Tuesday, June 17, 2008
Wednesday, June 04, 2008
Eu sou o máximo, eu sei...
"Verdade é que as coisas, tal como o futebol, acabam quando terminam."
Há dias em que até eu me surpreendo com minha capacidade de ser palerma!
Chegou o Verão!!!!
Até o Destak diz que agora vai!!!
E todos nós queremos acreditar!
Mas pena que a meteorologia tem sido tão fiável quanto o horóscopo!
Tuesday, May 27, 2008
Chove??
E assim passam os dias de primavera em Lisboa: na dança indecisa das nuvens...
-mais uma para o annoyance-
Wednesday, May 21, 2008
Era uma vez o Gazela...
"Ainda está para nascer o filha duma puta que nunca há de nascer na puta da vida dele."
Fantástico.
Thursday, May 15, 2008
Puta que pariu pros medicamentos na alfândega!!
Uma pessoa vive até os 28 anos para alguma coisa... e se há uma coisa que aprendi é que a vida não tem graça se não acontece nada. (um dia ainda conto aqui a lenda dos cães da pradaria...)
E o que dá movimento, e consequentemente, piada à minha vida é o annoyance constante. Que fique claro: annoyance não é, de forma alguma, sinónimo de problema. Problema tira o sono, faz chorar, subverte a realidade e o futuro. Fode o dia... o mês, o ano!
Annoyance não. Só irrita e gasta o tempo.
Não bastasse o meu telemóvel que só recebe mensagens da TMN, da Ford, do Jumbo, da Sacoor Brothers (a Natália diz que eu vivo uma vida dupla. Normalmente sou assim, com polainas às riscas. Nos fins de semana em que ela não está em Lisboa, eu visto-me com camisa de botão cor de rosa bebê, calça jeans clara e sapatinho moccasin...), no laboratório tenho que pensar em preencher formulários para a Direcção Geral de Veterinária, ler papers sobre mosquitos, lavar gaiolas de mosquitos (ao som de "Quando eu te falei em amor" e D. Rosinha a buzinar-me quanto detergente se põe na água), escrever no site do CMDT, publicar as fotos do meu aniversário no Malária Delirium, comprar uns headphones novos porque os meus foram com o caralho, analisar sequências, pensar em encomendas que nunca mais chegam e em verbas que nunca mais são atribuídas, a impressora que não imprime, a internet que é lenta, o computador que é do século passado, quando há merda não há balde, quando há balde não há merda, e quando há merda e balde é hora do café (que sabe a merda).................... boooooooooring!!!
Mas tudo isso é só annoyance. E o tempo escorre por entre os dedos.
Para o comentador(a) anonimo(a): outra coisa que já se deve saber antes de chegar aos 28: SEMPRE existe alguma coisa para reclamar!!!
Wednesday, April 23, 2008
Baygon, baygon, barata com sabão!!

Ontem comecei.... comecei, não! começamos!
De novo:
Ontem eu e Gisela começamos uma experiência com a mosquitada.
(e lá vamos nós às definições...)
Gisela é a pobre alminha que (finalmente) chegou para me resgatar da vida workaholic e dividir comigo as tarefas árduas da rataria e afins... e com o bônus de que ela é fixe!!! E jeitosa! Sempre bom passar o bastão (ou parte dele) para gente competente!
e a mosquitada... bem, tenho que fazer um cruzamento genético bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla haplodiplobionte bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla troca de material genético bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla blabla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla ......... e os parasitas vão ser resistentes a duas drogas diferentes, o que, em suma, vai ser o máximo.
Mas trabalhar com mosquitos é muito melhor que trabalhar com ratos! Porque, na vida real, os moquitos proliferam muito bem na água podre... já no insectário, tuuuuuuuuuuuuuuuuudo tem que ser muito bem controladinho! mas, como quando há merda não há balde e quando há balde não há merda............................ enfim, a vida é um desafio.......
Viva a Gisela, as latas de Baygon e os ventiladores!!
Sunday, April 06, 2008
A maçã
Passou algum tempo e eu descobri exactamente o porquê de eu ser sim talhada para essa vida: preciso de um trabalho intelectualmente activo e desafiador. No qual eu tenha a noção de que construo qualquer coisa, e de que, depois de tanto trabalho, irei chegar a algum lugar. Mesmo que veja, claro como a água, que estou apenas tentando adicionar um tijolo a uma parede duma catedral que talvez eu mesma nunca veja construída. Não sei sequer a dimensão ou o aspecto final, mas sei que estará lá. E que fiz a minha parte.
Quem corre por gosto, realmente não se cansa. Ou pelo menos, não deveria. Essa é a diferença. Não há sacrifício, sai naturalmente. E é por isso que eu continuo feliz (apesar das poucas horas de sono). Isto é o que eu faço. É o que eu amo. Mesmo com a rataria aos sábados e domingos. Ininterruptamente desde Janeiro, quando me despedi em grande da vida Paris Hilton......
