acontecido coisas narráveis, mas as palavras escapam-me e tudo não passa de uma boa intenção. Mesmo este post está ordinário, básico, medíocre. Não sei, sinceramente, o que se passa. Não sei se perdi o meu "mojo" ou se ganhei senso crítico.


O que sei é que não é só para escrever no blog. Tem sido pra tudo. Sinto que tenho na cabeça um processador de um PC486. Que sou lenta e burra. Que acontecem muito mais eventos que eu consigo processar, e assim, congelo...


e congelada estou. Não consigo arranjar um final decente


Saturday, October 18, 2008

1 fds, 2 fds

Depois de voltar do Brasil, rapidamente voltei a ter que milimetrar planos e memorizar o calendário. A Dinora goza e pergunta-me o que significam 14 míseros ratos... "Queremos a nossa Louise de volta"... Verdade seja dita que eu estive, de facto, doente. Mas mais verdadeiro ainda é o facto de que estava apenas apanhando embalo. Na semana senguinte foram 34. Nesta 78. No dia do Juízo, acerto as contas...

O que importa mesmo é que estou de volta em força! E semanas assim voltam a merecer fins de semana a sério.

No sábado passado, encontrei-me com a minha querida Nat Nat, Vasco e Houda Halley (da esq para a dir)para uma festa Pop fantástica no Santiago Alquimista. Só tocou Madonna, Michael Jackson e Prince. Não é preciso dizer que eu, tolinha, do alto dos meus sapatinhos novos (roxos e sexys), não consegui andar de volta para o carro, no fim da noite. Mas ok. Da próxima, eu levo umas sabrinas na mala...

Wednesday, October 01, 2008

Diário de Via(da)gem

Publico aqui algumas fotos da minha ida ao Rio de Janeiro, que continua lindo! Na verdade, estive em 3 cidades, e em cada uma delas, senti-me como em países diferentes... mundos diferentes.
3 semanas de carinho.

Começando pelo começo...


Cheguei e, sem mala, fui pra Maricá. Apanhei DOIS fantabulásticos dias de Sol e praia. weeeeee


Meu tio Beto e a Márcia






E aqui a prova! Eu e minha Mãe na praia.






Dia 11 foi aniversário da minha Mãe e fizemos lá uma mega festa, como mega convidados e um mega bolo!!



Depois disso, agarrei nas trouxinhas e corri para Teresópolis. Cidade do Pico do Dedo de Deus,


Terra do frio polar, da D.Natália, da Jujuba, da Cabíria e, agora também, terra do Jorge.




Onde há Hora do Doce,




Hora da Matemática



e Hora do Doce com Matemática


Quando cheguei no Rio fiquei na casa do Tatuzinho e da Mari...
Segunda foi dia de muita correria que acabou na casa do Marco Aurélio, com o clã dos limões...

azul X roxo



Na terça, fomos a um barzinho com o meu primo querido Ro e com o Wan, para variar, sempre presente! :-D



Depois de ver a Selma, minha eterna Buddy!!, fui pra Jacarepaguá ver a Gisele, que qualquer dia desses aparece na Caras, casada com o Meritíssimo Digão...


Inacreditavelmente(?), minha câmera resolveu que me ia sacanear e perdi as fotos da quinta, quando estive com minha tia Leny, com a Eliza e com a Lu. Mas o Wan (mais uma vez, o Wan) fotografou os últimos momentos. Na casa do Tatuzinho, depois de uma longa noite de debate de temas, estávamos todos fresquinhos, prontos para mais 12 horas de conversa!





Foi muito bom. Nem há palavras.

Friday, September 26, 2008

Ray of Light

Sempre que venho ao Brasil quero ver 1 milhão de pessoas e, como é óbvio, sempre fica alguém de fora. Sempre é uma correria, sempre é um desespero. Atrasos, ônibus, 2, 3, 4 horas é pouco para por um ano (às vezes, mais!) de saudade em dia.

Ontem, como quarta e terça e segunda, foi a mesma coisa! Nessa, vi um monte de gente! Acredito que consegui estar com 80% das pessoas com quem eu gostaria de ver.

Verdade é que passei mais tempo indo e vindo do que lá, onde quer que eu tenha ido. O que acontece é que o Rio de Janeiro é uma cidade ENORME. Eu já parecia a Sofia Borges: saio agora às 10h, vou ao Centro da cidade, compro umas coisas, na volta passo no Rio Sul, compro outras coisas, e, antes do meio dia estou de volta..........

Gosto de sonhar com o dia em que irão inventar o teletransporte, o qual irá transformar todo o tempo gasto em tempo útil.

Thursday, September 25, 2008

Homo sapiens sapiens

"A gente só se reproduz porque é safado, não é porque forma casalzinho!"





Mari, sobre as vicissitudes da vida a dois...

Monday, September 22, 2008

NASCEEEEEU


A Alexandra nasceu!

Hoje, às 11:50h!!