E cá estou eu, seleccionando parasitas resistentes. My pride and joy. Aquilo que me move: lâminas positivas mesmo em presença de droga!
...mas eu queria poder ir à Veneza no feriado de 25 de Abril... :-(
Wednesday, April 02, 2008
28-03-2008
No dia 28 fiz 28 anos. Tanto 28 que até tenho medo da sombra ameaçadora de Saturno... Mas para já, ainda nem sequer vi a ponte... por isso, ainda não a atravessarei.
Fiz uma festa que, na semana passada, me custou tempo, energia e serviu, acima de tudo, para dar outra motivação aos dias que, por aqui pelas terras lusas, já ficam cada vez mais longos.
A festa correu muuuito bem. Parece que foi mesmo um sucesso. Eu, pelo menos, diverti-me. Muito. Mas eu era o DJ e isso explica tudo.
Mas o que se diz quando se faz aniversário e a idade não pesa? Realmente, 28 parece-me um número já grande... nunca parei para imaginar como seria estar aqui, quando, nos idos dos meus 13 anos, idealizava a vida adulta. Pensava nos 18. Nos 20 e poucos. Nunca pensei nos 20 e muitos... também, estava tão longe... Eu e os planos a longo prazo.
A verdade é que, com essa idade, meu pai tinha uma esposa e uma filha de 1 ano. Eu sou estudante e vivo numa casa com móveis que não combinam... Outros tempos, bla bla bla.
Whatever. Ainda acho graça aos cabelos brancos que se multiplicam. Acho-os irônicos. Assim como achei irônico quando aquele garoto de rua (que tinha a minha idade, ou talvez, um ano a menos, que fosse) chamou-me "tia". Porque eu não sou uma senhora. Não sou um adulto já perto dos 30. Eu sou...... eu.
Tuesday, April 01, 2008
Thursday, March 20, 2008
A não-fase
O primeiro deles é o do não-lugar. Este é um do Pedro da Natália (engraçado referir uma pessoa com uma personalidade tão marcada utilizando outra como referência...). O não-lugar consiste nas estações do metro, no metro propriamente dito, em todos os similares (trem, ônibus, etc etc) e ainda no meio da rua, ou em qualquer lugar que seja apenas um caminho ou meio de transição para outro. Ninguém marca de encontrar ninguém nesses lugares, ninguém está lá simplesmente. Passam por lá, de passagem. (desculpem o pleonasmo....).
O segundo é a situação aeroporto. Aquela descrita pela minha querida e saudosa Vivian Rumjanek como sendo toda e qualquer situação onde o tempo que se tem é demasiado curto para se fazer o que quer que seja, mas também muito grande para simplesmente esperarmos enquanto ele passa.
Por último, vem o conceito da não-história introduzido no meu vocabulário pelo Zé, também conhecido como Vicentinho. A não-história é todo e qualquer conto, fábula, estória... que, ao invés de contar com um desfecho interessante, absurdo, fantástico ou, pelo menos, relevante, tem sim, um final. Sem qualquer adjetivo que o complemente. Um final que não torna a história digna de ser passada adiante.
Posto isso, agora finalmente começar a dizer aquilo que pretendia.
Depois de uma conversa ontem com minha sister, soulmate and counter-part Alcira, acho que já cheguei à conclusão do que significam esses dias... é a não-fase. Onde a maior parte do tempo é passado em situações aeroporto, dentro de não-lugares, culminando em looooongas não-histórias. Porque ninguém conta algo como: saí de casa, apanhei os transportes, cheguei ao laboratório, fiz o meu trabalho, saí quando terminei, apanhei os transportes, cheguei em casa, jantei e dormi. Alguém morreu? O biotério explodiu?? O metro passou por cima de alguma velhinha?? Não, não, não.
Então, quando as pessoas perguntam como foi meu dia, eu só respondo: Tudo bem.
E sorrio. Genuinamente.
Monday, March 10, 2008
Your call is on hold. Please, hold the line.
"Há dias que podiam ser apenas minutos."
Cabe de tantas formas diferentes, que nem sei se é justo......
Sunday, February 24, 2008
Áries com ascendente em Peixes... Fuck me sideways!!
Mas bonito bonito é quando me apanho a chorar ouvindo "Naaaaaaaaaaa na na na-na-na-naaaah, hey Jude!!" no show do Paul Mc Cartney (no qual chorei do início ao fim), ou repetindo a frase mais psicologia Marrie Claire de todos os tempos: "People put you down enough, you start to believe it. The bad stuff is easier to believe. You ever notice that?" Sabedoria Pretty Woman.
Nem sei ao certo onde vou com essa conversa (a maior parte das minhas conversas ultimamente não vão a lugar nenhum!). Mas penso nisso desde que falei com a Al no Skype, justamente sobre isso.