:-D

Na toca do Tatu


Tatu e Mariana são "gente que faz":

Wednesday, September 17, 2008

Cabíria




A minha madrasta (ou boadrasta, como ela prefere ser chamada) caiu de pára-quedas na minha vida quando começou a andar com o meu pai. Não. Ao contrário. Caí eu, de pára-quedas na vida dela quando vim, em 2005 visitar meu Pai em Teresópolis, pela primeira vez, depois de me ter mudado para Portugal. Desde o primeiro instante (eu e essa minha mania de achar que olho para as pessoas e “vejo”) gostei muito dela. Conversamos por imenso tempo enquanto eu ainda tentava me acostumar ao facto de ter ali, depois de 2 looongos anos, bem na minha frente, o meu Pai – eu sei que isso parece papo de filho adoptivo que reencontra os pais biológicos, mas enfim… há gente e situações que me causam os efeitos mais inesperados.

No ano passado, confesso que não sei muito bem o que se passou. Tenho a impressão de que ela não esteve aqui por muito tempo… quase não convivemos, quase não conversamos. E dos 3 ou 4 diálogos que tivemos, só me lembro do desastroso dia do “todas as pessoas de quem eu gosto, tenho a certeza, vão para o Inferno”. Os olhos verdes de Cabíria arderam em chamas e ela respondeu indignada: “Ah, mas eu não vou pro Inferno, não!” Já nem me lembro bem do que pensei: se ela estaria ofendida pela sugestão da sua maldade ou se pela sua exclusão do círculo de pessoas que eu amo.

Este ano, Cabíria tem estado, sem dúvida mais presente. E apesar de Libra que é, não é uma pessoa calculista, e nem tão pouco indecisa! Blá blá blá psico-exotérico à parte, eu, que sempre critiquei minha mãe pela conversa do “sou muito velha para correr atrás de homem” aos 45, tenho que tirar o chapéu para a Cabíria, que, mesmo depois de um casamento de 15 anos, 2 filhos e muita estrada, acredita cegamente que é sempre tempo de recomeçar, e que tem força de vontade e paciência (de Jó) para viver (ainda mais quando é) com alguém (tão parecido comigo) como meu Paizinho.

Pode haver aqui algum desavisado, perdido na blogsfera, que venha dizer que eu sou um docinho de pessoa, tão cândida! Mas quem me conhece a sério sabe bem que de docinho tenho pouco. Ou então, sou a perfeição de criatura com o sentido de auto-crítica mais apurado do universo. De um jeito ou de outro, a ordem dos factores não altera o produto. Assim, acho que viver com meu pai é fantástico. Mas só serve para alguém como eu, feita da mesma forja que ele… ou então, como a Cabíria.

Ah e tal que, então, eu contei para Cabíria uma certa estória que anda acontecendo num gerúndio à conta-gotas na minha cabeça, e eu, com a ilusão pateta da armadura de adamantium que veste a minhoca, depois de 2 ou 3 perguntas simples, fiquei totalmente nua, desvendada, reduzida ao mais banal dos lugares comuns. Não é todo mundo que tem o direito de olhar e saber, de dentro para fora, aquilo que sinto. Ainda não preenchi este formulário para ela. Mas ali estava eu, sem palavras, sem argumentos, sem razão. Teimosa que sou, ainda assim, acho que ela esconde uma carta na manga: ela vive com meu Pai. E conhece o meu Pai, no melhor e no pior que a armadura tem para oferecer. Diz e repete, em alto e bom som, para quem quiser ouvir: ba-ba-qui-ce! Perda de tempo, lamechice, viadagem.

Ai de mim!

Saturday, September 13, 2008

Férias férias

Aqui estou eu, finalmente, de volta à civilização!

Mesmo só do Aeroporto pro fim do mundo (leia-se Barra de Maricá), coisas bonitas já aconteceram! A IBERIA perdeu minha mala... (pois é Sofs)
Perdeu não. Na verdade, a mala ficou em Lisboa... talvez, pela força do hábito, a mala achasse que devia ir para o Porto, com a Natália. Mas conseguiram lá convencê-la (à mala, não à Natália, infelizmente) a vir pro Brasil... e, mesmo a contra-gosto, a mala foi parar no destino certo.


Valeu como boas vindas à Pátria amada, Mãe gentil e pelo susto de achar que tinha perdido as minhas roupinhas preferidas.


eu e o fantástico roupão de setim da minha mãe


Fora isso, houve (alguma) praia e muita música e diversão com meu Tio Beto no fim de semana.

Teve também muito debate de temas com a minha mãezinha...
engraçado como, em Maricá, as horas demoram tanto a passar e, apesar disso, o tempo passa tão depressa...




Agora estou em Terê. Acabei de chegar. E meu pai está com a corda toda!

Na padaria: "Dá-me vinte franceses que eu vou fazer uma revolução"

Tuesday, September 02, 2008

Computer says "Yes!!"


eis que há parasitas maravilha!!!!!!!


nem parece verdade, mas a vida cientista, às vezes, compensa!