Acho muita graça nessa coisa toda muito dual, quase barroca, que eu tenho de ser tão prática, moderrrrna, século XXII (!!) e ainda assim, deitar na cama pensando em borboletas a voarem no campo florido. Saber que tudo é um sonho irrealizável, porque a realidade é o que tenho hoje, mas ainda assim sorrir, imaginando como seria bonito se isso ou aquilo acontecesse.
Hoje o mood é este. Ouvir In my life, Do me a favour e Put your records on... Estou me tornando uma chata (ainda mais chata!!) com a merda da auto-crítica, da auto-análise, da auto-explicação e da auto-ridicularização.
Tudo tem sempre um parêntese.
E eu tenho sono.
Monday, February 18, 2008
Conjunção Astral
Hoje, confirmei mais uma vez que tudo pode sempre ser pior. Inclusive as minhas ondas hormonais. E tudo graças à conjunção perfeita de todos os factores possíveis...
Fica aqui uma lista de coisas que eu odeio, mas vale lembrar que amanhã será como se nada tivesse acontecido.............
Mentruação, cólica, chuva, acordar muito cedo, sair de casa tarde, trânsito
chuva dentro de casa, chapinhar na água já às 7:30h,
carregar peso, cólica, chuva, pés molhados, frio na rua, calor nos transportes,
laboratório vazio às 11h,
não há papel, não há éter, não há kleenex, não há bateria no telemóvel,
ratos, lâminas, e-mail do Pedro às 13 que eu só respondi às 18h,
chuva, noite ao meio-dia, cólicas,
chuva, supermercado, carregar peso, gente estúpida, só ter dois braços....
quem merece?????????????? quero virar ostra.
... E SEM PÉROLA!!!!
Monday, February 11, 2008
sim, mas... não
Ao mesmo tempo, tenho a sensação de que nada acontece, que tudo é um grande vazio... olho para o dia e não sei onde foi que as horas se esvaíram, onde foi que os minutos me escorregaram por entre os dedos. Onde ou quando...
e depois, acontecem daquelas coisas que servem para por a vida em perspectiva... aquelas, tipo morte ou nascimento. Aquelas coisas da sala de jantar que reduzem tudo ao mais primário, que, no final das contas, é aquilo que somos... moléculas a colidirem aleatoriamente num fluido. Aquilo que TODOS nós odiamos ser, mesmo que sem essa consciência. Queremos mais, queremos a glória. Queremos algo que não existe. Algo que torne todo este acaso numa grande coerência, numa grande simetria.
"Freedom is just another word for nothing left to lose"
Monday, February 04, 2008
Carnaval é sabedoria
Sunday, February 03, 2008
Sabedoria de Tio
"Passarinho que acompanha morcego amanhece de cabeça para baixo!"
Beautiful!
Thursday, January 24, 2008
Dr. Cox
Consigo lembrar desde os tempos remotos do Pentágono em que eu tinha aquela coisa pelo Loureiro, que era supostamente o professor mais carrasco do Universo (pelo menos do nosso universozinho de adolescente...).
Depois disso, sempre pude ver essa predileção pelos "maus" nas novelas (a Maria Regina e o Olavo são exemplos clássicos), nos filmes (a Mulher-Gato no Batman, o T-1000, no Terminator), nas séries de TV (o Sawyer, no Lost e o Sylar, no Heroes) e ainda na vida real (prefiro abster-me de citar exemplos....).
Agora minha paixão nova é pelo Dr Cox, aquele do Scrubs...
Sunday, January 20, 2008
...e se pensar aproximasse (parte 2)
Nunca fui uma pessoa nostálgica. Platônica, talvez, mas nostálgica não. E nunca me perdi em pensamentos do que poderia/deveria ter sido e não foi. Sempre falei aquilo que me veio à mente, e ocultei aquilo que achava por bem não dizer. E raramente senti que me tinha enganado na escolha. Mas agora, enquanto lia um e-mail do meu primo Rodrigo, apanhei-me a pensar no porque de, durante o tempo em que vivemos na mesma cidade, não termos compartilhado mais da companhia um do outro... Tento acalentar a consciência com a idéia da diferença de idades que, antes era tão gritante, e que agora se dilui. E que, num futuro (próximo ou não) voltaremos a nos encontrar e conviveremos.
Sou assim, com esperanças, que muitas vezes sei serem vãs. Mas, nas quais acredito, não como uma promessa, mas como um sonho bom de sonhar. Aqueles que, quando acordamos, deixam-nos um sorriso no rosto durante boa parte do dia, e aquela sensação de que está tudo bem...
Wednesday, January 16, 2008
Espelho
Sentei-me de frente para ela, tenatando conter o meu sorriso de empatia. Tinha medo que parecesse invasiva ou simplesmente parva. Por isso, tentei fingir que não estava a prestar atenção.
Foi mesmo uma sensação engraçada... mas mais engraçado do que isso é pensar que, quando tinha a idade dela, eu não era assim. Ou era, mas não queria ser... Na verdade, eu era mais como aquela menina que, em Monte Alegre, ficou a olhar para mim e para a Natália como quem toma notas de como se comportar quando crescer...